19/08/2019
Liberação do FGTS afeta construção civil e 'Minha Casa Minha Vida', dizem empresários

(Foto: Reprodução)
Em audiência pública realizada na Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio e Serviços, na Câmara dos Deputados, na quinta-feira 15, representantes do setor da construção civil e deputados criticaram a liberação de saques no FGTS. O debate foi proposto pelos deputados Zé Neto (PT-BA) e Jesus Sérgio (PDT-AC).
A reportagem é da Fenae.
Segundo o presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção Civil (Cbic), José Carlos Rodrigues Martins, esses recursos acabarão direcionados para o consumo das famílias, sem resultar em melhorias no ambiente econômico.
“Esses R$ 42 bilhões, considerando um financiamento médio de R$ 100 mil, representam cerca de 400 mil casas, e uma casa gera 1,2 emprego direto”, disse. José Carlos Martins lembrou ainda que se o dinheiro fosse direcionado ao crédito imobiliário, seriam gerados 400 mil empregos de imediato.
Ainda segundo Martins, o setor da construção civil também enfrenta atrasos nos repasses orçamentários para as iniciativas do governo no setor habitacional, e há ameaça de 200 mil demissões no setor. “O orçamento deste ano é de R$ 60 bilhões para o Minha Casa Minha Vida, e os saques são 2/3 do que poderíamos produzir”, afirmou Martins.
O diretor-técnico da Federação Nacional dos Pequenos Construtores, Luciano Rufato, destacou que 95% dos empreendimentos do Minha Casa Minha Vida dependem de recursos do FGTS. Na quarta-feira 14, em decorrência da falta de dinheiro, uma portaria interministerial reduziu os subsídios do governo para o programa, abrindo a necessidade da destinação de mais verbas do FGTS.
A Medida Provisória 889/19 está em vigor desde 24 de julho e, e de acordo com o governo federal, pretende injetar R$ 42 bilhões na economia até o final do próximo ano.
O presidente da Confederação Nacional dos Sindicatos de Trabalhadores nas Indústrias da Construção e da Madeira, Claudio da Silva, que também participa do Conselho Curador do FGTS, lamentou que o governo tenha apresentado a medida provisória já pronta, sem discussão prévia com o colegiado.
O deputado Zé Neto também criticou a MP 889. “Ela tira o caráter normativo do próprio Congresso em uma situação delicada para esse momento econômico que estamos vivendo”. O parlamentar informou que a Comissão de Desenvolvimento Econômico voltará a discutir os impactos da MP.
** Com informações: Portal da Câmara dos Deputados - Notícias
A reportagem é da Fenae.
Segundo o presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção Civil (Cbic), José Carlos Rodrigues Martins, esses recursos acabarão direcionados para o consumo das famílias, sem resultar em melhorias no ambiente econômico.
“Esses R$ 42 bilhões, considerando um financiamento médio de R$ 100 mil, representam cerca de 400 mil casas, e uma casa gera 1,2 emprego direto”, disse. José Carlos Martins lembrou ainda que se o dinheiro fosse direcionado ao crédito imobiliário, seriam gerados 400 mil empregos de imediato.
Ainda segundo Martins, o setor da construção civil também enfrenta atrasos nos repasses orçamentários para as iniciativas do governo no setor habitacional, e há ameaça de 200 mil demissões no setor. “O orçamento deste ano é de R$ 60 bilhões para o Minha Casa Minha Vida, e os saques são 2/3 do que poderíamos produzir”, afirmou Martins.
O diretor-técnico da Federação Nacional dos Pequenos Construtores, Luciano Rufato, destacou que 95% dos empreendimentos do Minha Casa Minha Vida dependem de recursos do FGTS. Na quarta-feira 14, em decorrência da falta de dinheiro, uma portaria interministerial reduziu os subsídios do governo para o programa, abrindo a necessidade da destinação de mais verbas do FGTS.
A Medida Provisória 889/19 está em vigor desde 24 de julho e, e de acordo com o governo federal, pretende injetar R$ 42 bilhões na economia até o final do próximo ano.
O presidente da Confederação Nacional dos Sindicatos de Trabalhadores nas Indústrias da Construção e da Madeira, Claudio da Silva, que também participa do Conselho Curador do FGTS, lamentou que o governo tenha apresentado a medida provisória já pronta, sem discussão prévia com o colegiado.
O deputado Zé Neto também criticou a MP 889. “Ela tira o caráter normativo do próprio Congresso em uma situação delicada para esse momento econômico que estamos vivendo”. O parlamentar informou que a Comissão de Desenvolvimento Econômico voltará a discutir os impactos da MP.
** Com informações: Portal da Câmara dos Deputados - Notícias
SINDICALIZE-SE
MAIS NOTÍCIAS
- Atos pelo fim da escala 6x1 e pela redução da jornada mobilizam trabalhadores nesta terça-feira (30)
- Clube permanecerá fechado para manutenção no período de 1º a 14 de julho
- Às vésperas da implementação, Itaú anuncia reestruturação do Uniclass sem saber como ela vai funcionar
- Caixa volta atrás, atende Sindicato e decide abonar horas dos jogos do Brasil na Copa
- COE Itaú entrega pauta de reivindicações ao banco no dia 1º de julho
- Põe Mais Dinheiro Caixa! Afinal, o que é o teto?
- Banco do Brasil apresenta proposta insuficiente para recomposição das reservas da Cassi
- Sindicato terá horário especial de atendimento na segunda-feira (29)
- Bancários cobram soluções do INSS para entraves no acesso a benefícios previdenciários
- Super Caixa: participe da consulta e fortaleça a luta por mudanças no programa de remuneração variável
- CUSC cobra mais transparência e melhorias no atendimento durante reunião com gestores do Saúde Caixa
- Falta de segurança nos postos de atendimento do Mercantil coloca trabalhadores em risco
- Entrega da minuta à Fenaban e Caravana da FETEC abrem a Campanha Nacional 2026
- Banco do Brasil abonará horas dos jogos da Seleção Brasileira na Copa do Mundo
- Categoria bancária entrega minuta de reivindicações à Fenaban; Primeira negociação será dia 2 de julho