06/11/2018
‘Não me convidaram pra esta festa pobre que os homens armaram pra me convencer’

(Arte: Fabiana Tamashiro)
Mesmo com a projeção de lucro recorde para 2018 – o lucro líquido gerencial nos primeiros nove meses totalizou R$ 8,993 bilhões –, o Santander pretende economizar na festa de fim de ano e deixar de fora das comemorações milhares de trabalhadores responsáveis pelo expressivo resultado. Em comunicado enviado aos funcionários na quarta-feira (31), o presidente do banco, Sergio Rial, diz que “nossa festa de fim de ano será no dia 1º de dezembro, com a participação de até 5.000 funcionários” e que adotará a meritrocracia como forma de seleção dos convidados.
“Temos a certeza de que nossos resultados são a soma do que cada um de nós faz, os mais de 47.000, e é importante que os 5.000 representem toda a Família Santander. Como aqui o resultado fala mais alto, dividimos a participação das VPs analisando BAI dos negócios, ROAE (Retorno Sobre Capital) e ponderamos pelo número de funcionários", diz o comunicado de Rial.
E continua: "A partir deste número, cada VP [vice presidência] fará a distribuição dentro de cada área, mas com uma premissa comum, da qual não queremos abrir mão: MERITROCACIA”.
Rial prossegue, ao fim do texto: “Como em muitos casos pode ser algo numérico/subjetivo nas outras áreas, considerem fazer a escolha de forma democrática, envolvendo as equipes na escolha dos que mais fizeram a diferença”.
Para o diretor do Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região, Júlio César Trigo, os resultados positivos do banco não são refletidos nas condições de trabalho dos bancários e das bancárias, que se deparam diariamente com assédios e intensa pressão pelo batimento de metas abusivas, além de inúmeras demissões injustificáveis.
"Essa política abusiva do Santander pode ser observada na lógica adotada pelo banco para escolher os funcionários que participarão ou não de sua confraternização. É inadmissível exigir a máxima performance de todos os colaboradores na obtenção de uma lucratividade cada vez maior para, depois, excluir a maioria deles, privilegiando apenas alguns na hora da comemoração. O discurso utilizado sobre meritocracia só colabora com a injustiça e com o abismo social e econômico do país", critica o diretor.
“Temos a certeza de que nossos resultados são a soma do que cada um de nós faz, os mais de 47.000, e é importante que os 5.000 representem toda a Família Santander. Como aqui o resultado fala mais alto, dividimos a participação das VPs analisando BAI dos negócios, ROAE (Retorno Sobre Capital) e ponderamos pelo número de funcionários", diz o comunicado de Rial.
E continua: "A partir deste número, cada VP [vice presidência] fará a distribuição dentro de cada área, mas com uma premissa comum, da qual não queremos abrir mão: MERITROCACIA”.
Rial prossegue, ao fim do texto: “Como em muitos casos pode ser algo numérico/subjetivo nas outras áreas, considerem fazer a escolha de forma democrática, envolvendo as equipes na escolha dos que mais fizeram a diferença”.
Para o diretor do Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região, Júlio César Trigo, os resultados positivos do banco não são refletidos nas condições de trabalho dos bancários e das bancárias, que se deparam diariamente com assédios e intensa pressão pelo batimento de metas abusivas, além de inúmeras demissões injustificáveis.
"Essa política abusiva do Santander pode ser observada na lógica adotada pelo banco para escolher os funcionários que participarão ou não de sua confraternização. É inadmissível exigir a máxima performance de todos os colaboradores na obtenção de uma lucratividade cada vez maior para, depois, excluir a maioria deles, privilegiando apenas alguns na hora da comemoração. O discurso utilizado sobre meritocracia só colabora com a injustiça e com o abismo social e econômico do país", critica o diretor.
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