18/11/2020
Violência organizacional: Itaú montou armadilha para bancários no exame periódico

(Montagem: Linton Publio)
O Itaú está convocando trabalhadores para a realização do exames periódicos (médico da família). O movimento sindical apurou a existência de um perfil que está sendo priorizado pelo banco: trabalhadores com mais de 15 anos de casa. Muitos dos que relataram doenças de ordem emocional ou psicológica como depressão, síndrome pânico, síndrome de burnout ou crise de ansiedade estão sendo demitidos depois de algum tempo.
Quando o trabalhador relata algum problema emocional ou físico, normalmente o médico do trabalho o orienta a procurar tratamento. Se a doença é de ordem emocional, o bancário é direcionado para o "Fique Ok", programa do banco que tem assistentes sociais e psicólogos.
A principal reclamação dos trabalhadores direcionados para o “Fique Ok” é que os profissionais do programa sempre demonstram alinhamento com a empresa: colocam que o problema psicológico tem origem na vida pessoal, procurando descaracterizar qualquer tipo de correlação com o trabalho para afastar a responsabilidade do banco.
Por conta da pandemia, muitos trabalhadores estão em home office, mas a demanda nas agências não diminuiu; quem trabalha na linha de frente se sobrecarrega e ainda enfrenta o risco eminente de contrair Covid-19 nas unidades bancárias superlotadas. Soma-se a isto a cobrança abusivas por metas impraticáveis em meio a um cenário de paralisia econômica. Este é ideal para o aumento do estresse mental e para a eclosão de doenças psicológicas, o que afeta a performance.
O Itaú armazena o histórico psicológico do trabalhador que relata algum problema emocional aos profissionais do “Fique Ok”. Muitos desses trabalhadores com mais de 15 anos de empresa estão sendo demitidos, sob alegação de baixa performance, atualmente a “justificativa oficial” utilizada pelo banco.
"O banco, com isso, busca se eximir da responsabilidade com os trabalhadores e seus familiares justamente no período em que o país enfrenta uma grave crise sanitária pela pandemia de coronavírus, e que teve como consequência o aumento da recessão econômica. Esta é a retribuição do Itaú aos bancários de dedicaram anos de sua vida ao trabalho e à construção do lucro cada vez mais crescente do banco, mesmo em tempos de crise. O momento já tem deixado muitos funcionários aflitos pelo risco de contaminação da doença, somado à política de cobrança de metas abusivas, e agora com essa tática cruel de utilizar a desculpa de baixa performance para demitir ainda mais, promovendo um ambiente repleto de incertezas para os trabalhadores", denuncia o secretário geral do Sindicato dos Bancários de Catanduva e região, Júlio César Trigo.
Quando o trabalhador relata algum problema emocional ou físico, normalmente o médico do trabalho o orienta a procurar tratamento. Se a doença é de ordem emocional, o bancário é direcionado para o "Fique Ok", programa do banco que tem assistentes sociais e psicólogos.
A principal reclamação dos trabalhadores direcionados para o “Fique Ok” é que os profissionais do programa sempre demonstram alinhamento com a empresa: colocam que o problema psicológico tem origem na vida pessoal, procurando descaracterizar qualquer tipo de correlação com o trabalho para afastar a responsabilidade do banco.
Por conta da pandemia, muitos trabalhadores estão em home office, mas a demanda nas agências não diminuiu; quem trabalha na linha de frente se sobrecarrega e ainda enfrenta o risco eminente de contrair Covid-19 nas unidades bancárias superlotadas. Soma-se a isto a cobrança abusivas por metas impraticáveis em meio a um cenário de paralisia econômica. Este é ideal para o aumento do estresse mental e para a eclosão de doenças psicológicas, o que afeta a performance.
O Itaú armazena o histórico psicológico do trabalhador que relata algum problema emocional aos profissionais do “Fique Ok”. Muitos desses trabalhadores com mais de 15 anos de empresa estão sendo demitidos, sob alegação de baixa performance, atualmente a “justificativa oficial” utilizada pelo banco.
"O banco, com isso, busca se eximir da responsabilidade com os trabalhadores e seus familiares justamente no período em que o país enfrenta uma grave crise sanitária pela pandemia de coronavírus, e que teve como consequência o aumento da recessão econômica. Esta é a retribuição do Itaú aos bancários de dedicaram anos de sua vida ao trabalho e à construção do lucro cada vez mais crescente do banco, mesmo em tempos de crise. O momento já tem deixado muitos funcionários aflitos pelo risco de contaminação da doença, somado à política de cobrança de metas abusivas, e agora com essa tática cruel de utilizar a desculpa de baixa performance para demitir ainda mais, promovendo um ambiente repleto de incertezas para os trabalhadores", denuncia o secretário geral do Sindicato dos Bancários de Catanduva e região, Júlio César Trigo.

As entidades representativas também têm identificado uma elevação na quantidade de trabalhadores com problemas emocionais no Itaú, resultantes da violência organizacional instituída pela empresa, que está mudando o comando de todas as diretorias. Elas estão competindo entre si, e a forma de tentar mostrar resultados é cortar custos demitindo trabalhadores adoecidos. É o cenário ideal para uma bomba relógio da qual o Itaú tem sua parcela de culpa, mas quer se ausentar de qualquer responsabilidade ao demitir trabalhadores que podem vir a ter problemas psicológicos. O banco deve mostrar mais responsabilidade social.
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> Você pode entrar em contato diretamente com um de nossos diretores através de seus contatos pessoais. Confira: Roberto Vicentim - (17) 99135-3215, Júlio Trigo - (17) 99191-6750, Antônio Júlio Gonçalves Neto (Tony) - (17) 99141-0844, Sérgio L. De Castro Ribeiro (Chimbica) - (17) 99707-1017, Luiz Eduardo Campolungo - (17) 99136-7822 e Luiz César de Freitas (Alemão) - (11) 99145-5186
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