07/02/2020
Sindicalistas brasileiros e japoneses trocam experiências sobre o mundo do trabalho

Representantes da Jilaf visitaram a sede da CUT em SP
Para trocar experiências sobre o mundo do trabalho e atualizar o programa de formação da Fundação Internacional Laboral (JILAF), ligada a principal central sindical do Japão, a Rengo, sindicalistas brasileiros, da CUT, Força Sindical e UGT se reuniram em São Paulo, na quinta-feira (6).
O encontro acontece pela primeira vez no Brasil e reúne os ex-participantes do Programa Convite, um intercâmbio anual no Japão com dirigentes sindicais da América Latina, Ásia, Pacífico e Oriente Médio para conhecer as relações de trabalho de uma das principais economias mundiais.
Segundo o secretário de Relações Internacional da CUT, Antonio Lisboa, o encontro no Brasil tem como objetivo atualizar o programa de formação da Jilaf, além de avaliar o intercâmbio, de conhecer ações brasileiras baseadas no aprendizado do Programa Convite sobre as relações de trabalho no Japão e a partir das experiências relatadas à entidade.
“Esta troca é muito importante, não só para os trabalhadores brasileiros. Além de trocar experiências e suas vivências na luta da classe trabalhadora, avaliamos o que é positivo no Japão e o que podemos aplicar por aqui. E a mesma do lado japonês. Eles valorizam as experiências de outros países e analisam o que dá para aplicar no Japão do ponto de vista cultural e laboral”, afirmou Lisboa.
O vice-presidente da CUT São Paulo e dirigente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, Luiz Claudio Marcolino, que participou do intercâmbio nos anos anteriores, contou que trouxe para o Brasil uma experiência aprendida no intercâmbio.
“No Japão há um limite para pagamento de Participação nos Lucros e Resultados (PLR) para os altos executivos de bancos de investimentos. Eles não podem receber mais de 10 salários de diferença em relação ao benefício pago aos trabalhadores de base. E conseguimos trazer isso para o Brasil”, afirmou.
Durante o encontro, outras experiências japonesas foram relatadas e os sindicalistas brasileiros também puderam conhecer as ações que não podem deixar acontecer no Brasil, como a organização japonesa de sindicatos por empresa, que segundo Lisboa, dificulta a organização e enfraquece a luta da classe trabalhadora.
Os trabalhadores e as trabalhadoras também falaram sobre a importância de renovar o intercâmbio para o fortalecimento do movimento sindical no mundo.
Também participaram do encontro a Secretária-Geral da CUT, Carmen Foro, o Secretário-Adjunto de Relações Internacionais, Quintino Severo e o deputado Federal do PT-PE e ex-presidente da CUT-PE, Carlos Veras, que além de relatar sua experiência no intercâmbio também fez uma análise de conjuntura da política brasileira.
Visita à CUT
No dia anterior ao encontro, na quarta-feira (05), o presidente da Jilaf, Hiroyuki Nagumo, e o diretor do Programa de Intercâmbio da Jilaf, Naohiro Tsuji, estiveram na CUT para organizar a reunião desta quinta.
Carmen Foro e Lisboa receberam os sindicalistas japoneses na sede da entidade em São Paulo.
Programa Convite
O intercâmbio acontece há 30 anos e é promovido pela Jilaf. Mais de duas mil lideranças sindicais do planeta e 123 do Brasil, ligadas à CUT, Força Sindical e UGT já participaram do Programa Convite, no qual dirigentes vão para o Japão conhecer as experiências dos sindicalistas japoneses.
Além do apoio da principal central sindical do Japão, o Programa Convite também recebe uma cooperação do Ministério do Trabalho Japonês. Durante o encontro, os japoneses pediram a ampliação da participação de mulheres e jovens nos próximos intercâmbios.
O encontro acontece pela primeira vez no Brasil e reúne os ex-participantes do Programa Convite, um intercâmbio anual no Japão com dirigentes sindicais da América Latina, Ásia, Pacífico e Oriente Médio para conhecer as relações de trabalho de uma das principais economias mundiais.
Segundo o secretário de Relações Internacional da CUT, Antonio Lisboa, o encontro no Brasil tem como objetivo atualizar o programa de formação da Jilaf, além de avaliar o intercâmbio, de conhecer ações brasileiras baseadas no aprendizado do Programa Convite sobre as relações de trabalho no Japão e a partir das experiências relatadas à entidade.
