31/10/2019
Pela soberania: conselheiros eleitos divulgam manifesto em defesa dos bancos públicos

No encerramento do seminário “O Brasil é nosso – Em defesa dos bancos públicos e da soberania nacional”, promovido na terça-feira (29), pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e pela Federação Nacional das Associações dos Empregados da Caixa Econômica Federal (Fenae), os conselheiros dos bancos públicos eleitos pelos trabalhadores divulgaram manifesto repudiando o direcionamento político e econômico do atual governo, que tem resultado no desmonte do patrimônio público brasileiro.
Participaram do seminário economistas, lideranças sindicais parlamentares e dirigentes de entidades representativas dos trabalhadores da Caixa, Banco do Brasil e bancos regionais. Esses representantes, também manifestaram apoio ao documento dos conselheiros.
Para os participantes do evento, a política neoliberal de Bolsonaro ataca por todos os lados o patrimônio brasileiro e promove a retirada de direitos dos trabalhadores. “Um país com projeto nacional precisa de empresas públicas fortes e bancos públicos para financiar o desenvolvimento”, apontou Rita Serrano, conselheira eleita da Caixa.
No manifesto, os conselheiros eleitos afirmam que para se ter um país mais justo e inclusivo é preciso ter bancos públicos fortes. “Eles são centrais no desenvolvimento do Brasil porque financiam grandes investimentos a longo prazo, além da agricultura familiar, produtores rurais e micro e pequenas empresas, todos produtivos e de interesse social”. O documento também destaca que os bancos públicos implementam políticas públicas de forma mais eficiente e barata.
“Os bancos públicos sempre exerceram um preponderante papel na economia do país, atuando de forma decisiva no desenvolvimento econômico social. Destaca-se que, historicamente, a criação dessas instituições se impôs como uma reposta aos problemas estruturais da economia brasileira, para resolver os problemas de transferência espacial ou intersetorial de recursos para regiões ou setores mais atrasados da economia (ou para novos setores), cujo interesse das instituições privadas sempre se mostrou nulo ou pouco expressivo”, ressalta a nota.
Confira a íntegra do Manifesto.
SINDICALIZE-SE
MAIS NOTÍCIAS
- 28 de agosto marca trajetória de luta e conquistas dos bancários
- Banco do Brasil apresenta avanços em negociação, mas funcionalismo cobra propostas financeiras
- Comando Nacional derrota propostas de arrocho salarial
- Caixa promete apresentar nova proposta para o Saúde Caixa nesta sexta-feira (28)
- Caixa lucra R$ 7,4 bilhões no semestre e movimento sindical cobra valorização dos empregados
- Sindicato celebra bancários com sorteio de prêmios e reforça mobilização na Campanha Nacional
- Campanha Nacional: Sem aumento real não dá, Fenaban!
- Caixa não apresenta nova proposta para o Saúde Caixa
- Banqueiros propõem reajuste de 62% da inflação, um dos piores de 2026. Comando rejeitou na mesa
- Negociação com a Caixa: Saúde Caixa, carreira, condições de trabalho e contratações estão no centro da Campanha; veja resumo até aqui
- Sete mesas, muitas cobranças e poucas respostas: relembre a negociação com o BB
- Negociação do Banco do Brasil segue sem avanço nas principais reivindicações
- Fenaban não apresenta índice de reajuste e negociação continua nesta terça-feira (25)
- Despesas do Saúde Caixa chegaram a R$ 4,39 bilhões em 2025
- Saúde Caixa e Cassi assinam acordo para compartilhar redes credenciadas