17/07/2019
Ameaça de extinção dos bancos públicos volta à tona no cenário político-econômico atual

No atual cenário político do país, a extinção dos bancos públicos volta à tona. Isso é o que destacou o atual presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, em evento da Expert XP, que reuniu representantes da elite política e do setor empresarial em São Paulo.
Em sua exposição, Rodrigo Maia minimizou o papel das empresas públicas ao perguntar para a plateia: “Para que serve a Caixa Econômica? Para que serve o Banco do Brasil? Para que serve a Petrobrás?”. Segundo ele, o governo teria de ter coragem de enfrentar este debate de privatizações.
Não é nova a ideia de privatização dos bancos públicos. Apesar dos bancos públicos desempenharem um papel fundamental na economia brasileira - pois são um importante instrumento de política econômica e de promoção do desenvolvimento econômico e social -, as ameaças são constantes.
“Temos que lutar contra a política entreguista do atual governo, que tenta diminuir o papel das empresas públicas, fatiando serviços e enfraquecendo o seu papel. Por isso, devemos ampliar o debate da importância dos bancos públicos. São eles, os grandes precursores de financiamentos e de atendimento à população”, explica a presidenta da Contraf-CUT, Juvandia Moreira.
"Diante da atual conjuntura política de recessão, é hora de unirmos forças para mobilizar toda a sociedade contra a real ameaça de privatização dos bancos públicos. É fundamental ampliarmos o debate sobre essas empresas e mostrar a importância e a eficiência que elas têm para a implantação de políticas sociais e a contribuição que dão para o desenvolvimento econômico e social do país. O financiamento da agricultara familiar depende dos bancos públicos; se isso for para os bancos privados, o alimento vai chegar mais caro na mesa do trabalhador. O brasileiro precisa saber que vai pagar mais caro no financiamento da sua habitação. A gente precisa falar claramente o que representa a entrega do patrimônio brasileiro e dizer que estamos juntos com os trabalhadores na luta em defesa dos interesses do povo", explica o diretor do Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região, Antônio Júlio Gonçalves Neto.
”Na verdade, os bancos privados querem se apropriar dos bancos públicos para ampliar sua capacidade de obter lucros. A população precisa se dar conta de que não há nenhuma possibilidade de inclusão sem as empresas e os bancos públicos", acrescenta Tony.
Ainda, segundo Maia, a Caixa Econômica virou um emaranhado de coisas, um gigantismo desnecessário e vive basicamente da administração dos fundos públicos, que deve ser reformado. “Nós precisamos reduzir as empresas públicas e não apenas a previdenciária”, diz o parlamentar.
Vale lembrar que os bancos públicos são fundamentais porque têm funções que vão além da busca do lucro. Bancos públicos são essenciais porque há atividades e setores econômicos que os bancos privados não têm interesse em participar. Bancos públicos são necessários para viabilizar políticas econômicas e sociais de governos e para financiar setores e segmentos específicos. Essas instituições públicas são imprescindíveis para o desenvolvimento do país e para aumentar o bem-estar social.
Atuantes em políticas públicas
A Caixa e o Banco do Brasil também se destacam como maiores operadores de crédito, sendo a Caixa responsável, atualmente, por R$158 milhões, e o BB por R$115 milhões. Os bancos públicos são ainda atuantes em políticas públicas, como por exemplo, o Financiamento Estudantil (Fies), beneficiando 2,2 milhões de estudantes em 2015 (76% da rede pública) e o Bolsa Família (em 2019 foram mais de R$31 milhões repassados aos beneficiários), viabilizando a manutenção de importantes políticas públicas para a população.
Frente Parlamentar em Defesa dos Bancos Públicos
Lançada em maio deste ano, em Brasília, a Frente Parlamentar Mista em Defesa dos Bancos Públicos tem o objetivo de evidenciar e combater a venda das instituições financeiras, como vem sinalizando as atuais diretorias dos bancos. Parlamentares e representantes de entidades como a Fenae enfatizaram a importância das instituições financeiras públicas na economia do Brasil, em especial pelas políticas de crédito na área da habitação, agrícola e desenvolvimento urbano.
A Frente conta com 209 integrantes, sendo 199 deputados e 10 senadores, de 23 partidos. Cabe à Frente Parlamentar Mista em Defesa dos Bancos Públicos ampliar os debates na sociedade e fazer articulações no Congresso Nacional com o intuito de barrar projetos de reestruturação que miram o sucateamento e privatização das instituições financeiras públicas, como Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil, BNDES, Banco do Nordeste (BNB) e Banco da Amazônia (Basa).
