16/07/2020
Vox Populi: Bolsonaro derruba as expectativas e 81% dos brasileiros estão pessimistas

Nada menos que 69% dos brasileiros apontam que a atual crise econômica e seu impacto sobre o mercado de trabalho, com aumento do desemprego, é assustador e a responsabilidade é do governo Bolsonaro. A maioria está pessimista e considera que esta é a pior crise que já viveram. Nada menos que 81% têm uma expectativa de que ainda vai demorar muito tempo para a economia e o emprego se recuperarem, apesar das bobagens ditas pelo presidente Jair Bolsonaro e o ministro da Economia, Paulo Guedes.
Os dados estão na pesquisa Vox Populi, divulgada na última terça-feira, 14 de julho. De acordo com o levantamento, 58% das pessoas que vivem no país avaliam que o governo tem obrigação de socorrer as pequenas empresas, mas não quer ou não tem qualquer interesse, ao contrário do que ocorre em muitos países. E os mesmos 58% apontam que o auxílio de R$ 600 reais pago pelo governo é muito importante, embora 37% considerem-no insuficiente.
Nada menos que 78% avaliam que o ministro Paulo Guedes e o líder da extrema-direita que ocupa o Palácio do Planalto estão errados ao quererem parar ou reduzir o pagamento do auxílio de R$ 600 reais. A maioria não vê com bons olhos o descaso de Bolsonaro em relação à situação social da maioria da população. Daí que 66% acreditam que o Partido dos Trabalhadores acertou ao apresentar no Congresso Nacional um projeto de lei para estender o pagamento de R$ 600 até o fim do ano, pelo menos, diante do aumento da desigualdade social.
.jpeg)
Insatisfação crescente
A Vox Populi captou ainda o aumento da insatisfação da população brasileira. Subiu de 38% em abril para 44%, em julho, o número de brasileiros que consideram negativo o desempenho de Bolsonaro, enquanto caiu de 35% para 31% o número daqueles que consideram positiva a sua atuação, no mesmo período.
A pesquisa mostra que oscilou de 24% para 23% o número de pessoas que avaliam como regular a performance do presidente. Em todas as regiões, houve piora na avaliação de Bolsonaro. A situação mais grave foi captada no Sudeste, onde a avaliação negativa de Bolsonaro saltou de 41% em abril para 51% em julho. No Nordeste, a rejeição aumentou de 41% para 44%.
A rejeição também está maior entre as mulheres: a avaliação negativa saltou de 44% para 51%. Também houve piora entre jovens – de 44% para 53% – e entre os eleitores com mais de 65 anos – de 32% para 46%. A rejeição também cresceu entre os eleitores com ensino fundamental – de 30% para 40% – e do ensino médio – de 40% para 46%. Bolsonaro ainda é rejeitado entre os mais pobres (43%) e de classe média – 38% para 48%. Entre evangélicos a avaliação positiva do desempenho do presidente caiu de 54% para 44%.
O levantamento de opinião pública foi realizado pela Vox Populi entre 25 de junho e 3 de julho, ouvindo 1.500 pessoas por telefone, residentes em todos os estados e no Distrito Federal, exceto Acre, Amapá e Roraima, em capitais, regiões metropolitanas e no interior, de todos os estratos socioeconômicos. A margem de erro é de 2,5%, estimada em um intervalo de confiança de 95%.
A Vox Populi captou ainda o aumento da insatisfação da população brasileira. Subiu de 38% em abril para 44%, em julho, o número de brasileiros que consideram negativo o desempenho de Bolsonaro, enquanto caiu de 35% para 31% o número daqueles que consideram positiva a sua atuação, no mesmo período.
A pesquisa mostra que oscilou de 24% para 23% o número de pessoas que avaliam como regular a performance do presidente. Em todas as regiões, houve piora na avaliação de Bolsonaro. A situação mais grave foi captada no Sudeste, onde a avaliação negativa de Bolsonaro saltou de 41% em abril para 51% em julho. No Nordeste, a rejeição aumentou de 41% para 44%.
A rejeição também está maior entre as mulheres: a avaliação negativa saltou de 44% para 51%. Também houve piora entre jovens – de 44% para 53% – e entre os eleitores com mais de 65 anos – de 32% para 46%. A rejeição também cresceu entre os eleitores com ensino fundamental – de 30% para 40% – e do ensino médio – de 40% para 46%. Bolsonaro ainda é rejeitado entre os mais pobres (43%) e de classe média – 38% para 48%. Entre evangélicos a avaliação positiva do desempenho do presidente caiu de 54% para 44%.
O levantamento de opinião pública foi realizado pela Vox Populi entre 25 de junho e 3 de julho, ouvindo 1.500 pessoas por telefone, residentes em todos os estados e no Distrito Federal, exceto Acre, Amapá e Roraima, em capitais, regiões metropolitanas e no interior, de todos os estratos socioeconômicos. A margem de erro é de 2,5%, estimada em um intervalo de confiança de 95%.
SINDICALIZE-SE
MAIS NOTÍCIAS
- Mercantil registra lucro de R$ 279,4 milhões no trimestre, valor considerado recorde em toda sua história
- Brasil é 55,5% negro, mas terá apenas 26% das cadeiras da Câmara em 2027
- Novembro Azul: informação, prevenção e combate ao preconceito salvam vidas
- Banco Central mantém Selic em 13,75% enquanto mercado financeiro faz pressão especulativa
- Itaú lucra R$ 37,3 bilhões, mas elimina 3.259 empregos e fecha 334 agências em um ano
- Santander: Assembleia virtual nesta sexta-feira (6) delibera sobre ACT e Acordo de PPRS
- Copom decide nesta quarta-feira (4) se reduz ou mantém Selic em 13,75% ao ano
- Sindicato entrega mais de 200 kg de alimentos ao projeto social Prateleira Solidária
- Novas regras do VA e VR ampliam opções de uso; bancários têm benefícios acima da média nacional
- Saúde Caixa começa a compartilhar rede credenciada com a Cassi nesta quarta-feira (4)
- Festa dos Bancários 2026 reúne categoria em dia de confraternização, premiações e solidariedade
- Brasil bate recorde de pessoas com trabalho desde 2012
- A eleição acabou, mas a participação continua: saiba quem e pelo que cobrar
- COE cobra avanços do Bradesco em PPR, banco de horas e condições de trabalho
- Negociação da Cassi avança com proposta de aporte de R$ 2,288 bilhões