03/10/2018
"País 'vai parar' se governo insistir em mexer na Previdência", dizem centrais sindicais

A CUT e demais centrais sindicais brasileiras divulgaram nota criticando a possível intenção do governo de retomar a tramitação do projeto de "reforma" da Previdência. Reunidas na terça-feira (2), em São Paulo, as entidades reafirmaram "sua posição contrária a qualquer proposta de reforma que fragilize, desmonte ou reduza" o papel da Previdência Social.
Os dirigentes lembram da greve geral de abril de 2017, em defesa de direitos. "Se o governo insistir em atacar a Previdência Social Pública, o Brasil irá parar mais uma vez", dizem as centrais.
Na semana passada, Michel Temer considerou a possibilidade de interromper a intervenção no Rio de Janeiro e recomeçar a discussão sobre a Previdência, que teve forte rejeição. "Não aceitaremos que a classe trabalhadora pague mais outra vez a conta. Não aceitaremos o desmonte e a entrega da Previdência Social para o sistema financeiro."
Confira a nota na íntegra.
EM DEFESA DA APOSENTADORIA PÚBLICA
Se botar pra votar, o Brasil vai parar!
Reunidas nesta terça-feira, 2 de outubro, as Centrais Sindicais CUT, Força Sindical, UGT, CTB, Nova Central, CSB, CSP-Conlutas e Intersindical reafirmaram sua posição contrária a qualquer proposta de reforma que fragilize, desmonte ou reduza o papel da Previdência Social Pública.
Em 2017 fizemos uma Greve Geral que mobilizou mais de 40 milhões de trabalhadores e trabalhadoras em defesa da aposentadoria. Se o governo insistir em atacar a Previdência Social Pública, o Brasil irá parar mais uma vez.
Não aceitaremos que a classe trabalhadora pague mais outra vez a conta. Não aceitaremos o desmonte e a entrega da Previdência Social para o sistema financeiro.
A sociedade deseja paz, liberdades democráticas, segurança e respeito aos seus direitos, que só virão com a garantia do emprego, salário digno e do acesso a direitos fundamentais, como saúde, educação e aposentadoria digna.
São Paulo, 2 de outubro de 2018.
Vagner Freitas, Presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT)
Miguel Torres, Presidente Interino da Força Sindical
Ricardo Patah, presidente da União Geral dos Trabalhadores (UGT)
Adilson Araújo, Presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB)
José Avelino (Chinelo), Presidente Interino da Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB)
José Calixto Ramos, Presidente da Nova Central Sindical dos Trabalhadores (NCST)
Edson Índio, Secretário Geral da Intersindical
Atnagoras Lopes, da Secretaria Executiva Nacional da CSP-Conlutas
Em que pé está
A Reforma da Previdência foi aprovada por uma Comissão Especial da Câmara em maio do passado. A reação da população impediu que a proposta fosse levada a plenário. Mas já foi dado um passo e é a partir daí que o governo quer retomar. A base apoio de Temer aprovou o texto com 23 votos a favor. Houve 14 contrários. Confira como foi:
Votaram “sim”
Os dirigentes lembram da greve geral de abril de 2017, em defesa de direitos. "Se o governo insistir em atacar a Previdência Social Pública, o Brasil irá parar mais uma vez", dizem as centrais.
Na semana passada, Michel Temer considerou a possibilidade de interromper a intervenção no Rio de Janeiro e recomeçar a discussão sobre a Previdência, que teve forte rejeição. "Não aceitaremos que a classe trabalhadora pague mais outra vez a conta. Não aceitaremos o desmonte e a entrega da Previdência Social para o sistema financeiro."
Confira a nota na íntegra.
EM DEFESA DA APOSENTADORIA PÚBLICA
Se botar pra votar, o Brasil vai parar!
Reunidas nesta terça-feira, 2 de outubro, as Centrais Sindicais CUT, Força Sindical, UGT, CTB, Nova Central, CSB, CSP-Conlutas e Intersindical reafirmaram sua posição contrária a qualquer proposta de reforma que fragilize, desmonte ou reduza o papel da Previdência Social Pública.
Em 2017 fizemos uma Greve Geral que mobilizou mais de 40 milhões de trabalhadores e trabalhadoras em defesa da aposentadoria. Se o governo insistir em atacar a Previdência Social Pública, o Brasil irá parar mais uma vez.
Não aceitaremos que a classe trabalhadora pague mais outra vez a conta. Não aceitaremos o desmonte e a entrega da Previdência Social para o sistema financeiro.
