05/03/2020
Crescimento de apenas 1,1% do PIB escancara o fracasso das políticas do governo federal
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O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro cresceu 1,1% em 2019, segundo divulgou nesta quarta-feira (4) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado representa o desempenho mais fraco dos últimos três anos. A agropecuária e o setor de serviços tiveram alta de 1,3%, enquanto a indústria avançou apenas 0,5%. Com PIB de R$ 7,257 trilhões, o valor per capita subiu só 0,3% em termos reais, calculado em R$ 34.533.
As inúmeras medidas de arrocho salarial, previdenciário e social, como reformas Trabalhista e Previdenciária, cortes ou redução de programas de habitação e distribuição de renda, que vêm sendo tomadas desde o golpe de 2016, não contribuíram em nada para melhorar a economia do Brasil.
O PIB mostra o fracasso das políticas neoliberais do governo de Jair Bolsonaro, comandadas pelo banqueiro Paulo Guedes, ministro da Economia. O resultado já era esperado, depois de um último trimestre decepcionante, e reflete um cenário de incerteza e de sucessivos anúncios frustrados de “retomada” da economia. A produção industrial seguiu patinando, por exemplo, e o mercado de trabalho não viu crescer a taxa de desemprego nos últimos meses, mas o emprego que se cria é, basicamente, informal. Os resultados mostram esse quadro de estagnação: a variação acumulada em quatro trimestres, em comparação com os quatro anteriores, mantêm sucessiva variação em torno de 1%.
A terceira alta anual consecutiva após dois anos de retração não é suficiente para uma recuperação econômica consistente do país após a queda em 2015 e 2016. O patamar do ano passado é o mesmo de 2013. “O desempenho da economia confirma a falácia do governo de que a reforma da Previdência era necessária para uma ‘retomada do crescimento econômico’. O que faz crescer a economia é a geração de empregos formais e a elevação da renda do povo”, afirma o vice-presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Vinícius de Assumpção.
O comércio teve crescimento em 2019, mas em ritmo menor. E no setor externo os resultados também não foram bons. E as previsões para este ano não são animadoras: analistas já começam a revisar suas projeções para baixo, e vários acreditam que o PIB de 2020 não chegará a 2%.
Ainda em relação ao comércio exterior, na divulgação de hoje o IBGE informou que as exportações caíram 2,5% no ano passado. Já as importações cresceram 1,1%.
Consumo
O crescimento econômico depende especialmente do poder de compra dos trabalhadores. O fortalecimento do mercado interno é a principal arma de uma nação para enfrentar crises externas. O crescimento da economia em 2019 foi mais uma vez sustentado pelo consumo das famílias, mas o ritmo de recuperação do consumo desacelerou 1,8%, após avanços de 2% em 2017 e 2,1% em 2018. Foi o resultado mais fraco desde 2016, diante da baixa confiança dos mercados e do desempenho pífio na geração de empregos, cujo crescimento está sustentando principalmente no mercado informal.
Metade da população economicamente ativa está na informalidade. O quadro é facilmente verificado nas ruas dos grandes centros urbanos, com a explosão dos aplicativos da uberização e de milhões de jovens trabalhando cerca de 12 horas por dia nos I-foods da vida para ganhar, em média R$ 413, menos da metade de um salário-mínimo e sem nenhum direito como o FGTS e a aposentadoria.
As inúmeras medidas de arrocho salarial, previdenciário e social, como reformas Trabalhista e Previdenciária, cortes ou redução de programas de habitação e distribuição de renda, que vêm sendo tomadas desde o golpe de 2016, não contribuíram em nada para melhorar a economia do Brasil.
O PIB mostra o fracasso das políticas neoliberais do governo de Jair Bolsonaro, comandadas pelo banqueiro Paulo Guedes, ministro da Economia. O resultado já era esperado, depois de um último trimestre decepcionante, e reflete um cenário de incerteza e de sucessivos anúncios frustrados de “retomada” da economia. A produção industrial seguiu patinando, por exemplo, e o mercado de trabalho não viu crescer a taxa de desemprego nos últimos meses, mas o emprego que se cria é, basicamente, informal. Os resultados mostram esse quadro de estagnação: a variação acumulada em quatro trimestres, em comparação com os quatro anteriores, mantêm sucessiva variação em torno de 1%.
A terceira alta anual consecutiva após dois anos de retração não é suficiente para uma recuperação econômica consistente do país após a queda em 2015 e 2016. O patamar do ano passado é o mesmo de 2013. “O desempenho da economia confirma a falácia do governo de que a reforma da Previdência era necessária para uma ‘retomada do crescimento econômico’. O que faz crescer a economia é a geração de empregos formais e a elevação da renda do povo”, afirma o vice-presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Vinícius de Assumpção.
O comércio teve crescimento em 2019, mas em ritmo menor. E no setor externo os resultados também não foram bons. E as previsões para este ano não são animadoras: analistas já começam a revisar suas projeções para baixo, e vários acreditam que o PIB de 2020 não chegará a 2%.
Ainda em relação ao comércio exterior, na divulgação de hoje o IBGE informou que as exportações caíram 2,5% no ano passado. Já as importações cresceram 1,1%.
Consumo
O crescimento econômico depende especialmente do poder de compra dos trabalhadores. O fortalecimento do mercado interno é a principal arma de uma nação para enfrentar crises externas. O crescimento da economia em 2019 foi mais uma vez sustentado pelo consumo das famílias, mas o ritmo de recuperação do consumo desacelerou 1,8%, após avanços de 2% em 2017 e 2,1% em 2018. Foi o resultado mais fraco desde 2016, diante da baixa confiança dos mercados e do desempenho pífio na geração de empregos, cujo crescimento está sustentando principalmente no mercado informal.
Metade da população economicamente ativa está na informalidade. O quadro é facilmente verificado nas ruas dos grandes centros urbanos, com a explosão dos aplicativos da uberização e de milhões de jovens trabalhando cerca de 12 horas por dia nos I-foods da vida para ganhar, em média R$ 413, menos da metade de um salário-mínimo e sem nenhum direito como o FGTS e a aposentadoria.
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