10/12/2019
Na contramão: desigualdade faz Brasil cair uma posição no IDH do mundo em 2018
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O Brasil caiu uma posição no ranking global do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), em 2018, e ocupa o 79º lugar, em um grupo de 189 países. O relatório mundial divulgado, na segunda-feira (9), pela Organização das Nações Unidas (ONU), mostra que o IDH brasileiro foi de 0,761, ante 0,760 em 2017. Quanto mais próximo de 1, melhor é a qualidade de vida do país.
Estatisticamente, esse crescimento é considerado muito baixo, já que entre 2010 e 2017, por exemplo, a média do crescimento anual do IDH no Brasil foi de 0,004. O índice é feito com base em dados de expectativa de vida ao nascer, escolaridade e renda per capita.
No ranking atual, o Brasil fica empatado com a Colômbia e atrás de países como Chile, Argentina, Uruguai , Tailândia, Granada e Sri Lanka, por exemplo. O país é apenas o 4º melhor IDH da América do Sul. O ranking global é liderado por Noruega, Suíça e Irlanda. Na outra ponta, o Níger tem o pior índice, de 0,377.
Desigualdade
O Pnud mostra que, atualmente, o Brasil tem a segunda maior concentração de renda no 1% mais rico da população: 28,3%, ficando apenas atrás do Qatar, com 29%. A parcela dos 10% mais ricos do país concentram cerca de 41,9% da renda total entre os brasileiros.
Também foram avaliadas as diferenças no IDH para homens e para mulheres. Em 2018, esse índice de desenvolvimento dos homens foi de 0,761, enquanto as mulheres tiveram 0,757. Segundo a ONU, apesar de as mulheres terem indicadores melhores de educação e longevidade, a renda delas é 41,5% menor no Brasil, em comparação aos homens.
O relatório calcula também índice de desigualdade de gênero, através do GII, que soma dados de mortalidade materna, gravidez na adolescência, percentual de assentos ocupados por mulheres no Parlamento e participação na força de trabalho.
Em 2018, com 0,386, o Brasil teve o índice de desigualdade de gênero mais alto que a média da América Latina (0,383). O país está em 89ª entre 162 países em termos de desigualdade. A participação feminina no parlamento por parte do Brasil é menor que o país com o menor IDH do mundo: enquanto o Níger tem 17%, o Brasil possui apenas 15%.
Estatisticamente, esse crescimento é considerado muito baixo, já que entre 2010 e 2017, por exemplo, a média do crescimento anual do IDH no Brasil foi de 0,004. O índice é feito com base em dados de expectativa de vida ao nascer, escolaridade e renda per capita.
No ranking atual, o Brasil fica empatado com a Colômbia e atrás de países como Chile, Argentina, Uruguai , Tailândia, Granada e Sri Lanka, por exemplo. O país é apenas o 4º melhor IDH da América do Sul. O ranking global é liderado por Noruega, Suíça e Irlanda. Na outra ponta, o Níger tem o pior índice, de 0,377.
Desigualdade
O Pnud mostra que, atualmente, o Brasil tem a segunda maior concentração de renda no 1% mais rico da população: 28,3%, ficando apenas atrás do Qatar, com 29%. A parcela dos 10% mais ricos do país concentram cerca de 41,9% da renda total entre os brasileiros.
Também foram avaliadas as diferenças no IDH para homens e para mulheres. Em 2018, esse índice de desenvolvimento dos homens foi de 0,761, enquanto as mulheres tiveram 0,757. Segundo a ONU, apesar de as mulheres terem indicadores melhores de educação e longevidade, a renda delas é 41,5% menor no Brasil, em comparação aos homens.
O relatório calcula também índice de desigualdade de gênero, através do GII, que soma dados de mortalidade materna, gravidez na adolescência, percentual de assentos ocupados por mulheres no Parlamento e participação na força de trabalho.
Em 2018, com 0,386, o Brasil teve o índice de desigualdade de gênero mais alto que a média da América Latina (0,383). O país está em 89ª entre 162 países em termos de desigualdade. A participação feminina no parlamento por parte do Brasil é menor que o país com o menor IDH do mundo: enquanto o Níger tem 17%, o Brasil possui apenas 15%.
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