A entidade pretende ainda criar um banco de dados com informações dos municípios para integrar os estados. O site Reconta Aí, que reúne informações dos bancos públicos, também foi citado.
Em sua exposição, Rodrigo Maia minimizou o papel das empresas públicas ao perguntar para a plateia: “Para que serve a Caixa Econômica? Para que serve o Banco do Brasil? Para que serve a Petrobrás?”. Segundo ele, o governo teria de ter coragem de enfrentar este debate de privatizações.
Não é nova a ideia de privatização dos bancos públicos. Apesar dos bancos públicos desempenharem um papel fundamental na economia brasileira - pois são um importante instrumento de política econômica e de promoção do desenvolvimento econômico e social -, as ameaças são constantes.
“Temos que lutar contra a política entreguista do atual governo, que tenta diminuir o papel das empresas públicas, fatiando serviços e enfraquecendo o seu papel. Por isso, devemos ampliar o debate da importância dos bancos públicos. São eles, os grandes precursores de financiamentos e de atendimento à população”, explica a presidenta da Contraf-CUT, Juvandia Moreira.
"Diante da atual conjuntura política de recessão, é hora de unirmos forças para mobilizar toda a sociedade contra a real ameaça de privatização dos bancos públicos. É fundamental ampliarmos o debate sobre essas empresas e mostrar a importância e a eficiência que elas têm para a implantação de políticas sociais e a contribuição que dão para o desenvolvimento econômico e social do país. O financiamento da agricultara familiar depende dos bancos públicos; se isso for para os bancos privados, o alimento vai chegar mais caro na mesa do trabalhador. O brasileiro precisa saber que vai pagar mais caro no financiamento da sua habitação. A gente precisa falar claramente o que representa a entrega do patrimônio brasileiro e dizer que estamos juntos com os trabalhadores na luta em defesa dos interesses do povo", explica o diretor do Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região, Antônio Júlio Gonçalves Neto.
”Na verdade, os bancos privados querem se apropriar dos bancos públicos para ampliar sua capacidade de obter lucros. A população precisa se dar conta de que não há nenhuma possibilidade de inclusão sem as empresas e os bancos públicos", acrescenta Tony.
Ainda, segundo Maia, a Caixa Econômica virou um emaranhado de coisas, um gigantismo desnecessário e vive basicamente da administração dos fundos públicos, que deve ser reformado. “Nós precisamos reduzir as empresas públicas e não apenas a previdenciária”, diz o parlamentar.
Vale lembrar que os bancos públicos são fundamentais porque têm funções que vão além da busca do lucro. Bancos públicos são essenciais porque há atividades e setores econômicos que os bancos privados não têm interesse em participar. Bancos públicos são necessários para viabilizar políticas econômicas e sociais de governos e para financiar setores e segmentos específicos. Essas instituições públicas são imprescindíveis para o desenvolvimento do país e para aumentar o bem-estar social.
Atuantes em políticas públicas
A Caixa e o Banco do Brasil também se destacam como maiores operadores de crédito, sendo a Caixa responsável, atualmente, por R$158 milhões, e o BB por R$115 milhões. Os bancos públicos são ainda atuantes em políticas públicas, como por exemplo, o Financiamento Estudantil (Fies), beneficiando 2,2 milhões de estudantes em 2015 (76% da rede pública) e o Bolsa Família (em 2019 foram mais de R$31 milhões repassados aos beneficiários), viabilizando a manutenção de importantes políticas públicas para a população.
Frente Parlamentar em Defesa dos Bancos Públicos
Lançada em maio deste ano, em Brasília, a Frente Parlamentar Mista em Defesa dos Bancos Públicos tem o objetivo de evidenciar e combater a venda das instituições financeiras, como vem sinalizando as atuais diretorias dos bancos. Parlamentares e representantes de entidades como a Fenae enfatizaram a importância das instituições financeiras públicas na economia do Brasil, em especial pelas políticas de crédito na área da habitação, agrícola e desenvolvimento urbano.
A Frente conta com 209 integrantes, sendo 199 deputados e 10 senadores, de 23 partidos. Cabe à Frente Parlamentar Mista em Defesa dos Bancos Públicos ampliar os debates na sociedade e fazer articulações no Congresso Nacional com o intuito de barrar projetos de reestruturação que miram o sucateamento e privatização das instituições financeiras públicas, como Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil, BNDES, Banco do Nordeste (BNB) e Banco da Amazônia (Basa).
A entidade pretende ainda criar um banco de dados com informações dos municípios para integrar os estados. O site Reconta Aí, que reúne informações dos bancos públicos, também foi citado.
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