20/01/2020
Banco Itaú encerra sua biblioteca virtual e sinaliza desprestígio ao conhecimento

(Arte: Freepik)
A leitura engrandece a alma, escreveu o filósofo francês Voltaire. Mas sinalizando que não tem interesse de incentivar os bancários a ampliarem o conhecimento por meio dos livros, o Itaú encerrou sua biblioteca virtual. No site do banco, os trabalhadores podiam solicitar obras que eram entregues no local de trabalho. Se algum título buscado não constasse no catálogo, os funcionários tinham a opção de sugerir a compra. Mas esse serviço deixou de existir, gerando decepção em muitos funcionários.
“Solicitávamos livros pelo portal Itaú. Na ‘aba feito para mim, esporte cultura e lazer’, tinha um link. Tiraram o link e resolvemos ligar [para o banco]. Informaram que foi descontinuada em 30 de dezembro. Não recebemos comunicado. Eu e amigas estamos arrasadas, porque usávamos [a biblioteca]”, relata uma bancária.
O movimento sindical cobra do banco esclarecimentos sobre os motivos que levaram à descontinuidade do serviço, além do seu reestabelecimento.
O banco demonstra não ter interesse em manter benefícios que não trazem retorno financeiro. A colônia de férias, por exemplo, é mantida porque as diárias muitas vezes são mais caras do que as cobradas em hospedagens convencionais. O que impera é a lógica do mercado.
A medida indica que o banco adotou a mesma linha de desprestígio à cultura traçada pelo governo. Por algum tempo, o Itaú pagou vale-cultura aos seus funcionários, mas bastou o governo acabar com o incentivo fiscal vinculado ao programa para a empresa cortar esse direito que havia sido conquistado na campanha nacional de 2014. E no momento atual, em que o conhecimento e a cultura estão sendo tão vilipendiados, o banco presta um desserviço aos trabalhadores ao encerrar mais esse benefício que tinha o total apoio das entidades representativas dos trabalhadores.
O Itaú cobra inúmeras metas e resultados, e algumas das válvulas de escape dos trabalhadores são a leitura e o consumo da cultura para poder filtrar o pensamento no trabalho. Mas parece que o mesmo banco que incentiva a leitura para crianças nas suas publicidades quer expropriar toda a força de trabalho dos seus empregados sem oferecer nem um tipo de contrapartida de acesso à cultura.
“Solicitávamos livros pelo portal Itaú. Na ‘aba feito para mim, esporte cultura e lazer’, tinha um link. Tiraram o link e resolvemos ligar [para o banco]. Informaram que foi descontinuada em 30 de dezembro. Não recebemos comunicado. Eu e amigas estamos arrasadas, porque usávamos [a biblioteca]”, relata uma bancária.
O movimento sindical cobra do banco esclarecimentos sobre os motivos que levaram à descontinuidade do serviço, além do seu reestabelecimento.
O banco demonstra não ter interesse em manter benefícios que não trazem retorno financeiro. A colônia de férias, por exemplo, é mantida porque as diárias muitas vezes são mais caras do que as cobradas em hospedagens convencionais. O que impera é a lógica do mercado.
A medida indica que o banco adotou a mesma linha de desprestígio à cultura traçada pelo governo. Por algum tempo, o Itaú pagou vale-cultura aos seus funcionários, mas bastou o governo acabar com o incentivo fiscal vinculado ao programa para a empresa cortar esse direito que havia sido conquistado na campanha nacional de 2014. E no momento atual, em que o conhecimento e a cultura estão sendo tão vilipendiados, o banco presta um desserviço aos trabalhadores ao encerrar mais esse benefício que tinha o total apoio das entidades representativas dos trabalhadores.
O Itaú cobra inúmeras metas e resultados, e algumas das válvulas de escape dos trabalhadores são a leitura e o consumo da cultura para poder filtrar o pensamento no trabalho. Mas parece que o mesmo banco que incentiva a leitura para crianças nas suas publicidades quer expropriar toda a força de trabalho dos seus empregados sem oferecer nem um tipo de contrapartida de acesso à cultura.
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