27/06/2019
Bancários debatem sobre digitalização e aposentadorias em fóruns internacionais

Bancários de diversos países se encontraram nos dias 24 e 25 de junho, em Buenos Aires, capital da Argentina, para refletir sobre os sistemas de previdência do Chile, Uruguai, Argentina e Brasil, e as propostas de mudança. Também debateram sobre as inovações tecnológicas e seus impactos no mundo do trabalho, principalmente no mercado financeiro.
“Neste mundo globalizado no qual vivemos, as inovações tecnológicas chegam rapidamente em todos os países. O mesmo pode ser dito sobre as políticas socioeconômicas que, na atual conjuntura, com o disfarce de ‘austeridade’, vem carregada de ataques à classe trabalhadora”, disse a presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Juvandia Moreira, que fez a abertura do Fórum Internacional de Aposentadorias, na manhã do dia 25 de junho.
“Estas são duas situações reais que ocorrem no mundo todo e podem trazer prejuízos aos trabalhadores. Para superá-las, também temos que nos organizar internacionalmente”, observou a dirigente brasileira, que também é vice-presidenta da UNI Américas Finanças.
Após a abertura feita pela presidenta da Contraf-CUT, o debate seguiu com contribuições da secretária nacional de Previdência da Associación Bancaria (La Bancaria) da Argentina, Rosa Pichi Soursaburu, do secretário geral da Confederação de Trabalhadores Bancários (CSTBA) do Chile, Luis Mesina, do ex-ministro da Previdência Social do Brasil, Carlos Eduardo Gabas, do advogado previdenciário e deputado nacional da Argentina, Juan Carlos Díaz Rolg, e do diretor da sub-região II (Cone Sul) da Conferência Iberoamericana de Seguridade Social, Miguel Fernandez Pastor.
Os palestrantes falaram sobre as igualdades e diferenças dos sistemas de previdência do Chile, Uruguai, Argentina e Brasil e as tentativas de transformar tais sistemas em capitalização individual e privada. No Chile, a mudança foi realizada na década de 1980. “Eles foram unanimes ao apontar que é dever dos Estados manterem sistemas de repartição públicos, solidários e universais em cada um dos países, além de outros mecanismos que garantam uma velhice digna para os trabalhadores e trabalhadoras”, disse o secretário de Relações Internacionais da Contraf-CUT, Roberto von der Osten.
Foro de digitalização
No dia anterior (24), o 1º Fórum Internacional de Digitalização contou com exposição da diretora de Comércio e Digitalização da UNI, Christina Colclough, e da economista e professora da Universidad Nacional de Tres de Febrero (Untref), Sofia Scaserra, que assessora a Federação Argentina de Trabalhadores do Comércio e Serviços (FAECYS).
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