“Esta troca é muito importante, não só para os trabalhadores brasileiros. Além de trocar experiências e suas vivências na luta da classe trabalhadora, avaliamos o que é positivo no Japão e o que podemos aplicar por aqui. E a mesma do lado japonês. Eles valorizam as experiências de outros países e analisam o que dá para aplicar no Japão do ponto de vista cultural e laboral”, afirmou Lisboa.
O vice-presidente da CUT São Paulo e dirigente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, Luiz Claudio Marcolino, que participou do intercâmbio nos anos anteriores, contou que trouxe para o Brasil uma experiência aprendida no intercâmbio.
“No Japão há um limite para pagamento de Participação nos Lucros e Resultados (PLR) para os altos executivos de bancos de investimentos. Eles não podem receber mais de 10 salários de diferença em relação ao benefício pago aos trabalhadores de base. E conseguimos trazer isso para o Brasil”, afirmou.
Durante o encontro, outras experiências japonesas foram relatadas e os sindicalistas brasileiros também puderam conhecer as ações que não podem deixar acontecer no Brasil, como a organização japonesa de sindicatos por empresa, que segundo Lisboa, dificulta a organização e enfraquece a luta da classe trabalhadora.
Os trabalhadores e as trabalhadoras também falaram sobre a importância de renovar o intercâmbio para o fortalecimento do movimento sindical no mundo.
Também participaram do encontro a Secretária-Geral da CUT, Carmen Foro, o Secretário-Adjunto de Relações Internacionais, Quintino Severo e o deputado Federal do PT-PE e ex-presidente da CUT-PE, Carlos Veras, que além de relatar sua experiência no intercâmbio também fez uma análise de conjuntura da política brasileira.
Visita à CUT
No dia anterior ao encontro, na quarta-feira (05), o presidente da Jilaf, Hiroyuki Nagumo, e o diretor do Programa de Intercâmbio da Jilaf, Naohiro Tsuji, estiveram na CUT para organizar a reunião desta quinta.
Carmen Foro e Lisboa receberam os sindicalistas japoneses na sede da entidade em São Paulo.
Programa Convite
O intercâmbio acontece há 30 anos e é promovido pela Jilaf. Mais de duas mil lideranças sindicais do planeta e 123 do Brasil, ligadas à CUT, Força Sindical e UGT já participaram do Programa Convite, no qual dirigentes vão para o Japão conhecer as experiências dos sindicalistas japoneses.
Além do apoio da principal central sindical do Japão, o Programa Convite também recebe uma cooperação do Ministério do Trabalho Japonês. Durante o encontro, os japoneses pediram a ampliação da participação de mulheres e jovens nos próximos intercâmbios.
SINDICALIZE-SE
MAIS NOTÍCIAS
- Mercantil registra lucro de R$ 279,4 milhões no trimestre, valor considerado recorde em toda sua história
- Brasil é 55,5% negro, mas terá apenas 26% das cadeiras da Câmara em 2027
- Novembro Azul: informação, prevenção e combate ao preconceito salvam vidas
- Banco Central mantém Selic em 13,75% enquanto mercado financeiro faz pressão especulativa
- Itaú lucra R$ 37,3 bilhões, mas elimina 3.259 empregos e fecha 334 agências em um ano
- Santander: Assembleia virtual nesta sexta-feira (6) delibera sobre ACT e Acordo de PPRS
- Copom decide nesta quarta-feira (4) se reduz ou mantém Selic em 13,75% ao ano
- Sindicato entrega mais de 200 kg de alimentos ao projeto social Prateleira Solidária
- Novas regras do VA e VR ampliam opções de uso; bancários têm benefícios acima da média nacional
- Saúde Caixa começa a compartilhar rede credenciada com a Cassi nesta quarta-feira (4)
- Festa dos Bancários 2026 reúne categoria em dia de confraternização, premiações e solidariedade
- Brasil bate recorde de pessoas com trabalho desde 2012
- A eleição acabou, mas a participação continua: saiba quem e pelo que cobrar
- COE cobra avanços do Bradesco em PPR, banco de horas e condições de trabalho
- Negociação da Cassi avança com proposta de aporte de R$ 2,288 bilhões