05/03/2020
Direção da UNI Américas planeja atuação sindical no Brasil contra retiradas de direitos
A direção da UNI Américas e seus sindicatos filiados do Brasil se reuniram na quarta-feira (4), em São Paulo, para planejar a atuação sindical conjunta dos trabalhadores dos segmentos de comércio e serviços no país, em a interrelação com os demais países. A Confederação dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) foi representada por sua presidenta, Juvandia Moreira, e pelo seu secretário de Relações Internacionais, Roberto von der Osten.
A mobilização dos trabalhadores da categoria para participarem das manifestações nos dias 8, 14 e 18 de março foi uma das ações definidas durante a reunião.
“Também retomamos as reuniões trimestrais do Conselho de Enlace da UNI Brasil, que congrega sindicatos de várias centrais sindicais do país”, disse von der Osten, acrescentando que estes sindicatos vão realizar debates sobre os temas definidos e tirar ações articuladas de atuação sindical.
Ataques e resistência
A presidenta da Contraf-CUT foi a responsável pela análise de conjuntura nacional sobre o ponto de vista da Central Unica dos Trabalhadores. Juvandia ressaltou a importância do trabalho que vem sendo realizado pela CUT e pela Contraf-CUT no acompanhamento da PEC 196, que trata da reforma sindical, e da Medida Provisória 905/2019 (Carteira Verde e Amarela), que aprofunda a reforma trabalhista e ataca direitos dos trabalhadores e sua representação sindical. A MP 905 traz também um “jabuti”, que amplia a jornada de trabalho dos bancários. Juvandia falou ainda sobre o desmonte das empresas e bancos públicos, que estão sendo preparadas para a privatização.
“Não podemos deixar de destacar também a série de ataques aos direitos que está acontecendo no Brasil e de um tema muito específico, mas com forte impacto na sociedade e na vida das trabalhadoras, que a questão do aumento do feminicídio no Brasil. Agora, no próximo domingo, dia 8 de março, as mulheres vão às ruas para denunciar essa realidade, que se transformou numa epidemia, que mata muito mais do que o coronavírus”, disse Juvandia, ao destacar que 13 mulheres morrem por dia no Brasil, segundo dados do Atlas da Violência 2019.
Segundo a presidenta da Contraf-CUT, o ataque às mulheres é estimulado pela impressão de impunidade, pela misoginia e pelo ódio que que vem crescendo no Brasil.
Campanha Nacional
“A violência contra as mulheres é um tema que está em nossa mesa de negociações e certamente fará parte de nossa Campanha Nacional deste ano. Vamos negociar com um setor que é o mais duro nas negociações e que tem grande influência no Congresso Nacional, tendo sido o protagonista para a aprovação das reformas trabalhista e da Previdência, que tantos prejuízos trouxeram aos trabalhadores. Precisamos manter nossa unidade para resistirmos aos ataques e à tentativa de desmonte e privatização dos bancos públicos para manter nossos direitos e avançar nas conquistas”, ressaltou von der Osten.
As dificuldades para o mundo do trabalho trazidas pela digitalização e pelas novas tecnologias, um fenômeno contemporâneo mundial, e que contribui fortemente para o desemprego, a desigualdade social e o aumento da pobreza no país, em contraposição ao aumento constante dos lucros dos bancos também foram tratadas durante a reunião, que também tratou da alteração na cultura de filiação sindical e a necessidade da ampliação da participação dos trabalhadores nos sindicatos, de uma maneira mais politizada.
Os diretores de cada setor da UNI Américas apresentaram o seu plano de trabalho setorial, que foi aprovado pelo conjunto dos sindicatos presentes. No setor de finanças, se destaca a prioridade para o debate continental em defesa dos bancos públicos e o trabalho de criação dos acordos Marco com bancos públicos e privados que tenham atuação internacional nas Américas.
