28/05/2020
Dia Internacional de Luta Pela Saúde da Mulher alerta para impactos da Covid-19

28 de maio é o Dia Internacional de Luta Pela Saúde da Mulher e, neste cenário de pandemia em que o país se encontra, a data alerta para os impactos da Covid-19 na vida das mulheres e reforça a importância da conscientização da sociedade dos diversos problemas de saúde.
De acordo com a ONU Mulheres, as mulheres são as mais impactadas pelo coronavírus (Covid-19). 70% das pessoas que trabalham no setor social e de saúde são mulheres. Para Roberto Von der Osten, secretário de Relações Internacionais da Contraf-CUT, o isolamento social aprofunda as desigualdades e injustiças que recaem nas mulheres neste momento e, por isso, os adoecimentos físicos e psicológicos aumentam. “As mulheres sofrem um grande desgaste na saúde física e mental por terem de lidar com a sobrecarga do trabalho do lar e a violência doméstica, além dos assédios e preconceitos ainda existentes na sociedade”, disse.
Gestantes e puérperas estão no grupo de risco
De acordo com a determinação do Ministério da Saúde, as gestantes e puérperas fazem parte do grupo de risco para a Covid-19. É direito da trabalhadora o afastamento do trabalho. Caso o direito seja negado, a trabalhadora deve procurar o Sindicato.
Ter um parto seguro é direito da mulher. A Organização Mundial de Saúde (OMS) orienta que se a gestante não tiver sintomas de Covid-19 pode manter sua opção quanto À escolha da instituição para o parto.
Aumento da violência doméstica durante o isolamento
De acordo com levantamento realizado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, em parceria com a empresa de pesquisa Decode Pulse, no mês de março, o número de relatos de brigas de casal na rede social Twitter aumentou 431%. Em contrapartida, no mesmo período, houve uma queda nas notificações de ocorrências de violência contra a mulher, o que mostra o impacto do isolamento social, devido à pandemia causada pelo coronavírus, na vida das mulheres.
Para Elaine Cutis, secretária da Mulher da Contraf-CUT, as mulheres possuem grande dificuldade para denunciar os agressores e nesse contexto de pandemia essa dificuldade aumenta ainda mais. O isolamento no qual todos estão sendo impostos impede com que as mulheres escapem das situações de violência e procurem por auxílio e denunciem. Nesse contexto, as redes sociais nos ajudam”, afirmou.
Elaine Cutis também afirmou que é extremamente importante que os casos de violência sejam denunciados para que os agressores possam ser punidos. “Não podemos nos calar diante da violência. Temos que denunciar as agressões sejam elas verbais, físicas ou psquícas para que os agressores sejam punidos e que possamos de fato combater a violência”, disse.
"A violência contra a mulher ainda é uma triste realidade no país. Reverter esse índice é um compromisso que a sociedade precisa ter todos os dias, com a prevenção e a mobilização, ou seja, com investimento em educação e na criação de canais para o acolhimento e denúncia", acresntou o secretário geral do Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região, Júlio César Trigo.
As Delegacias da Mulher continuam funcionando normalmente no período de quarentena. Os casos de violência e assédio podem também ser denunciados ao 190, que faz atendimentos diários e ininterruptos.
Para as mulheres que são bancárias agora também está disponível o Canal de Combate à Violência contra a Mulher dentro dos bancos.
Em todo o país as emergências também devem ser registradas no Disque 180 ou o Disque 100, que oferecem orientações. Os abrigos emergenciais das cidades também funcionam normalmente. É preciso procurar pelo serviço por um órgão da prefeitura mais próximo para que o encaminhamento seja feito.
As Casas da Mulher Brasileira, que concentram serviços judiciais, psicológicos e assistenciais, também seguem operando normalmente na quarentena.
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