13/03/2019
Censo da Diversidade Bancária terá novo caráter
.jpg)
(Foto: Jailton Garcia / Contraf-CUT)
O Comando Nacional dos Bancários propôs à Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) a mudança do caráter do Censo da Diversidade Bancária. “A ideia é que o censo não apenas traga uma fotografia da realidade do setor, mas se torne uma ferramenta de formação e de mudança da cultura discriminatória que ainda persiste no sistema financeiro e na sociedade brasileira”, explicou a presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Juvandia Moreira, que é uma das coordenadoras do Comando Nacional dos Bancários.
“Com a mudança do caráter do Censo, podemos contribuir com a capacitação da categoria e possibilitar que cada bancário se torne agente da diversidade, do respeito e da igualdade em toda a sociedade, inclusive nos locais de trabalho”, ressaltou Juvandia depois de ter apresentado uma série de dados sobre a discriminação e a violência contra as mulheres, negros, pessoas com deficiência (PCDs) e LGBTs.
A secretária de Políticas Sociais da Contraf-CUT, Rosalina Amorim, ressaltou a importância do Censo da Diversidade, mas também reforçou a necessidade da realização de outras ações que levem à transformação da realidade apresentada pela presidenta da Contraf-CUT.
“Vai ser um avanço construirmos uma cartilha em conjunto para transmiti-las à toda a categoria. Com as informações em mãos, cada bancário terá melhores condições de combater a discriminação”, disse Rosalina.
A Fenaban aceitou a proposta e apresentará um cronograma de atividades para sua implantação na próxima reunião da mesa de igualdade de oportunidades, que está prevista para acontecer no dia 10 de abril.
Canal de atendimento às mulheres
Além da mudança no caráter do Censo da Diversidade, o Comando Nacional dos Bancários propôs a criação pela Fenaban de um canal de atendimento às bancárias vítimas de violência, seja doméstica ou as ocorridas em outros ambientes sociais, inclusive no trabalho.
“Para combater a violência contra as mulheres, é importante a criação de um canal de atendimento às bancárias vítimas para acolhê-las e orientá-las e dar assistência jurídica, psicológica e de acompanhamento específico para estes casos”, disse a secretária da Mulher da Contraf-CUT, Elaine Cutis.
Para Juvandia, a criação de um canal de atendimento às mulheres vítimas de violência pode contribuir para a melhoria do desempenho no trabalho. “Uma pesquisa realizada pela Universidade Federal do Ceará mostra que a violência doméstica gera uma perda de R$ 1 bilhão por ano ao mercado de trabalho. O estudo diz que, em média, as vítimas precisam se ausentar 18 dias do trabalho após sofrer a violência”, disse a presidenta da Contraf-CUT. “A criação deste canal pode ajudar a minorar o sofrimento das mulheres”, completou.
A Fenaban levará a proposta para os bancos analisarem e trará uma resposta na próxima reunião da mesa de negociações.
“Com a mudança do caráter do Censo, podemos contribuir com a capacitação da categoria e possibilitar que cada bancário se torne agente da diversidade, do respeito e da igualdade em toda a sociedade, inclusive nos locais de trabalho”, ressaltou Juvandia depois de ter apresentado uma série de dados sobre a discriminação e a violência contra as mulheres, negros, pessoas com deficiência (PCDs) e LGBTs.
A secretária de Políticas Sociais da Contraf-CUT, Rosalina Amorim, ressaltou a importância do Censo da Diversidade, mas também reforçou a necessidade da realização de outras ações que levem à transformação da realidade apresentada pela presidenta da Contraf-CUT.
“Vai ser um avanço construirmos uma cartilha em conjunto para transmiti-las à toda a categoria. Com as informações em mãos, cada bancário terá melhores condições de combater a discriminação”, disse Rosalina.
A Fenaban aceitou a proposta e apresentará um cronograma de atividades para sua implantação na próxima reunião da mesa de igualdade de oportunidades, que está prevista para acontecer no dia 10 de abril.
Canal de atendimento às mulheres
Além da mudança no caráter do Censo da Diversidade, o Comando Nacional dos Bancários propôs a criação pela Fenaban de um canal de atendimento às bancárias vítimas de violência, seja doméstica ou as ocorridas em outros ambientes sociais, inclusive no trabalho.
“Para combater a violência contra as mulheres, é importante a criação de um canal de atendimento às bancárias vítimas para acolhê-las e orientá-las e dar assistência jurídica, psicológica e de acompanhamento específico para estes casos”, disse a secretária da Mulher da Contraf-CUT, Elaine Cutis.
Para Juvandia, a criação de um canal de atendimento às mulheres vítimas de violência pode contribuir para a melhoria do desempenho no trabalho. “Uma pesquisa realizada pela Universidade Federal do Ceará mostra que a violência doméstica gera uma perda de R$ 1 bilhão por ano ao mercado de trabalho. O estudo diz que, em média, as vítimas precisam se ausentar 18 dias do trabalho após sofrer a violência”, disse a presidenta da Contraf-CUT. “A criação deste canal pode ajudar a minorar o sofrimento das mulheres”, completou.
A Fenaban levará a proposta para os bancos analisarem e trará uma resposta na próxima reunião da mesa de negociações.
SINDICALIZE-SE
MAIS NOTÍCIAS
- Mercantil registra lucro de R$ 279,4 milhões no trimestre, valor considerado recorde em toda sua história
- Brasil é 55,5% negro, mas terá apenas 26% das cadeiras da Câmara em 2027
- Novembro Azul: informação, prevenção e combate ao preconceito salvam vidas
- Banco Central mantém Selic em 13,75% enquanto mercado financeiro faz pressão especulativa
- Itaú lucra R$ 37,3 bilhões, mas elimina 3.259 empregos e fecha 334 agências em um ano
- Santander: Assembleia virtual nesta sexta-feira (6) delibera sobre ACT e Acordo de PPRS
- Copom decide nesta quarta-feira (4) se reduz ou mantém Selic em 13,75% ao ano
- Sindicato entrega mais de 200 kg de alimentos ao projeto social Prateleira Solidária
- Novas regras do VA e VR ampliam opções de uso; bancários têm benefícios acima da média nacional
- Saúde Caixa começa a compartilhar rede credenciada com a Cassi nesta quarta-feira (4)
- Festa dos Bancários 2026 reúne categoria em dia de confraternização, premiações e solidariedade
- Brasil bate recorde de pessoas com trabalho desde 2012
- A eleição acabou, mas a participação continua: saiba quem e pelo que cobrar
- COE cobra avanços do Bradesco em PPR, banco de horas e condições de trabalho
- Negociação da Cassi avança com proposta de aporte de R$ 2,288 bilhões