30/08/2019
Jurídico: fique atento, bancário! Antes e depois da homologação, procure o Sindicato

(Reprodução TVT)
O caso de uma bancária do Santander exemplifica bem a importância de procurar o Sindicato no momento da homologação para que seja realizada uma conferência dos direitos e da legalidade da demissão. São muitos os casos de “erros” que passam batido na homologação em todos os bancos, especialmente no banco espanhol.
Demitida em 2017 - após retornar ao trabalho por conta do chamado “pente-fino” no INSS promovido pelo ex-presidente Michel Temer, que cancelou sua aposentadoria por acidente de trabalho – a bancária não teve as estabilidades de um ano após retorno ao trabalho e pré-aposentadoria, nas quais se encontrava, respeitadas pelo banco.
Como na época a homologação ainda era feita no Sindicato, a entidade a qual a bancária era filiada verificou as irregularidades e auxiliou a trabalhadora em ação na Justiça, que foi vitoriosa em segunda instância. “O Sindicato me apoiou totalmente”, diz a trabalhadora.
São inúmeros os casos de erros no pagamento dos direitos do trabalhador pelos bancos. Tanto em relação à legalidade da demissão, quanto prejuízos financeiros impostos aos bancários. Hoje, após a reforma trabalhista, os bancos não são mais obrigados a realizar as homologações nos sindicatos. Porém, quando o bancário procura o Sindicato, antes ou após a homologação, pode-se verificar possíveis erros e amparar o trabalhador, seja pela via negocial junto ao banco ou mesmo na Justiça.
O trabalhador deve procurar pela assessoria jurídica do Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região, antes ou depois da homologação, de posse dos últimos doze holerites, agendando um horário através do telefone (17 3522-2409) ou diretamente na sede da entidade (Rua Pernambuco, 156), às quartas e quintas-feiras, das 9h às 17h30.
"Você não está só, bancário! O Sindicato existe para te auxiliar sempre que for necessário", destaca o diretor da entidade, Carlos Alberto Moretto.
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