25/05/2020
Coletivo Nacional de Saúde debate a situação da categoria bancária durante a pandemia

O Coletivo Nacional de Saúde do Trabalhador da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) se reuniu na última sexta-feira (22), por videoconferência, para debater a situação da categoria bancária durante a pandemia e os reflexos das mudanças nos procedimentos do INSS.
Todos os representantes dos trabalhadores presentes na reunião protestaram contra as atitudes de alguns bancos, que ensaiam a flexibilização das medidas protetivas sem negociar com os sindicatos, num momento de aumento do número de casos e mortes pela Covid-19.
De acordo com o secretário de Saúde do Trabalhador da Contraf-CUT, Mauro Salles, a ideia de flexibilização nos procedimentos de prevenção é inadmissível nesse momento. “Em algumas situações, algumas agências não fazem sequer a sanitização do ambiente tendo caso confirmado do novo coronavírus e têm dificultado o afastamento de quem teve contato com colegas com suspeita de contaminação”, afirmou.
De acordo com o Coletivo, essas situações têm contribuído para aumentar a insegurança dos bancários. “Tensão e medo são a tônica na categoria diante do cenário nacional de aumento de casos e, diante da postura de alguns bancos, que deveriam dar segurança e tranquilidade para o trabalho, mudam procedimentos de forma pouco transparente, parecendo que a prioridade são os negócios e não a saúde e a vida”, disse Mauro Salles.
Outra situação que causa dificuldades para a categoria bancária é a situação do INSS. Há poucas agências para o atendimento ao público, o benefício auxilio acidente é concedido no valor de um salário mínimo, através da apresentação de laudos médicos via aplicativo, sem realizar perícia no momento. “Ocorre que os bancos não estão fazendo a complementação entre o que o INSS paga e o salário do trabalhador, conforme estabelece nossa Convenção Coletiva de Trabalho. Estão realizando como antecipação o que traz prejuízo aos bancários”, disse o secretário da Saúde do Trabalhador da Contraf-CUT.
Os representantes dos trabalhadores também debateram na reunião a necessidade de emissão de Comunicação de acidente de Trabalho (CAT) para quem adquiriu Covid-19, conforme estabelece a legislação. “A CAT é um registro necessário mesmo na suspeita de doença do trabalho e serve para garantir futuros problemas de saúde e a busca do nexo para caracterização de acidente de trabalho”, disse Mauro Salles.
O Coletivo Nacional de Saúde definiu solicitar ao Comando Nacional dos Bancários uma reunião específica com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) para tratar destes temas entre outras questões.
SINDICALIZE-SE
MAIS NOTÍCIAS
- Campanha Nacional: Sem aumento real não dá, Fenaban!
- Caixa não apresenta nova proposta para o Saúde Caixa
- Banqueiros propõem reajuste de 62% da inflação, um dos piores de 2026. Comando rejeitou na mesa
- Negociação com a Caixa: Saúde Caixa, carreira, condições de trabalho e contratações estão no centro da Campanha; veja resumo até aqui
- Negociação do Banco do Brasil segue sem avanço nas principais reivindicações
- Sete mesas, muitas cobranças e poucas respostas: relembre a negociação com o BB
- Eleições Cabesp: Divulgada lista de candidatos; vote nos nomes apoiados pelas entidades
- Fenaban não apresenta índice de reajuste e negociação continua nesta terça-feira (25)
- Acordo garante acesso de associados do Economus à CliniCassi, e representa avanço rumo à isonomia
- Despesas do Saúde Caixa chegaram a R$ 4,39 bilhões em 2025
- Saúde Caixa e Cassi assinam acordo para compartilhar redes credenciadas
- Trabalhadores e banqueiros voltam a negociar nessa segunda-feira (24)
- Paralisação dos bancários ganha repercussão na imprensa e expõe intransigência dos bancos na Campanha Nacional
- Com 100% das agências fechadas em Catanduva, bancários dão recado à Fenaban: queremos proposta decente!
- COE Santander cobra valorização do PPRS e avanço nas demais reivindicações da minuta