20/11/2019
Secretário de Privatização de Guedes ataca Caixa de Assistência dos Funcionários do BB

O secretário especial de Privatizações (Desestatização, Desinvestimento e Mercados) do governo Bolsonaro-Guedes, Salim Mattar, utilizou suas redes sociais para atacar os planos de saúde das empresas públicas e a Cassi especificamente.
“Os planos das estatais, de tantos privilégios, acabam apresentando rombos que o cidadão comum acaba pagando. No caso da Cassi, o Banco do Brasil irá repassar mais de R$ 1 bilhão para salvar o plano. Os acionistas minoritários e todos os cidadãos brasileiros vão acabar pagando por isso. Mais uma vez o cidadão pagador de impostos vai ser chamado a pagar a conta dos privilégios e distorções das administrações passadas”, declarou no Twitter.
“A missão de Salim Mattar é privatizar tudo o que for possível. Ele ataca a Cassi para tentar evitar que a nova proposta de manutenção da Cassi seja aprovada. Se a proposta for aprovada, a Cassi será mantida e será mais difícil de ele cumprir a missão de privatizar o Banco do Brasil”, criticou o coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), João Fukunaga. “Ele quer que a proposta seja recusada para a carteira da Cassi ser alienada e repassada para o mercado de saúde privada e, desta maneira, limpe a área para a privatização do banco”, completou.
Fukunaga ainda lembrou que até mesmo o atual presidente do BB, em vários momentos, declarou que o banco seria muito melhor se fosse privatizado. “Esta é a política de entreguismo do Estado do atual governo. Eles têm a missão de acabar com todas as empresas públicas”, alertou o coordenador da CEBB.
Vote SIM
A consulta aos associados da Cassi sobre a proposta de recuperação da Cassi começou na segunda-feira (18) e vai até o dia 28. O Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região, a Contraf-CUT e demais entidades de representação dos funcionários (Anabb, AAFBB e FAABB) indicam o voto “Sim”.
“Quem difunde o ‘Não’ está jogando junto com o atual governo, pois com esta declaração, Mattar dá um sinal claro. Ele já deu a linha. É com este cenário, com este governo e com estes quadros que os trabalhadores terão de negociar se o ‘não’ ganhar. E algum funcionário do Banco do Brasil acha que, vencendo o ‘não’, o governo vai negociar uma saída que mantenha a sustentação da Cassi?”, questionou Fukunaga.
“Por isso, defendemos o ‘Sim’ para salvar a Cassi com uma proposta negociada que resultará na injeção de recursos para a Caixa de Assistência dos Funcionários, que evitará a ingerência de aventureiros deste atual governo no nosso plano de saúde”, afirmou o dirigente.
SINDICALIZE-SE
MAIS NOTÍCIAS
- 28 de agosto marca trajetória de luta e conquistas dos bancários
- Banco do Brasil apresenta avanços em negociação, mas funcionalismo cobra propostas financeiras
- Comando Nacional derrota propostas de arrocho salarial
- Caixa promete apresentar nova proposta para o Saúde Caixa nesta sexta-feira (28)
- Caixa lucra R$ 7,4 bilhões no semestre e movimento sindical cobra valorização dos empregados
- Sindicato celebra bancários com sorteio de prêmios e reforça mobilização na Campanha Nacional
- Campanha Nacional: Sem aumento real não dá, Fenaban!
- Caixa não apresenta nova proposta para o Saúde Caixa
- Banqueiros propõem reajuste de 62% da inflação, um dos piores de 2026. Comando rejeitou na mesa
- Negociação com a Caixa: Saúde Caixa, carreira, condições de trabalho e contratações estão no centro da Campanha; veja resumo até aqui
- Sete mesas, muitas cobranças e poucas respostas: relembre a negociação com o BB
- Negociação do Banco do Brasil segue sem avanço nas principais reivindicações
- Fenaban não apresenta índice de reajuste e negociação continua nesta terça-feira (25)
- Despesas do Saúde Caixa chegaram a R$ 4,39 bilhões em 2025
- Saúde Caixa e Cassi assinam acordo para compartilhar redes credenciadas