31/01/2019
Atenção, bancário! Acordos de CCV do Banco do Brasil estão suspensos temporariamente
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O Banco do Brasil, em uma atitude unilateral e sem qualquer negociação com as entidades representativas dos trabalhadores, alterou as normas da Comissão de Conciliação Voluntária (CCV), de modo a prejudicar os trabalhadores. Por conta disso e sob orientação da Contraf-CUT, estão suspensas as CCVs do Banco do Brasil.
A mudança imposta pelo BB inclui nos contratos de CCV uma cláusula dando quitação da 7ª e 8ª horas além dos 5 anos previstos pela legislação trabalhista. Isso significa que o bancário, ao assinar o acordo dos últimos 5 anos trabalhados, estaria aceitando a quitação de todo o período do cargo exercido.
"A suspenção tem como objetivo preservar os direitos dos bancários, protegendo os trabalhadores de eventuais perdas ocasionadas por esta atitude irresponsável da nova administração do banco, que toma decisões na surdina para prejudicar os funcionários", explica o diretor do Sindicato Roberto Carlos Vicentim.
Para Wagner Nascimento, coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB, a decisão do banco em querer mudar os termos de quitação acende um alerta sobre os acordos, já que foi sem nenhum comunicado.
Após suspensão da CCV, reunião com o BB é agendada para próxima quarta (6)
Foi agendada para o próximo dia 06 de fevereiro, quarta-feira, uma reunião entre a Contraf-CUT e o Banco do Brasil para discutir a mudança unilateral que o Banco fez no Termo de Conciliação Extrajudicial da Comissão de Conciliação Voluntária (CCV), ampliando o prazo de quitação para mais de 5 anos. A mudança no prazo de quitação nunca foi objetivo de discussão entre banco e sindicatos e não consta nos termos do acordo.
A Comissão de Empresa dos Funcionários do BB já tem agenda com o banco para tratar das mudanças nas agências de varejo e o assunto CCV será colocado na pauta.
"A orientação da Contraf-CUT é que as sessões de CCV fiquem suspensas até a reunião com o BB. Esperamos que o banco reveja sua posição para sairmos desse impasse”, afirma Wagner Nascimento, coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB.
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