27/11/2018
16 dias de ativismo à não violência contra a mulher

A partir de 1° de janeiro de 2019 entramos em outro ciclo da história do Brasil. Inaugurado com o impeachment da presidenta Dilma Rousseff em 2016 e confirmado com a eleição de Jair Bolsonaro em 2018, este ciclo tende a se aprofundar – impondo mais perdas de direitos sociais e trabalhistas para a classe trabalhadora e população mais pobre.
A intolerância que vimos presenciando nos últimos anos e potencializada no período eleitoral com ataques às pessoas que pensam diferente da “nova ordem vigente” tende a aumentar.
Em seu site, a Central Única dos Trabalhadores (CUT), repudiou o retrocesso ocorrido no país. “Não aceitaremos a volta à Idade Média em que mulheres, ‘bruxas’, que questionavam a ordem vigente foram levadas a fogueira. Nossas ações se darão na resistência contra a ofensiva da retirada de direitos e continuaremos a nos insurgir nas ruas contra a violência que tende a aumentar com a vênia de um governo que ganhou as eleições com um falso discurso de ‘combate à corrupção e a violência’”, de acordo com o texto.
Dentro desse contexto, as mulheres são as mais afetadas. Seja pelo desemprego ou subemprego, - e quando empregada, submetida a trabalhar em locais insalubres mesmo no período de gestação e amamentação.
A desconstrução de direitos e a quebra da democracia, com a aprovação da antirreforma trabalhista, deram início aos planos do empresariado e do capital financeiro - garantia de maior exploração da classe trabalhadora sem correr riscos de questionamentos.
O “novo” governo faz parte deste processo. Ao certo tentarão, governo e empresários, aprofundar os retrocessos, impondo sua agenda neoliberal com cortes nos benefícios, nas políticas sociais, saúde, educação, assistência, fim da previdência social e o acesso a aposentadoria.
UMA MULHER É ASSASSINADA A CADA 2 HORAS!
A violência contra as mulheres tem atingido patamares alarmantes, ao mesmo tempo em que o governo anula qualquer investimento visando o seu combate. No Brasil, uma mulher é assassinada a cada 2 horas pelo fato de ser mulher; 10 estupros coletivos acontecem diariamente, inclusive de meninas de até 13 anos de idade.
As políticas impostas à população trarão impactos sem precedentes a curto, médio e longo prazo. Ou seja, as gerações futuras não contarão com a presença do Estado como promotor e garantidor de direitos, em contrapartida receberão uma dívida social sem precedentes. A pergunta é, quem será responsabilizado por esta dívida humana? O capital? O Estado? A sociedade? Ou culparão aqueles e aquelas que foram sacrificados em nome dos altos lucros?
As mulheres têm se somado ao longo da história, a luta do conjunto da classe trabalhadora na defesa dos direitos e neste momento não seria diferente. Somos precursoras nas lutas pelos direitos individuais e coletivos, trabalhistas e sociais.
Somos defensoras dos Direitos Humanos e permaneceremos em Luta. Neste 25 de novembro, Dia Internacional da Não Violência Contra a Mulher, nós mulheres das Centrais Sindicais reafirmamos nosso compromisso no combate a todas as formas de violência e discriminação contra às mulheres.
“SE FERE NOSSA EXISTÊNCIA, SEREMOS RESISTÊNCIA”!!
NÃO A REFORMA DA PREVIDÊNCIA! NÃO A RETIRADA DE DIREITOS! NÃO AO FEMINICÍDIO,
NENHUMA A MENOS!!!
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