05/11/2019
7/11: Bancários se unem a demais categoriais e vão às ruas defender o patrimônio público
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(Foto: Reprodução)
Os bancários de todo o Brasil se unirão a outras categorias profissionais, na próxima quinta-feira (7), para protestar contra os ataques à soberania nacional e às empresas públicas e às estatais.
O ato, convocado pela Central Única dos Trabalhadores (CUT) e as demais centrais sindicais, visa a ampliação e a intensificação das mobilizações em defesa do patrimônio dos brasileiros constituído pelas empresas públicas, pelas empresas estatais e pela riqueza representada pelos recursos naturais, incluindo todo o potencial do Pré-Sal.
O presidente do Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região, Roberto Carlos Vicentim, alerta que o desmonte das empresas públicas faz parte da agenda do governo, que visa beneficiar grandes empresários e os bancos privados.
"O atual governo está focado nas privatizações, desconsiderando o papel exercido por essas instituições na sociedade. O que é apresentado nos ataques, é que empresas públicas são ineficientes e dão prejuízo, entretanto os dados mostram que isso não é verdade. Diante do momento pelo qual o país está passando, precisamos mobilizar não só a categoria bancária, mas também o conjunto da classe trabalhadora e a sociedade para impedir a entrega das nossas riquezas e da soberania do país ao capital especulativo. A luta em defesa do nosso patrimônio deve continuar", destaca Vicentim.
O Brasil deve assistir nesta semana a um megaleilão na área de petróleo e gás. Na quarta (6), o governo vai colocar à venda quatro áreas exploratórias no pré-sal na Bacia de Santos, esperando alcançar até R$ 106,6 bilhões. Doze empresas vão disputar a rodada, entre elas a Petrobras – que exerceu direito de preferência para operar duas áreas, Búzios e Itapu. No entanto, a maior parte do patrimônio deverá ir para a iniciativa privada, desfalcando o país de um grande tesouro cujo retorno deveria ser destinado ao desenvolvimento do povo brasileiro.
Segundo especialistas do setor, a venda representa um desmonte do setor energético do país, com sequelas irreversíveis. Hoje o pré-sal já responde por mais da metade da produção nacional e ajudou a Petrobras a bater a marca dos três milhões de barris diários. O valor que está sendo cobrado por barril na venda da cessão onerosa está calculado na casa do US$ 6 a US$ 7. Com um custo de produção de US$ 10, chegando a US$ 20 com os impostos e transferências, os vencedores do leilão vão ganhar seis, sete e até oito vezes mais do que isso, vendendo esse mesmo barril no mercado internacional a US$ 60 dólares.
Considerada uma avaliação mínima de 6 bilhões de barris, o ganho com a comercialização do óleo chegará a R$ 800 bilhões, podendo atingir até R$ 2 trilhões. Ou seja: o governo vai vender por R$ 100 bilhões o que vale, por baixo, R$ 900 bilhões.
“Com a venda, o petróleo brasileiro vai servir para que empresas multinacionais lucrem ainda mais, enquanto a população não verá um centavo dessa riqueza. É mais um ataque a uma grande e lucrativa empresa nacional, uma privatização fatiada em setor estratégico e que atinge em cheio a soberania brasileira”, destaca a coordenadora do Comitê nacional em Defesa das Empresas Públicas, Rita Serrano.
O ato, convocado pela Central Única dos Trabalhadores (CUT) e as demais centrais sindicais, visa a ampliação e a intensificação das mobilizações em defesa do patrimônio dos brasileiros constituído pelas empresas públicas, pelas empresas estatais e pela riqueza representada pelos recursos naturais, incluindo todo o potencial do Pré-Sal.
O presidente do Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região, Roberto Carlos Vicentim, alerta que o desmonte das empresas públicas faz parte da agenda do governo, que visa beneficiar grandes empresários e os bancos privados.
"O atual governo está focado nas privatizações, desconsiderando o papel exercido por essas instituições na sociedade. O que é apresentado nos ataques, é que empresas públicas são ineficientes e dão prejuízo, entretanto os dados mostram que isso não é verdade. Diante do momento pelo qual o país está passando, precisamos mobilizar não só a categoria bancária, mas também o conjunto da classe trabalhadora e a sociedade para impedir a entrega das nossas riquezas e da soberania do país ao capital especulativo. A luta em defesa do nosso patrimônio deve continuar", destaca Vicentim.
O Brasil deve assistir nesta semana a um megaleilão na área de petróleo e gás. Na quarta (6), o governo vai colocar à venda quatro áreas exploratórias no pré-sal na Bacia de Santos, esperando alcançar até R$ 106,6 bilhões. Doze empresas vão disputar a rodada, entre elas a Petrobras – que exerceu direito de preferência para operar duas áreas, Búzios e Itapu. No entanto, a maior parte do patrimônio deverá ir para a iniciativa privada, desfalcando o país de um grande tesouro cujo retorno deveria ser destinado ao desenvolvimento do povo brasileiro.
Segundo especialistas do setor, a venda representa um desmonte do setor energético do país, com sequelas irreversíveis. Hoje o pré-sal já responde por mais da metade da produção nacional e ajudou a Petrobras a bater a marca dos três milhões de barris diários. O valor que está sendo cobrado por barril na venda da cessão onerosa está calculado na casa do US$ 6 a US$ 7. Com um custo de produção de US$ 10, chegando a US$ 20 com os impostos e transferências, os vencedores do leilão vão ganhar seis, sete e até oito vezes mais do que isso, vendendo esse mesmo barril no mercado internacional a US$ 60 dólares.
Considerada uma avaliação mínima de 6 bilhões de barris, o ganho com a comercialização do óleo chegará a R$ 800 bilhões, podendo atingir até R$ 2 trilhões. Ou seja: o governo vai vender por R$ 100 bilhões o que vale, por baixo, R$ 900 bilhões.
“Com a venda, o petróleo brasileiro vai servir para que empresas multinacionais lucrem ainda mais, enquanto a população não verá um centavo dessa riqueza. É mais um ataque a uma grande e lucrativa empresa nacional, uma privatização fatiada em setor estratégico e que atinge em cheio a soberania brasileira”, destaca a coordenadora do Comitê nacional em Defesa das Empresas Públicas, Rita Serrano.
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