20/05/2021
CUT organiza ato contra a fome, a carestia e pelo Auxílio Emergencial de R$ 600

O agravamento da crise sanitária e social no Brasil, com o aumento da fome, o alto índice de desemprego e as ações desastrosas do governo de Jair Bolsonaro (ex-PSL), que não priorizou a compra de vacinas para os brasileiros e as brasileiras se protegerem contra a Covid-19, e ainda cortou o valor do Auxílio Emergencial e reduziu o número de pessoas atendidas, são alguns dos motivos que levaram a CUT a organizar um ato contra a fome, a carestia e pelo Auxílio Emergencial de R$ 600,00 até terminar a pandemia.
Na próxima quarta-feira, 26, a partir das 10 horas da manhã, serão realizadas ações simbólicas em frente ao Congresso Nacional, em Brasília, contra a fome, em defesa da vacinação e pelo Auxílio Emergencial de R$ 600. Os sindicalistas querem alertar os representantes dos três poderes: Executivo, Legislativo e Judiciário para a situação dramática que atinge a maioria da população. A manifestação será feita em conjunto com as demais Centrais Sindicais, o MST (Movimento dos Sem Terra (MST) e as Frentes Brasil Popular e Povo sem Medo, entre outras entidades e organizações.
Neste dia, os presidentes das Centrais Sindicais querem entregar a “Agenda Prioritária da Classe Trabalhadora”, uma pauta de reivindicações, aos presidentes da Câmara, deputado Arthur Lira (PP-AL) e do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG).
O presidente da CUT, Sérgio Nobre ressalta que há espaço para continuar a luta pelo Auxilio Emergencial de R$ 600, como também em aumentar o número de pessoas que estariam habilitadas a receber o benefício.
“A fome e o desemprego crescem no País. As pessoas estão nas ruas pedindo por comida; os preços dos alimentos e do gás de cozinha estão cada vez mais caros. Por isso, nossa campanha tem como prioridade o combate à fome e um Auxílio de R$ 600 é fundamental para ajudar quem precisa”, diz Sérgio Nobre.
O dirigente destaca ainda que a defesa das estatais e dos serviços públicos também faz parte da pauta das Centrais. “Precisamos chamar a atenção para os riscos que a população corre com o desmonte dos serviços públicos e com a venda das estatais”, afirma Nobre, se referindo à reforma Administrativa e à agenda de privatizações de empresas públicas, como a Eletrobras.
A CUT, demais Centrais e entidades que participam da campanha estão fechando os detalhes de como serão as mobilizações para evitar aglomerações. O objetivo, além de pressionar os três poderes, é esclarecer a população de que o ato é em defesa da vida de todos e todas.
Dia 29 tem Ato Fora Bolsonaro
A campanha Fora Bolsonaro está organizando para o dia 29 (sábado), um dia de mobilização em todo o Brasil. Segundo os organizadores, o presidente da República é o principal responsável pela extensão e agravamento da pandemia e pela explosão do desemprego e da fome. São inúmeros os seus crimes e a sua prática e discurso tem sido impulsionadora de atrocidades, como a chacina do Jacarezinho, em que 28 pessoas foram mortas durante uma ação policial realizada dentro da favela do Rio de Janeiro.
"Estaremos mobilizados em todo o Brasil também por um Auxílio Emergencial de no mínimo 600 reais, vacinação para toda a população e contra os cortes na Educação, a reforma Administrativa e as privatizações", dizem em nota os organizadores.
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