27/02/2019
Terror: Unificação de cargos assusta bancários nas agências do banco Santander

(Foto: Freepik)
O novo cargo Gerente de Relacionamento & Serviços – que contempla caixas, coordenadores e gerente de relacionamento PF–, criado pela direção do Santander para sufocar de trabalho e adoecer ainda mais os bancários, tem deixado os trabalhadores das agências assustados, inseguros e preocupados. Na prática, os ocupantes do cargo atendem todos os clientes, desde o caixa até segmentos gerenciais. A direção do banco alega “modernização e agilidade no atendimento”, comparando a estrutura de uma agência a de uma farmácia, onde todos os trabalhadores executam todas as funções.
Não bastasse isso, o presidente do banco, Sérgio Rial, no programa “Café com Rial”, ameaçou demitir trabalhadores que mudaram de função e não tiverem a certificação CPA-10 até maio.
A data de início das mudanças, as regras e as metas ainda são confusas e pouco claras para os trabalhadores. O Santander sequer realizou qualquer tipo de treinamento. Além disso, os bancários estão inseguros com as ameaças de demissão e preocupados com a sobrecarga de trabalho e pressão ainda maior por metas e cumprimentos de tarefas.
“Há muita pressão de superiores referente ao novo cargo. A direção do banco vende como algo incrível, mas não é. Os bancários não terão reajustes de salários, mas sim aumento de serviços. Não está definido, por exemplo, como manusear o dinheiro no caixa, quem pagará se houver diferença de dinheiro. Enfim, uma pressão colocada sobre os funcionários, sem explicações ou qualquer treinamento”, relata uma bancária.
“Queremos respeito e condições de trabalho dignas do Santander. Os cargos que sofrerão mudanças são justamente os que têm contato direto com o cliente, aqueles que estabelecem relacionamentos e, consequentemente, confiança. Justamente por isso, o banco deveria ter mais cuidado ao pensar alterações tão bruscas e impactantes na vida dos trabalhadores”, acrescenta.
À revelia
O Sindicato tem questionado o banco, que deveria ter negociado com os trabalhadores e com as entidades sindicais antes de implementar as mudanças. Várias mesas de negociação foram realizadas para debater o assunto, mas a direção do Santander não trouxe informações suficientes sobre o projeto, tampouco soluções para os problemas apresentados.
O diretor do Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região, Júlio César Trigo, destaca que o Santander firmou um termo de compromisso com a categoria em 2018, comprometendo-se a debater com as entidades representativas dos trabalhadores qualquer alteração nas condições de trabalho. O dirigente critica a falta de respeito do banco espanhol com seus funcionários ao descumprir o ACT e implementar medidas arbitrariamente.
"Além de ignorar o acordado na negociação coletiva, o Santander tem acentuado a pressão sobre os trabalhadores através de metas abusivas e sobrecarga de trabalho. Não aceitamos que os bancários sejam ainda mais pressionados e tenham suas tarefas aumentadas em razão de sucessivas demissões, sobrecarregando ainda mais uma rotina que já é extremamente exaustiva", ressalta Trigo.
O Sindicato espera transparência do banco, respeito ao processo de negociação e soluções para os problemas que já foram apresentados, como, por exemplo, a sobrecarga de função. Por ora, a única leitura do projeto é a ganância da direção do Santander por lucro. Mesmo crescendo 24,6% em 12 meses, insiste nessa gestão predatória, de desrespeito aos trabalhadores.
O Sindicato orienta que os bancários que participaram de reuniões recebendo quaisquer informações sobre a unificação de cargos procurem pela entidade pelos telefones (17) 3522-2409 / (17) 99259-1987 ou pelo canal de denúncias no site. O anonimato é garantido. “A participação de todos é fundamental para que tenhamos maior conhecimento do projeto”, finaliza o diretor.
Não bastasse isso, o presidente do banco, Sérgio Rial, no programa “Café com Rial”, ameaçou demitir trabalhadores que mudaram de função e não tiverem a certificação CPA-10 até maio.
A data de início das mudanças, as regras e as metas ainda são confusas e pouco claras para os trabalhadores. O Santander sequer realizou qualquer tipo de treinamento. Além disso, os bancários estão inseguros com as ameaças de demissão e preocupados com a sobrecarga de trabalho e pressão ainda maior por metas e cumprimentos de tarefas.
“Há muita pressão de superiores referente ao novo cargo. A direção do banco vende como algo incrível, mas não é. Os bancários não terão reajustes de salários, mas sim aumento de serviços. Não está definido, por exemplo, como manusear o dinheiro no caixa, quem pagará se houver diferença de dinheiro. Enfim, uma pressão colocada sobre os funcionários, sem explicações ou qualquer treinamento”, relata uma bancária.
“Queremos respeito e condições de trabalho dignas do Santander. Os cargos que sofrerão mudanças são justamente os que têm contato direto com o cliente, aqueles que estabelecem relacionamentos e, consequentemente, confiança. Justamente por isso, o banco deveria ter mais cuidado ao pensar alterações tão bruscas e impactantes na vida dos trabalhadores”, acrescenta.
À revelia
O Sindicato tem questionado o banco, que deveria ter negociado com os trabalhadores e com as entidades sindicais antes de implementar as mudanças. Várias mesas de negociação foram realizadas para debater o assunto, mas a direção do Santander não trouxe informações suficientes sobre o projeto, tampouco soluções para os problemas apresentados.
O diretor do Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região, Júlio César Trigo, destaca que o Santander firmou um termo de compromisso com a categoria em 2018, comprometendo-se a debater com as entidades representativas dos trabalhadores qualquer alteração nas condições de trabalho. O dirigente critica a falta de respeito do banco espanhol com seus funcionários ao descumprir o ACT e implementar medidas arbitrariamente.
"Além de ignorar o acordado na negociação coletiva, o Santander tem acentuado a pressão sobre os trabalhadores através de metas abusivas e sobrecarga de trabalho. Não aceitamos que os bancários sejam ainda mais pressionados e tenham suas tarefas aumentadas em razão de sucessivas demissões, sobrecarregando ainda mais uma rotina que já é extremamente exaustiva", ressalta Trigo.
O Sindicato espera transparência do banco, respeito ao processo de negociação e soluções para os problemas que já foram apresentados, como, por exemplo, a sobrecarga de função. Por ora, a única leitura do projeto é a ganância da direção do Santander por lucro. Mesmo crescendo 24,6% em 12 meses, insiste nessa gestão predatória, de desrespeito aos trabalhadores.
O Sindicato orienta que os bancários que participaram de reuniões recebendo quaisquer informações sobre a unificação de cargos procurem pela entidade pelos telefones (17) 3522-2409 / (17) 99259-1987 ou pelo canal de denúncias no site. O anonimato é garantido. “A participação de todos é fundamental para que tenhamos maior conhecimento do projeto”, finaliza o diretor.
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