28/02/2020
8 de Março: Mulheres vão às ruas por justiça, democracia e pelo fim da violência de gênero

Com o tema ‘Resistência tem Nome de Mulher’, as mulheres voltam às ruas no domingo 8 de março, Dia Internacional da Mulher. Os atos em todo o país serão em defesa da democracia, da educação, da saúde, dos empregos, pelo fim do feminicídio e por políticas sociais.
“Vivemos um momento onde os direitos sociais e trabalhistas são diariamente atacados. Os cortes de investimentos prejudicam principalmente as mulheres, que trabalham mais - já que possuem dupla jornada, ganham menos e são as primeiras a perder o emprego na hora da crise. Principalmente as mais pobres, negras, de baixa escolaridade, que ocupam postos precarizados", diz o secretário geral do Sindicato, Júlio César Trigo.
O desemprego que hoje atinge 11,6 milhões de pessoas é ainda pior para as mulheres, que são 53% desse total, e isso as leva cada vez mais para a precarização, segundo o Dieese. A atual conjuntura é extremamente preocupante, já que por parte do governo não há uma medida que possa reverter essa situação.
“Além das desigualdades de gênero como a salarial, as mulheres ainda enfrentam todo dia a violência crescente. E a resposta a essa violência tem que ser dada nas ruas, nas mobilizações, levando as pautas para conhecimento da população. Resistência e luta são as armas que possuímos. O “Dia da Mulher”, celebrado em 8 de março, é mais do que uma data meramente comemorativa. É o momento de refletir sobre as injustiças que ainda permeiam o universo feminino, defender a soberania nacional, a Previdência, e ainda lutar contra o desmonte das empresas públicas, a chamada ao golpe espalhada pelo presidente da República e o descaso do governo Bolsonaro no combate à violência contra a mulher”, declarou o diretor do Sindicato.
A categoria bancária teve recentemente um importante avanço: em mesa de negociação, no dia 19 de fevereiro, a Fenaban (federação dos bancos) acatou proposta do Comando Nacional dos Bancários e aceitou criar um canal de atendimento a bancárias vítimas de violência. Ficou de apresentar um texto preliminar sobre o projeto, para dar continuidade às negociações entre bancos e movimento sindical bancário.
Pelo fim do feminicídio
Segundo a plataforma Evidências sobre Violências e Alternativas para mulheres e meninas (EVA), do Instituto Igarapé, no Brasil, 1,23 milhão de mulheres reportaram ser vítimas de violência entre 2010 e 2017.
No mesmo período, mais de 177 mil mulheres e meninas foram vítimas de violência sexual e 38 mil mulheres foram assassinadas.
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