A sociedade deseja paz, liberdades democráticas, segurança e respeito aos seus direitos, que só virão com a garantia do emprego, salário digno e do acesso a direitos fundamentais, como saúde, educação e aposentadoria digna.
São Paulo, 2 de outubro de 2018.
Vagner Freitas, Presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT)
Miguel Torres, Presidente Interino da Força Sindical
Ricardo Patah, presidente da União Geral dos Trabalhadores (UGT)
Adilson Araújo, Presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB)
José Avelino (Chinelo), Presidente Interino da Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB)
José Calixto Ramos, Presidente da Nova Central Sindical dos Trabalhadores (NCST)
Edson Índio, Secretário Geral da Intersindical
Atnagoras Lopes, da Secretaria Executiva Nacional da CSP-Conlutas
Em que pé está
A Reforma da Previdência foi aprovada por uma Comissão Especial da Câmara em maio do passado. A reação da população impediu que a proposta fosse levada a plenário. Mas já foi dado um passo e é a partir daí que o governo quer retomar. A base apoio de Temer aprovou o texto com 23 votos a favor. Houve 14 contrários. Confira como foi:
Votaram “sim”
- Adail Carneiro (PP-CE)
- Aelton Freitas (PR-MG)
- Alexandre Baldy (PTN-GO)
- Arthur Maia (PPS-BA) – relator
- Bilac Pinto (PR-MG)
- Carlos Marun (PMDB-MS) – presidente da comissão
- Carlos Melles (DEM-MG)
- Darcísio Perondi (PMDB-RS)
- Evandro Gussi (PV-SP)
- Giuseppe Vecci (PSDB-GO)
- Julio Lopes (PP-RJ)
- Junior Marreca (PEN-MA)
- Lelo Coimbra (PMDB-ES)
- Magda Mofatto (PR-GO)
- Maia Filho (PP-PI)
- Marcus Pestana (PSDB-MG)
- Mauro Pereira (PMDB-RS)
- Pauderney Avelino (DEM-AM)
- Professor Victório Galli (PSC-MT)
- Reinhold Stephanes (PSD-PR)
- Ricardo Tripoli (PSDB-SP)
- Thiago Peixoto (PSD-GO)
- Vinicius Carvalho (PRB-SP)
Votaram “não”
- Alessandro Molon (Rede-RJ)
- Arlindo Chinaglia (PT-SP)
- Arnaldo Faria de Sá (PTB-AP)
- Assis Carvalho (PT-PI)
- Assis do Couto (PDT-PR)
- Bebeto (PSB-BA)
- Eros Biondini (Pros-MG)
- Givaldo Carimbão (PHS-AL)
- Heitor Schuch (PSB-RS)
- Ivan Valente (Psol-SP)
- Jandira Feghali (PCdoB-RJ)
- José Mentor (PT-SP)
- Paulo Pereira da Silva (SD-SP)
- Pepe Vargas (PT-RS)
SINDICALIZE-SE
MAIS NOTÍCIAS
- Mercantil registra lucro de R$ 279,4 milhões no trimestre, valor considerado recorde em toda sua história
- Brasil é 55,5% negro, mas terá apenas 26% das cadeiras da Câmara em 2027
- Novembro Azul: informação, prevenção e combate ao preconceito salvam vidas
- Banco Central mantém Selic em 13,75% enquanto mercado financeiro faz pressão especulativa
- Itaú lucra R$ 37,3 bilhões, mas elimina 3.259 empregos e fecha 334 agências em um ano
- Santander: Assembleia virtual nesta sexta-feira (6) delibera sobre ACT e Acordo de PPRS
- Copom decide nesta quarta-feira (4) se reduz ou mantém Selic em 13,75% ao ano
- Sindicato entrega mais de 200 kg de alimentos ao projeto social Prateleira Solidária
- Novas regras do VA e VR ampliam opções de uso; bancários têm benefícios acima da média nacional
- Saúde Caixa começa a compartilhar rede credenciada com a Cassi nesta quarta-feira (4)
- Festa dos Bancários 2026 reúne categoria em dia de confraternização, premiações e solidariedade
- Brasil bate recorde de pessoas com trabalho desde 2012
- A eleição acabou, mas a participação continua: saiba quem e pelo que cobrar
- COE cobra avanços do Bradesco em PPR, banco de horas e condições de trabalho
- Negociação da Cassi avança com proposta de aporte de R$ 2,288 bilhões