06/05/2019
Lucros de empresas públicas alvos de privatização cresceram mais de 130% em 2018

Na lista do processo de desestatização, Banco do Brasil é um dos alvo do governo
(Foto: Arquivo EBC)
As principais estatais federais, alvos de privatização do governo Bolsonaro, registraram crescimento de 132% em 2018, um lucro líquido na ordem de R$ 74 bilhões, segundo o jornal Valor Econômico. O secretário de Coordenação e Governança das Empresas Estatais do Ministério da Economia, Fernando Soares, atribui o desempenho das estatais a um processo de redução das despesas e vendas dos ativos, conduzido desde 2016.
A reportagem é da Rede Brasil Atual.
Se forem alvos de uma política de privatizações, no entanto, conforme desejo já anunciado pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, o Estado perderia, além desse importante volume de recursos em forma de dividendos, ferramentas importantes para impulsionar a economia, alerta o diretor técnico do Dieese, Clemente Ganz Lúcio, em entrevista à jornalista Marilu Cabañas, da Rádio Brasil Atual, sobre empresas públicas como Petrobras, Banco do Brasil, Caixa Federal, BNDES, Correios e Eletrobrás, entre outras.
Ao pretender abrir mão do controle público de setores estratégicos, o Brasil atua em descompasso com o processo de reestatização pelo qual passam os países mais desenvolvidos, de acordo com estudos da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).
"Se a gente está abrindo mão desses instrumentos, nós estamos abrindo mão da capacidade do Estado e do governo de coordenar e conduzir o processo de desenvolvimento econômico", alerta Clemente.
Ouça a entrevista
A reportagem é da Rede Brasil Atual.
Se forem alvos de uma política de privatizações, no entanto, conforme desejo já anunciado pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, o Estado perderia, além desse importante volume de recursos em forma de dividendos, ferramentas importantes para impulsionar a economia, alerta o diretor técnico do Dieese, Clemente Ganz Lúcio, em entrevista à jornalista Marilu Cabañas, da Rádio Brasil Atual, sobre empresas públicas como Petrobras, Banco do Brasil, Caixa Federal, BNDES, Correios e Eletrobrás, entre outras.
Ao pretender abrir mão do controle público de setores estratégicos, o Brasil atua em descompasso com o processo de reestatização pelo qual passam os países mais desenvolvidos, de acordo com estudos da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).
"Se a gente está abrindo mão desses instrumentos, nós estamos abrindo mão da capacidade do Estado e do governo de coordenar e conduzir o processo de desenvolvimento econômico", alerta Clemente.
Ouça a entrevista
SINDICALIZE-SE
MAIS NOTÍCIAS
- Mercantil registra lucro de R$ 279,4 milhões no trimestre, valor considerado recorde em toda sua história
- Brasil é 55,5% negro, mas terá apenas 26% das cadeiras da Câmara em 2027
- Novembro Azul: informação, prevenção e combate ao preconceito salvam vidas
- Banco Central mantém Selic em 13,75% enquanto mercado financeiro faz pressão especulativa
- Itaú lucra R$ 37,3 bilhões, mas elimina 3.259 empregos e fecha 334 agências em um ano
- Santander: Assembleia virtual nesta sexta-feira (6) delibera sobre ACT e Acordo de PPRS
- Copom decide nesta quarta-feira (4) se reduz ou mantém Selic em 13,75% ao ano
- Sindicato entrega mais de 200 kg de alimentos ao projeto social Prateleira Solidária
- Novas regras do VA e VR ampliam opções de uso; bancários têm benefícios acima da média nacional
- Saúde Caixa começa a compartilhar rede credenciada com a Cassi nesta quarta-feira (4)
- Festa dos Bancários 2026 reúne categoria em dia de confraternização, premiações e solidariedade
- Brasil bate recorde de pessoas com trabalho desde 2012
- A eleição acabou, mas a participação continua: saiba quem e pelo que cobrar
- COE cobra avanços do Bradesco em PPR, banco de horas e condições de trabalho
- Negociação da Cassi avança com proposta de aporte de R$ 2,288 bilhões