06/08/2020
Campanha Nacional 2020: Bancári@s questionam Fenaban sobre demissões e fechamento de agências

A defesa do emprego foi o tema das negociações desta quinta-feira (6), entre o Comando Nacional d@s Bancári@s e representantes da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban). Foi a segunda rodada de negociações, feita por videoconferência. O debate se dá em meio à redução dos postos de trabalho. De acordo com dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais), do Ministério do Trabalho, de 2017 a 2019 foram fechados 70 mil postos de trabalho na categoria bancária. Entre as reivindicações apresentadas estão a manutenção dos empregos e a suspensão das demissões.
Mesmo após o acordo entre o Comando Nacional d@s Bacári@s e a Fenaban no início da pandemia, para a suspensão das demissões no período, os bancos demitiram. O campeão das demissões foi o Banco Santander que, no segundo trimestre deste ano, demitiu 844 bancári@s. “Queremos garantia de emprego e que as demissões sejam suspensas. Estamos em um processo de negociação e há bancos estão demitindo”, questionou a presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Juvandia Moreira, uma das coordenadoras do Comando.
Em 2012, a categoria bancária era composta por 513 mil trabalhadores, número que caiu para 453 mil em 2018, principalmente após um longo processo de cortes no governo Temer.
Agências fechadas
Foi apresentado também aos representantes da Fenaban a questão do fechamento de agências bancárias. “De dezembro 2019 até junho deste ano, foram fechadas no país 558 agências bancárias. Nos últimos 12 meses, tem uma média mensal de 100 agências fechadas. Agências são fechadas na pandemia, quando a população mais precisa. É também um impacto para o emprego e para a economia. O desemprego atinge também os seguranças, o pessoal da limpeza”, afirmou Juvandia.
Falta emprego para 31,9 milhões de brasileiros, de acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), apurada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no trimestre terminado em junho deste ano, taxa mais elevada na série histórica iniciada em 2012. O desemprego cresceu 13,3% e o contingente de desempregados, que é de 12,8 milhões. Mas o contingente é muito maior, se for considerado os 19 milhões que deixaram de procurar trabalho, muitos impactados pela própria pandemia que restringe a procura.
Digitalização
Os representantes da Fenaban argumentaram que a redução do número de agências tem de levar em conta uma mudança na cultura dos clientes, que diante da pandemia passaram a usar mais o atendimento digital.
Para a presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, Ivone Silva, uma das coordenadoras do Comando, a pandemia revelou outra realidade. “As agências são necessárias, sim. Isso a pandemia demonstrou. Há uma grande exclusão de pessoas, que estão fora do sistema bancário, que não têm conta bancária. Uma parte da população não tem acesso à internet, não tem celular e nem computador em casa. O que percebemos é que as pessoas vão nas agências”, disse Ivone.
Os representantes da Fenaban pediram um tempo para discutir as propostas apresentadas nesta quinta-feira. Disseram que vão reunir representantes dos bancos na semana que vem para avaliar as propostas d@s bancári@s sobre defesa do emprego. “Hoje introduzimos esse tema na negociação, que já tinha uma importância antes da pandemia, mas que ficou maior ainda. O número de pessoas desempregadas é gigantesco. O Brasil está sofrendo um problema sério e os bancos precisam contribuir com sua parte. Não dá para fechar agências e, quanto às novas tecnologias, queremos que os trabalhadores sejam realocados e requalificados”, afirmou Juvandia.
Veja as datas das próximas negociações
Mesmo após o acordo entre o Comando Nacional d@s Bacári@s e a Fenaban no início da pandemia, para a suspensão das demissões no período, os bancos demitiram. O campeão das demissões foi o Banco Santander que, no segundo trimestre deste ano, demitiu 844 bancári@s. “Queremos garantia de emprego e que as demissões sejam suspensas. Estamos em um processo de negociação e há bancos estão demitindo”, questionou a presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Juvandia Moreira, uma das coordenadoras do Comando.
Em 2012, a categoria bancária era composta por 513 mil trabalhadores, número que caiu para 453 mil em 2018, principalmente após um longo processo de cortes no governo Temer.
Agências fechadas
Foi apresentado também aos representantes da Fenaban a questão do fechamento de agências bancárias. “De dezembro 2019 até junho deste ano, foram fechadas no país 558 agências bancárias. Nos últimos 12 meses, tem uma média mensal de 100 agências fechadas. Agências são fechadas na pandemia, quando a população mais precisa. É também um impacto para o emprego e para a economia. O desemprego atinge também os seguranças, o pessoal da limpeza”, afirmou Juvandia.
Falta emprego para 31,9 milhões de brasileiros, de acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), apurada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no trimestre terminado em junho deste ano, taxa mais elevada na série histórica iniciada em 2012. O desemprego cresceu 13,3% e o contingente de desempregados, que é de 12,8 milhões. Mas o contingente é muito maior, se for considerado os 19 milhões que deixaram de procurar trabalho, muitos impactados pela própria pandemia que restringe a procura.
Digitalização
Os representantes da Fenaban argumentaram que a redução do número de agências tem de levar em conta uma mudança na cultura dos clientes, que diante da pandemia passaram a usar mais o atendimento digital.
Para a presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, Ivone Silva, uma das coordenadoras do Comando, a pandemia revelou outra realidade. “As agências são necessárias, sim. Isso a pandemia demonstrou. Há uma grande exclusão de pessoas, que estão fora do sistema bancário, que não têm conta bancária. Uma parte da população não tem acesso à internet, não tem celular e nem computador em casa. O que percebemos é que as pessoas vão nas agências”, disse Ivone.
Os representantes da Fenaban pediram um tempo para discutir as propostas apresentadas nesta quinta-feira. Disseram que vão reunir representantes dos bancos na semana que vem para avaliar as propostas d@s bancári@s sobre defesa do emprego. “Hoje introduzimos esse tema na negociação, que já tinha uma importância antes da pandemia, mas que ficou maior ainda. O número de pessoas desempregadas é gigantesco. O Brasil está sofrendo um problema sério e os bancos precisam contribuir com sua parte. Não dá para fechar agências e, quanto às novas tecnologias, queremos que os trabalhadores sejam realocados e requalificados”, afirmou Juvandia.
Veja as datas das próximas negociações
- 11 de agosto – Saúde e condições de trabalho
- 13 agosto – Igualdade
- 14 de agosto – Cláusulas Sociais
- 18 de agosto – Cláusulas Econômicas
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