22/06/2020
Luta pelos direitos: semana do Orgulho e Resistência LGBTQI+ tem programação online

As datas escolhidas coincidem com o Mês do Orgulho LGBTI+ e com a revolta de Stonewall
(Foto: Remko De Waal/AFP)
Cerca de 30 organizações ligadas à temática LGBTI+ irão realizar, entre os dias 23 e 28 de junho, a Semana do Orgulho e Resistência, que contará com atrações culturais, debates, manifestações políticas, além do lançamento do Conselho Popular Nacional LGBTI+. Todas as atividades serão transmitidas por meio da página oficial do conselho no Facebook.
As datas escolhidas coincidem com o Mês do Orgulho LGBTI+ e com a revolta de Stonewall, ocorrida em Nova York, no dia 28 de junho de 1969, quando um grupo ligado ao movimento enfrentou a violência sofrida decorrente de ações policiais
No Brasil, e em outros lugares do mundo, a situação ainda não é diferente. De acordo com a ANTRA (Associação Nacional de Travestis e Transexuais), o país é considerado campeão no ranking de crimes contra a população LGBTQI+. Entre janeiro e abril deste ano, a violência contra a população transgênera aumentou em 58% em relação ao mesmo período de 2019.
“Enquanto o Legislativo e o Executivo se omitem em aprovar leis e consolidar uma política de Estado na garantia dos direitos desta população, o Supremo Tribunal Federal, como guardião da Constituição Cidadã de 1988, vem na vanguarda, reconhecendo a omissão do Legislativo e do Executivo, equiparando o crime contra LGBTI+ ao racismo, e, mais recentemente, derrubando a restrição de doação de sangue por esta população”, afirmam as cerca de 30 organizações.
No começo de maio, o STF decidiu derrubar as restrições do Ministério da Saúde e da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) à doação de sangue por homens gays. Até então, os bancos de sangue rejeitavam a contribuição de homossexuais que tinham feito sexo com outros homens nos 12 meses anteriores à coleta.
"Se por um lado, a sociedade vem percebendo a importância de valorizar a diversidade e respeitar os LGBTs, por outro, os retrocessos e os enfrentamentos de grupos conservadores ainda são barreiras constantes. As taxas de desemprego, pobreza, insegurança alimentar e depressão são todas mais altas na comunidade LGBT, segundo os dados da ONU. São exemplos como estes que demonstram a importância e a atualidade da luta pelos direitos LGBTs em contextos de ascensão conservadora. Trata-se de uma luta a ser encampada por todas e todos, LGBTs ou não, na medida em que se trata da defesa de uma sociedade mais democrática, plural e justa. Não é preciso ser LGBT para sentir a discriminação e o preconceito!", reforça o secretário geral do Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região, Júlioo César Trigo.
Confira a programação da Semana do Orgulho e Resistência LGBTQI+:
23 de junho
Transgeneridades para além da binariedade: 10h30 às 12h
História do Orgulho LGBTI+: 15h às 16h30
24 de junho
Saúde LGBTI+, sexualidade e envelhecimento saudável: 10h30 às 12h10
Desafios e a resistência da juventude LGBTI+: 14h às 15h45
Orgulho e a resistência LGBTI+ e o avanço do conservadorismo nas Américas: 18h às 19h45h
25 de junho
LGBTI+ e o mundo do trabalho: 10h30 às 12h10
Resistência bissexual e lésbica e o feminismo contra o neofascismo: 15h às 16h45
26 de junho
LGBTI+, Direito à cidade, território e diversidade: 10h30 às 12h15
Festival Travestilizando: 13h às 20h30
27 de junho
O papel do Estado na garantia de direitos da população LGBTI+: 10h30 às 12h10
Negritude em evidência e resistência: 14h30 às 16h
Projeção Mapeada: 21h às 22h
28 de junho
Tuitaço: 15h às 16h
Lançamento do Conselho Nacional Popular LGBTI+: 16h às 17h
Ato cultural: 17h às 20h
As datas escolhidas coincidem com o Mês do Orgulho LGBTI+ e com a revolta de Stonewall, ocorrida em Nova York, no dia 28 de junho de 1969, quando um grupo ligado ao movimento enfrentou a violência sofrida decorrente de ações policiais
No Brasil, e em outros lugares do mundo, a situação ainda não é diferente. De acordo com a ANTRA (Associação Nacional de Travestis e Transexuais), o país é considerado campeão no ranking de crimes contra a população LGBTQI+. Entre janeiro e abril deste ano, a violência contra a população transgênera aumentou em 58% em relação ao mesmo período de 2019.
“Enquanto o Legislativo e o Executivo se omitem em aprovar leis e consolidar uma política de Estado na garantia dos direitos desta população, o Supremo Tribunal Federal, como guardião da Constituição Cidadã de 1988, vem na vanguarda, reconhecendo a omissão do Legislativo e do Executivo, equiparando o crime contra LGBTI+ ao racismo, e, mais recentemente, derrubando a restrição de doação de sangue por esta população”, afirmam as cerca de 30 organizações.
No começo de maio, o STF decidiu derrubar as restrições do Ministério da Saúde e da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) à doação de sangue por homens gays. Até então, os bancos de sangue rejeitavam a contribuição de homossexuais que tinham feito sexo com outros homens nos 12 meses anteriores à coleta.
"Se por um lado, a sociedade vem percebendo a importância de valorizar a diversidade e respeitar os LGBTs, por outro, os retrocessos e os enfrentamentos de grupos conservadores ainda são barreiras constantes. As taxas de desemprego, pobreza, insegurança alimentar e depressão são todas mais altas na comunidade LGBT, segundo os dados da ONU. São exemplos como estes que demonstram a importância e a atualidade da luta pelos direitos LGBTs em contextos de ascensão conservadora. Trata-se de uma luta a ser encampada por todas e todos, LGBTs ou não, na medida em que se trata da defesa de uma sociedade mais democrática, plural e justa. Não é preciso ser LGBT para sentir a discriminação e o preconceito!", reforça o secretário geral do Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região, Júlioo César Trigo.
Confira a programação da Semana do Orgulho e Resistência LGBTQI+:
23 de junho
Transgeneridades para além da binariedade: 10h30 às 12h
História do Orgulho LGBTI+: 15h às 16h30
24 de junho
Saúde LGBTI+, sexualidade e envelhecimento saudável: 10h30 às 12h10
Desafios e a resistência da juventude LGBTI+: 14h às 15h45
Orgulho e a resistência LGBTI+ e o avanço do conservadorismo nas Américas: 18h às 19h45h
25 de junho
LGBTI+ e o mundo do trabalho: 10h30 às 12h10
Resistência bissexual e lésbica e o feminismo contra o neofascismo: 15h às 16h45
26 de junho
LGBTI+, Direito à cidade, território e diversidade: 10h30 às 12h15
Festival Travestilizando: 13h às 20h30
27 de junho
O papel do Estado na garantia de direitos da população LGBTI+: 10h30 às 12h10
Negritude em evidência e resistência: 14h30 às 16h
Projeção Mapeada: 21h às 22h
28 de junho
Tuitaço: 15h às 16h
Lançamento do Conselho Nacional Popular LGBTI+: 16h às 17h
Ato cultural: 17h às 20h
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