15/10/2019
Afinal, por que é tão importante que a gestão do FGTS continue com a Caixa Econômica?

(Foto: Reprodução)
A Medida Provisória (MP 889/2019), apresentada ao Congresso Nacional pelo governo Bolsonaro, permite que a gestão do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) seja realizada por bancos privados. Mas o que isso significa? O Reconta Aí explica!
Criado em 1966, o FGTS é uma espécie de poupança dos trabalhadores. Ele é formada pelo valor depositado mensalmente pelos empregadores para casos de demissão, doenças graves ou até para aquisição da casa própria.
Atualmente, esse fundo é gerido pela Caixa Econômica Federal, um banco público que usa parte dos recursos do FGTS para a realização de obras de infraestrutura nas cidades e para financiar programas como o Minha Casa Minha Vida.
Porém, o fim do controle do FGTS pela Caixa Econômica Federal pode significar muito mais: além do enfraquecimento destes programas, pode complicar a vida do trabalhador – que terá que procurar em vários bancos onde estão os rendimentos do seu FGTS, já que cada empresa poderá escolher onde depositar – além de gerar lucro apenas aos bancos privados.
"Desde 2016 a imprensa vem especulando sobre o interesse dos bancos privados nesse importante fundo social para o desenvolvimento do país, com volume de dinheiro total de mais de R$ 500 bilhões em ativos e patrimônio líquido superior a R$ 100 bilhões. Se essa mudança for efetivada, a função social do FGTS ficará comprometida. Retirar o banco público como operador exclusivo do fundo é atender aos interesses dos bancos privados em detrimento dos interesses dos trabalhadores e do país. Temos, bancários e sociedade em geral, de defender a Caixa 100% pública, assim como a manutenção da operação do FGTS no banco", destaca o diretor do Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região, Antônio Júlio Gonçalves Neto.
Confira o vídeo:
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