19/03/2020
Em tempos de coronavírus, trabalhadores precisam de menos metas e mais saúde!

Não bastassem os adoecimentos em série de bancários no dia-a-dia causados por metas abusivas e pressões por resultados, os bancos agora, em tempos de pandemia do coronavírus, resolveram atentar de uma outra maneira contra a saúde dos seus trabalhadores. Alguns gestores simplesmente ignoraram as recomendações das autoridades sanitárias e orientações da direção do próprio banco e têm pressionado, irresponsavelmente, seus subordinados a visitarem clientes, o que atenta, inclusive, contra a saúde pública.
> Coronavírus: Sindicato cobra atitude do Banco Central
> Coronavírus: gestores do Santander contrariam direção e exigem visitas
Não contentes com os lucros recordes em 2019 (juntos, os cinco maiores bancos do país lucraram mais de R$ 108 bilhões no ano passado), os bancos também estenderam a pressão e as práticas de assédio moral corriqueiras para trabalhadores que estão em home office justamente para preservar sua saúde e de seus colegas, amigos e familiares. Na reunião entre o Comando Nacional dos Bancários e a Fenaban para tratar da pandemia de coronavírus, as orientações aconteceram no sentido de evitar visitas comerciais e privilegiar, se possível, o trabalho em casa.
“Os clientes, neste momento tão grave, não querem receber visitas. E, diante desse estresse e preocupação, ninguém está procurando pelos produtos bancários, mas está, sim, cuidando da sua saúde e a dos seus. É um absurdo a que ponto chegaram os bancos, que continuam com essa prática de cobranças abusivas por metas e resultados mesmo diante de um cenário de pandemia do coronavírus. Além de estender a prática para trabalhadores que estão em home office, agora pressiona por visitas comerciais a clientes", enfatiza Ivone Silva, uma das coordenadoras do Comando Nacional dos Bancários.
Ivone lembra que as metas abusivas, foco da gestão nos bancos, são extremamente prejudiciais à saúde física e psíquica dos bancários e têm causado uma série de afastamentos do trabalho. “Muitas vezes, o bancário é obrigado pelo gestor a empurrar produtos desnecessários ou que não são do interesse do cliente para bater a meta. E, neste momento, a venda de produtos não é serviço essencial”, salienta.
“Se o trabalhador já adoece normalmente, o que acontecerá em um cenário de pandemia, com pressões irresponsáveis por metas e exposições desnecessárias somente para alimentar o apetite voraz dos bancos por lucros?”, questiona.
O Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região orienta que os bancários que forem expostos à qualquer situação que configure prática de assédio moral, sobretudo nestes tempos de medidas contra a propagação do coronavírus, devem procurar o Sindicato, que tem um canal específico de denúncias. As queixas também podem ser feitas diretamente a um dos dirigentes através do telefone (17) 3522-2409. O sigilo é absoluto.
SINDICALIZE-SE
MAIS NOTÍCIAS
- União sindical em ação: Diretor e presidente do Sindicato participam como mesários de eleição no SEEB Jundiaí
- É conquista! Itaú inicia vacinação contra a gripe na segunda-feira (27)
- Coletivo de Segurança do Ramo Financeiro debate aumento de fraudes e precarização da segurança nas unidades bancárias
- Caixa inicia campanha de vacinação contra a gripe para empregados
- Eleições na Previ entram na reta final e a Chapa 2 defende governança e gestão
- Encontro Nacional de Saúde debate adoecimento da categoria e prepara pauta para a Campanha Nacional 2026
- Itaú repete falhas na divulgação de metas e amplia insatisfação entre bancários
- BB: Sindicato apoia Lucas Lima e Rodrigo Leite nas Eleições 2026 do Economus. Saiba como votar!
- 74% dos clientes brasileiros preferem agências físicas para serviços complexos
- Sindicato participa de Encontro Nacional de Saúde dos Bancários
- Movimento sindical cobra reunião urgente com presidente da Caixa sobre Bônus Caixa
- Sindicato percorre agências com candidato ao Economus e reforça mobilização para eleição
- Apoiada pelo Sindicato, Chapa 1 – Nossa Luta vence eleição da Apcef/SP
- Movimento sindical propõe e Fenaban aceita negociar cláusulas sobre gestão ética de tecnologia na relação de trabalho
- Governo propõe salário mínimo de R$ 1.717 em 2027