5º Congresso da UNI Américas
A reunião tratou ainda dos detalhes do 5º Congresso da UNI Américas, que será realizado de 4 a 6/12/2020, em Fortaleza (CE), que será precedido pelas reuniões dos comitês UNI Américas Jovem, UNI Américas Mulheres e UNI Américas Finanças, que ocorrem na mesma cidade nos dias 1 a 3/12.
A mobilização dos trabalhadores da categoria para participarem das manifestações nos dias 8, 14 e 18 de março foi uma das ações definidas durante a reunião.
“Também retomamos as reuniões trimestrais do Conselho de Enlace da UNI Brasil, que congrega sindicatos de várias centrais sindicais do país”, disse von der Osten, acrescentando que estes sindicatos vão realizar debates sobre os temas definidos e tirar ações articuladas de atuação sindical.
Ataques e resistência
A presidenta da Contraf-CUT foi a responsável pela análise de conjuntura nacional sobre o ponto de vista da Central Unica dos Trabalhadores. Juvandia ressaltou a importância do trabalho que vem sendo realizado pela CUT e pela Contraf-CUT no acompanhamento da PEC 196, que trata da reforma sindical, e da Medida Provisória 905/2019 (Carteira Verde e Amarela), que aprofunda a reforma trabalhista e ataca direitos dos trabalhadores e sua representação sindical. A MP 905 traz também um “jabuti”, que amplia a jornada de trabalho dos bancários. Juvandia falou ainda sobre o desmonte das empresas e bancos públicos, que estão sendo preparadas para a privatização.
“Não podemos deixar de destacar também a série de ataques aos direitos que está acontecendo no Brasil e de um tema muito específico, mas com forte impacto na sociedade e na vida das trabalhadoras, que a questão do aumento do feminicídio no Brasil. Agora, no próximo domingo, dia 8 de março, as mulheres vão às ruas para denunciar essa realidade, que se transformou numa epidemia, que mata muito mais do que o coronavírus”, disse Juvandia, ao destacar que 13 mulheres morrem por dia no Brasil, segundo dados do Atlas da Violência 2019.
Segundo a presidenta da Contraf-CUT, o ataque às mulheres é estimulado pela impressão de impunidade, pela misoginia e pelo ódio que que vem crescendo no Brasil.
Campanha Nacional
“A violência contra as mulheres é um tema que está em nossa mesa de negociações e certamente fará parte de nossa Campanha Nacional deste ano. Vamos negociar com um setor que é o mais duro nas negociações e que tem grande influência no Congresso Nacional, tendo sido o protagonista para a aprovação das reformas trabalhista e da Previdência, que tantos prejuízos trouxeram aos trabalhadores. Precisamos manter nossa unidade para resistirmos aos ataques e à tentativa de desmonte e privatização dos bancos públicos para manter nossos direitos e avançar nas conquistas”, ressaltou von der Osten.
As dificuldades para o mundo do trabalho trazidas pela digitalização e pelas novas tecnologias, um fenômeno contemporâneo mundial, e que contribui fortemente para o desemprego, a desigualdade social e o aumento da pobreza no país, em contraposição ao aumento constante dos lucros dos bancos também foram tratadas durante a reunião, que também tratou da alteração na cultura de filiação sindical e a necessidade da ampliação da participação dos trabalhadores nos sindicatos, de uma maneira mais politizada.
Os diretores de cada setor da UNI Américas apresentaram o seu plano de trabalho setorial, que foi aprovado pelo conjunto dos sindicatos presentes. No setor de finanças, se destaca a prioridade para o debate continental em defesa dos bancos públicos e o trabalho de criação dos acordos Marco com bancos públicos e privados que tenham atuação internacional nas Américas.
5º Congresso da UNI Américas
A reunião tratou ainda dos detalhes do 5º Congresso da UNI Américas, que será realizado de 4 a 6/12/2020, em Fortaleza (CE), que será precedido pelas reuniões dos comitês UNI Américas Jovem, UNI Américas Mulheres e UNI Américas Finanças, que ocorrem na mesma cidade nos dias 1 a 3/12.
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