05/03/2020
Plenária na Câmara Federal discute ações para defender as empresas e os serviços públicos
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O Comitê Nacional em Defesa das Empresas Públicas e a Fenae participaram na quarta-feira (04) de audiência com diversas entidades de representação de trabalhadores, Caixa Federal, Petrobras, Correios, Embrapa, metroviários, professores entre outros, na Câmara dos Deputados. A convite da deputada Jandira Feghali (PCdoB/RJ) e do novo líder da liderança da Minoria, José Guimarães, os participantes destacaram a importância da articulação conjunta de agenda de ações contra os projetos do governo federal que objetivam a privatização das empresas públicas e o desmantelamento do serviço público. O debate da MP 905 também foi pauta do encontro.
Desde terça-feira (03), o Comitê realiza uma série de reuniões no Congresso para alertar os parlamentares sobre as consequências da agenda de privatizações propostas pelo governo para o desenvolvimento do país e o patrimônio público nacional. "O objetivo aqui é conversar com os senadores e deputados e cobrar posição para as consequências nefastas desse processo. É preciso ampliar as alternativas de resistência dentro do Congresso", afirmou Rita Serrano.
A expectativa, segundo Rita, é que a partir do encontro seja possível avançar na pauta de combate ao processode destruição do patrimônio público nacional.
A diretora da região Sul da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae), Célia Zingler, destacou o momento importante de união entre as entidades e de fortalecimento do movimento para frear o processo de venda de partes importantes da Caixa. "Estamos no Congresso para conversar sobre as privatizações de estatais que estão em andamento. Precisamos estar nas ruas nos movimentos que vão ocorrer nos dias 8,14 e 18 de março para nos unir nesse momento", afirmou.
A deputada Jandira explicou que foi importante a ampliação da reunião para uma audiência devido ao momento grave pela qual passa a luta democrática brasileira. Ela declarou que a Minoria está apoiando integralmente as lutas de todas as categorias. "O Estado brasileiro está sendo destruído, a nossa soberania está à venda. Nós temos trabalhado a ampliação da oposição para outras legendas da Casa", ressaltou.
Presidente nacional do Partido dos Trabalhadores, a deputada Gleisi Hoffmann, destacou que há uma criminalização do Estado e do serviço público. "Essa é a lógica neoliberal. O Estado mínimo interessa para eles. Só temos agora para lutar. Vai tirar estabilidade, reduzir salários e vai ser muito difícil fazer luta", avaliou Gleisi.
Para o presidente do Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região, Roberto Carlos Vicentim, o desmonte das empresas públicas e das leis que protegem a classe trabalhadora fazem parte da agenda do governo, que visa beneficiar grandes empresários e os bancos privados, justamente os principais interessados nesse projeto.
Ele alerta para a precarização promovida pelo governo dos serviços ofertados pelos bancos federais por meio de reestruturações, fechamento de agências e demissões com o intuito de privatizá-los. “Na medida em que o serviço é precarizado, se justifica para a população a privatização dessas instituições. Sabemos o quanto representam como fomentadoras do desenvolvimento ao país. Diante do momento pelo qual o Brasil está passando precisamos mobilizar não só a categoria bancária, mas também o conjunto de toda a classe trabalhadora e a sociedade para impedir a entrega das nossas riquezas e de nossa soberania ao capital especulativo, como está fazendo o governo", defende.
Agenda
Pela manhã, o grupo esteve às 9h no Senado junto com as centrais sindicais debatendo a MP 905. A votação foi novamente adiada para terça-feira (10), às 13h. A votação estava marcada para a quarta, mas o relator deputado Christino Aureo (PP-RJ) apresentou uma complementação de voto, alterando alguns itens de seu parecer.
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