19/11/2020
Três perguntas que a Funcef não responde

Nos últimos meses, ao que parece, a Funcef resolveu adotar o voto de silêncio para questões que envolvem os participantes. Os exemplos de descaso e falta de responsabilidade são inúmeros.
O problema do convênio do INSS já se arrasta desde dezembro do ano passado. A Fundação não fornece informações sobre o atual estágio da discussão e indica que não tem interesse na renovação do convênio. Os benefícios que o convênio traz aos assistidos são inegáveis e, inclusive históricos, uma vez que existem desde a fase inicial de pagamentos de benefícios por parte da Funcef.
O mesmo acontece com a margem consignável do Credplan. Nada é falado sobre a restrição de crédito que prejudica principalmente os aposentados e pensionistas. No balancete de julho, divulgado pela Funcef, as Operações com Participantes, modalidade dos empréstimos como o Credplan, seguem com ganho significativo de 6,36%, ou seja, nada justifica a restrição.
Já a questão da revisão do equacionamento é ainda mais antiga. A resolução 30 do CNPC, que permite que a Funcef reduza as alíquotas mensais do equacionamento dos planos de benefício, completou dois anos no mês passado sem implementação. Há meses, os participantes não têm nenhuma novidade sobre o assunto.
Na última comunicação oficial, a Funcef informou que os estudos de solvência exigidos pela CNPC 30 apontaram uma elevação do risco de liquidez, e por isso novos estudos foram solicitados. Os primeiros estudos, se é que existiram, nunca foram divulgados para os participantes.
Para todos esses assuntos, representantes dos empregados enviaram diversos ofícios e pediram explicações, principalmente durante a pandemia que afetou muito os participantes financeiramente, mas não recebeu nenhuma resposta oficial.
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