07/11/2018
Reforma da Previdência Social é boa para quem? Resistiremos por nossos direitos!

(Arte: Thiago Akioka/SPbancarios)
A reforma da Previdência é um dos principais objetivos do próximo governo. Mas ainda não é possível saber os detalhes das mudanças pretendidas. O plano de governo da campanha vitoriosa é extremamente vago em relação ao tema. O documento propõe a introdução de um sistema com contas individuais de capitalização.
O modelo é semelhante ao adotado no Chile. O sistema de pensões do país sul-americano está falido e enfrenta forte resistência organizada da sociedade, que exige sua reestatização.
Em 1981, foi implantado o atual sistema de previdência privada, que obriga todos os trabalhadores chilenos a destinarem mensalmente 10% de seus salários em uma conta de capitalização individual gerida por empresas privadas, chamadas de Administradoras de Fondos de Pensiones (AFP). E sem nenhum aporte patronal.
O argumento utilizado na época para convencer que o novo regime de previdência beneficiaria os trabalhadores foi de que, ao término da vida laboral, os pensionistas receberiam cerca de 80% do equivalente à sua remuneração ao longo da vida ativa.
Mas 37 anos depois, a realidade é muito pior do que a projetada. Atualmente, metade dos idosos não se aposentam. E 90% dos que se aposentam recebem no máximo dois terços do salário mínimo, o que equivale a R$ 977, segundo José Ricardo Sassesseron, especialista em Previdência e diretor da Associação Nacional dos Participantes de Fundos de Pensão (Anapar).
O modelo é semelhante ao adotado no Chile. O sistema de pensões do país sul-americano está falido e enfrenta forte resistência organizada da sociedade, que exige sua reestatização.
Em 1981, foi implantado o atual sistema de previdência privada, que obriga todos os trabalhadores chilenos a destinarem mensalmente 10% de seus salários em uma conta de capitalização individual gerida por empresas privadas, chamadas de Administradoras de Fondos de Pensiones (AFP). E sem nenhum aporte patronal.
O argumento utilizado na época para convencer que o novo regime de previdência beneficiaria os trabalhadores foi de que, ao término da vida laboral, os pensionistas receberiam cerca de 80% do equivalente à sua remuneração ao longo da vida ativa.
Mas 37 anos depois, a realidade é muito pior do que a projetada. Atualmente, metade dos idosos não se aposentam. E 90% dos que se aposentam recebem no máximo dois terços do salário mínimo, o que equivale a R$ 977, segundo José Ricardo Sassesseron, especialista em Previdência e diretor da Associação Nacional dos Participantes de Fundos de Pensão (Anapar).

O presidente do Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região, Roberto Carlos Vicentim, defende que a reforma, por se tratar de um tema complexo e abrangente, deve ser debatido com toda a sociedade. E destaca que o movimento sindical resistirá na luta em defesa da Previdência Social e do direito à aposentadoria de milhões de trabalhadores.
"No Brasil, a Previdência Social é sustentada por três pilares de financiamento: trabalhador, empresas e governo. Mas só os trabalhadores cumprem rigorosamente com esse pacto. O governo destina parte dos seus recursos para outros fins e muitos empresários deixam de pagar, resultando no déficit do sistema. Ao invés de resolver os problemas de déficit, de fato, o governo propõe implantar o modelo chileno, que não serve para o Brasil e já se provou um fracasso no Chile. Não vamos permitir a retirada de direitos nem reformas que acarretem sérios prejuízos à classe trabalhadora", acrescenta Vicentim.
"No Brasil, a Previdência Social é sustentada por três pilares de financiamento: trabalhador, empresas e governo. Mas só os trabalhadores cumprem rigorosamente com esse pacto. O governo destina parte dos seus recursos para outros fins e muitos empresários deixam de pagar, resultando no déficit do sistema. Ao invés de resolver os problemas de déficit, de fato, o governo propõe implantar o modelo chileno, que não serve para o Brasil e já se provou um fracasso no Chile. Não vamos permitir a retirada de direitos nem reformas que acarretem sérios prejuízos à classe trabalhadora", acrescenta Vicentim.

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