08/03/2021
Bancárias fazem tuitaço nesse 8 de Março pela vacina, pelo auxílio e por emprego decente

Nesta segunda-feira (8), as mulheres vão fazer um tuitaço para marcar a luta do 8 de Março. A Secretaria da Mulher da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramos Financeiro (Contraf-CUT), junto com outras entidades do movimento feminista vai organizar essa manifestação digital, que conta com o apoio do Sindicato. O tuitaço será ao meio-dia com a hashtag #MulheresNaLutaPelaVida.
“Neste 8 de Março, temos mais motivos do que em outros anos de nos unirmos na defesa de nossos direitos. É na luta pela vida que temos de centrar nossos esforços porque esse governo ameaça a vida das mulheres ao intensificar a crise econômica e sanitária. Nós mulheres somos as maiores vítimas dessas crises. Por isso a hashtag que vamos tuitar ao meio-dia de segunda-feira: #MulheresNaLutaPelaVida”, afirmou a secretária da Mulher da Contraf-CUT, Elaine Cutis.
Este ano, as entidades feministas definiram como eixo de mobilização a luta pela vida das mulheres, contra a miséria, a fome e a violência e contra o governo Bolsonaro. Também estão se mobilizando pela vacina contra a covid 19, pelo auxílio emergencial e por emprego decente. Participe do tuitaço, divulgue à família, para suas amigas e amigos. “Essas bandeiras estão sendo levantadas porque o atual governo é incapaz de dar condições mínimas para as famílias. E as mulheres, cada vez mais, são chefes de famílias no Brasil. Por isso, nossa luta agora é Fora Bolsonaro!”, disse a secretária da Mulher.
A categoria bancária sempre teve papel importante nesta luta, tendo sido a primeira a conquistar uma cláusula de igualdade de oportunidades na sua Convenção Coletiva de Trabalho. A categoria é inclusive citada como exemplo pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) por esta conquista.
O presidente do Sindicato dos Bancários de Catanduva e região, Roberto Carlos Vicentim, ressalta que a luta feminista é marcada por diferentes períodos e bandeiras, desde o direito ao voto, o direito de estudar e trabalhar, entre outros. E que na conjuntura atual, marcada pela pandemia do coronavírus, as mulheres, além de lutar por vários direitos ainda não garantidos, lutam pelo direito de viver, tanto do ponto de vista da saúde mental e física, como da violência decorrente do aumento de casos de feminicídio durante a pandemia.
"Reconhecemos os avanços conquistados pelas mulheres, mas temos no horizonte ainda muito pelo que batalhar. Para que a luta feminista seja vitoriosa, é preciso compromisso coletivo com as bandeiras históricas, um compromisso de toda a sociedade. Mais do que nunca, além de defender suas conquistas, devemos nesse 8 de março expor as dificuldades de ser mulher num país como o Brasil de hoje, denunciar a falta de políticas públicas que lhes sejam favoráveis e reivindicar maior representação feminina. Temos que ampliar ainda mais a participação, levando a garra das mulheres para as frentes de luta dos trabalhadores, partidos políticos e as diversas instâncias do movimento social organizado. Afinal, lugar de mulher é onde ela quiser!", reforça Vicentim.
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