05/12/2019
Redução do equacionamento: uma novela longe do fim e muitos danos aos participantes

Parece escárnio, mas é a triste realidade do participante da Funcef, que vem acompanhando ao longo de um ano inteiro as desculpas dadas pela Diretoria para não apresentar nenhum estudo, nenhum documento, nenhuma resposta.
A última novidade veio ontem (03/12), na transmissão ao vivo dos resultados do 3º trimestre, quando o Diretor de Benefícios, Délvio de Brito, eleito pelos participantes, disse que os estudos de solvência exigidos pela CNPC 30 apontaram uma elevação do risco de liquidez, e por isso novos estudos foram solicitados.
Com a desculpa que as áreas de investimentos estão debruçadas sobre essas questões de risco, a Funcef mais uma vez posterga o problema que atinge quarenta mil aposentados em delicada situação financeira.
“Com todo o aparato atuarial que a Funcef tem, esses estudos eram para estar prontos em março de 2019 e não em março de 2020. A aplicação da Resolução 30 parece um sonho cada vez mais longe porque de um lado assistimos a Funcef empurrar o problema com a barriga e de outro a própria Funcef afirma que usa a contribuição extraordinária para pagar os benefícios, ou seja, não pode prescindir dela”, desabafa a Diretora de Saúde e Previdência da Fenae, Fabiana Matheus.
Segundo a Funcef, a decisão final da implementação da CNPC 30 e da exclusão da cobrança sob o 13ª deve ficar para o primeiro semestre de 2020 o que empurra o problema para a próxima gestão.
Enquanto isso a situação do participante é dramática. Em novembro, além dos 20% de desconto (em média) sobre o rendimento de novembro, também houve a contribuição extraordinária integral sobre a segunda parcela do 13º. Quem recebe R$ 5 mil de benefício, recebeu uma parcela de R$ 2.500 de 13º, mas teve que pagar 20% sobre o valor total, ou seja, deixou R$ 1.000,00 na Fundação.
O dano causado na vida dos participantes do Reg/Replan durante esses 12 meses de espera é incalculável e a Funcef deve um posicionamento claro aos seus participantes.
O movimento sindical segue cobrando que a Funcef se posicione sobre o tema e não vai desistir. Neste um ano, entidades representativas foram à Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc) entender se havia algum impedimento que justificasse essa demora, já foi até a Funcef conversar com o presidente, Renato Villela, e já lançou um abaixo-assinado no intuito de sensibilizar a Fundação. A luta continua no ano que vem!
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