10/03/2020
Bancários da Caixa e do Banco do Brasil se mobilizam para protestos do dia 18 de março

Sindicatos de bancários farão, nesta terça-feira (10), nos principais centros urbanos do país, reuniões com funcionários do Banco do Brasil e empregados da Caixa Econômica Federal em agências e departamentos de ambos os bancos para mobilizar e consultar os trabalhadores sobre o Dia Nacional de Luta em Defesa dos Direitos, da Democracia e Contra o Desmonte dos Bancos e demais empresas e serviços públicos, que ocorrerá no dia 18 de março.
A Central Única dos Trabalhadores (CUT), demais centrais sindicais e movimentos sociais convocaram manifestações conjuntas em protesto contra o projeto de privatização e de desmonte do Estado que vem sendo colocado em prática pelo governo federal, que prometeu empregos e crescimento econômico e não está entregando nem uma coisa nem outra.
Bancos públicos
Os bancários do Banco do Brasil e da Caixa já estão sendo afetados pelo processo de desmonte do Estado, assim como a população, que já sofre com a falta de atendimento de serviços bancários.
Os dois bancos públicos passam por processos arbitrários de reestruturação, que atacam direitos dos bancários e a função social dessas instituições. Na Caixa, a reestruturação prevê descomissionamentos sumários e transferência arbitrária de empregados. Já no BB, as medidas reduzem a remuneração, extinguem cargos e criam outros, alterando o plano de carreira, e podem trazer prejuízos para a PLR.
Nos dois bancos, que possuem papel fundamental para o país, o objetivo é reduzir a importância das instituições e prepará-las para a privatização.
“Os ataques aos nossos direitos e o desmonte do BB fazem parte de um processo maior: a política de desmonte do Estado para desobrigá-lo de oferecer serviços públicos à população. As lutas em defesa dos nossos direitos, do papel social dos bancos, dos serviços públicos e da soberania são urgentes e indissociáveis. É fundamental que estejamos todos unidos e mobilizados no dia 18”, ressaltou o coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), João Fukunaga.
“A Caixa está sendo privatizada aos pedaços e sua função social está sendo atacada. Os ataques aos nossos direitos e à Caixa 100% Pública são parte do projeto do governo, neoliberal e privatista, de desmonte do Estado. Mais do que nunca, esse é o momento de irmos às ruas para defender nossos direitos, a Caixa 100% Pública, o serviço público e a soberania nacional”, reforçou o coordenador da Comissão Executiva dos Empregados da Caixa (CEE/Caixa), Dionísio Reis.
O presidente do Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região, Roberto Carlos Vicentim, reforça que o projeto de privatização pretendido pelo governo, com corte de postos de trabalho, fechamento de agências e redução da capacidade de investimento prejudicam não só os funcionários, mas toda a sociedade.
"A gente luta em defesa dos direitos conquistados pela categoria bancária, que estão sendo fortemente ameaçados com os processos de reestruturação no BB e na Caixa, mas se preocupa também com a população em geral, que será extremamente prejudicada com esse desmonte. O banco público atende toda a sociedade, todas as classes. A gente precisa discutir a instituição pública a partir do seu desenvolvimento para a população, que é asfalto, água, esgoto, habitação, financiamento estudantil e agronegócio", explica.
Vicentim acrescenta, ainda, que para o Brasil voltar a crescer e gerar emprego e renda, o Estado tem que investir e colocar os bancos públicos para ajudar a financiar esse crescimento, ampliando a oferta de crédito. E alerta que a política que vem sendo praticada com os bancos e demais empresas públicas vai na contramão, levando a economia à estagnação.
"Nós queremos um Banco do Brasil e Uma Caixa fortes e competitivos, mas também que desempenhe seu papel de banco público. Queremos, acima de tudo, um banco que respeite e valorize seus funcionários, que são os verdadeiros responsáveis pela existência da empresa e por seus lucros crescentes. A hora é de fortalecer nossa mobilização e lutar em defesa do patrimônio público e pela manutenção dos nossos direitos", conclama.
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