04/12/2018
Com lucros cada vez maiores, instituições financeiras no país deveriam criar empregos

Os bancos, um dos setores mais lucrativos da economia brasileira, cortaram 1.574 postos de trabalho entre janeiro e outubro deste ano. No entanto, o saldo do mês de outubro foi positivo, com a criação de 167 vagas. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho.
Juntos, os cinco maiores bancos [Itaú, Bradesco, Santander, Banco do Brasil e Caixa] lucraram R$ 65 bilhões somente até agosto desse ano. E esse resultado é 20,4% maior do que o apresentado no mesmo período de 2017. Ou seja, eles lucram alto e cada vez mais. Portanto, deveriam criar empregos e não extinguir vagas.
Enquanto a lucratividades das instituições financeiras crescem ano após ano, os bancários estão sobrecarregados em agências e centros administrativos, por conta do número reduzido de funcionários. A categoria é uma das que mais adoecem, e um dos motivos é a sobrecarga crescente e exigências constantes para bater metas cada vez maiores. Os bancos estão lucrando à custa da saúde do trabalhador e dos juros e tarifas exorbitantes que cobram dos clientes. Em troca disso, devolvem desemprego e serviços cada vez mais precarizados à sociedade.
"Os dados da própria Fenaban mostram que não são só os cinco maiores bancos que estão lucrando muito, mas sim o setor financeiro como um todo. Diante desses resultados, não podemos admitir demissões, rotatividade ou a terceirização cada vez maior nessas empresas. Além disso, o setor que mais lucra no país tem de desempenhar sua função social, baixando juros, incentivando o crédito e impulsionando a economia", defende o presidente do Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região, Roberto Carlos Vicentim.
"Além de jogar para a mão dos clientes a realização de serviços antes feitos pelos trabalhadores do setor, cobrar tarifas e enxugar custos, os bancos fazem com que uma parcela pequena de acionistas se aproprie de um dinheiro que não se converte em investimentos produtivos, empregos e desenvolvimento. Apesar do expressivo aumento nos lucros, os bancos do país fizeram o desserviço de aumentar a taxa de desemprego mensal, contribuindo para redução da massa salarial", acrescenta o dirigente.
Caged
Os bancos múltiplos com carteira comercial (categoria na qual estão incluídos BB, Itaú, Bradesco e Santander) tiveram saldo positivo de empregos em outubro, com a criação de 168 vagas. No entanto, o saldo de janeiro a outubro é negativo, com a extinção de 702 postos de trabalho.
Já a Caixa, que ocupa sozinha a categoria caixas econômicas do Caged, teve saldo negativo em outubro (- 14 empregos) e negativo também no acumulado do ano (janeiro a outubro): já cortou 1.035 postos de trabalho. O que deve se agravar ainda mais com o novo PDE (Programa de Desligamento de Empregado) aberto pelo banco público, cujo objetivo é dispensar mais 1.626 empregados. Os empregados tinham até 30 de novembro para se apresentar, mas o banco ainda não divulgou quantos sairão.
“A redução do número de empregados na Caixa prejudica os trabalhadores na medida em que sobrecarrega ainda mais os bancários e prejudica também a população, que usufrui do papel social do banco, como financiamento da casa própria e programas sociais”, destaca o coordenador da Comissão Executiva dos Empregados da Caixa (CEE/Caixa), Dionísio Reis.
Os cinco maiores bancos que atuam no país são responsáveis por 90% dos empregos bancários.
Rotatividade
Entre janeiro e outubro, os bancos admitiram 24.881 trabalhadores e desligaram 26.455. Essa rotatividade também diminui os gastos com mão de obra, uma vez que os admitidos entram ganhando bem menos que os que saíram. Em média, o salário de quem entrou é 66% da remuneração de quem saiu, segundo o Caged.
Juntos, os cinco maiores bancos [Itaú, Bradesco, Santander, Banco do Brasil e Caixa] lucraram R$ 65 bilhões somente até agosto desse ano. E esse resultado é 20,4% maior do que o apresentado no mesmo período de 2017. Ou seja, eles lucram alto e cada vez mais. Portanto, deveriam criar empregos e não extinguir vagas.
Enquanto a lucratividades das instituições financeiras crescem ano após ano, os bancários estão sobrecarregados em agências e centros administrativos, por conta do número reduzido de funcionários. A categoria é uma das que mais adoecem, e um dos motivos é a sobrecarga crescente e exigências constantes para bater metas cada vez maiores. Os bancos estão lucrando à custa da saúde do trabalhador e dos juros e tarifas exorbitantes que cobram dos clientes. Em troca disso, devolvem desemprego e serviços cada vez mais precarizados à sociedade.
"Os dados da própria Fenaban mostram que não são só os cinco maiores bancos que estão lucrando muito, mas sim o setor financeiro como um todo. Diante desses resultados, não podemos admitir demissões, rotatividade ou a terceirização cada vez maior nessas empresas. Além disso, o setor que mais lucra no país tem de desempenhar sua função social, baixando juros, incentivando o crédito e impulsionando a economia", defende o presidente do Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região, Roberto Carlos Vicentim.
"Além de jogar para a mão dos clientes a realização de serviços antes feitos pelos trabalhadores do setor, cobrar tarifas e enxugar custos, os bancos fazem com que uma parcela pequena de acionistas se aproprie de um dinheiro que não se converte em investimentos produtivos, empregos e desenvolvimento. Apesar do expressivo aumento nos lucros, os bancos do país fizeram o desserviço de aumentar a taxa de desemprego mensal, contribuindo para redução da massa salarial", acrescenta o dirigente.
Caged
Os bancos múltiplos com carteira comercial (categoria na qual estão incluídos BB, Itaú, Bradesco e Santander) tiveram saldo positivo de empregos em outubro, com a criação de 168 vagas. No entanto, o saldo de janeiro a outubro é negativo, com a extinção de 702 postos de trabalho.
Já a Caixa, que ocupa sozinha a categoria caixas econômicas do Caged, teve saldo negativo em outubro (- 14 empregos) e negativo também no acumulado do ano (janeiro a outubro): já cortou 1.035 postos de trabalho. O que deve se agravar ainda mais com o novo PDE (Programa de Desligamento de Empregado) aberto pelo banco público, cujo objetivo é dispensar mais 1.626 empregados. Os empregados tinham até 30 de novembro para se apresentar, mas o banco ainda não divulgou quantos sairão.
“A redução do número de empregados na Caixa prejudica os trabalhadores na medida em que sobrecarrega ainda mais os bancários e prejudica também a população, que usufrui do papel social do banco, como financiamento da casa própria e programas sociais”, destaca o coordenador da Comissão Executiva dos Empregados da Caixa (CEE/Caixa), Dionísio Reis.
Os cinco maiores bancos que atuam no país são responsáveis por 90% dos empregos bancários.
Rotatividade
Entre janeiro e outubro, os bancos admitiram 24.881 trabalhadores e desligaram 26.455. Essa rotatividade também diminui os gastos com mão de obra, uma vez que os admitidos entram ganhando bem menos que os que saíram. Em média, o salário de quem entrou é 66% da remuneração de quem saiu, segundo o Caged.
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