25/06/2018
Desrespeito: Itaú coloca trabalhadores no “limbo”; funcionários devem denunciar

(Arte: Linton Publio)
Para disfarçar sua política de corte de postos de trabalho, o Itaú está colocando parte dos seus trabalhadores em um verdadeiro “limbo” dentro do banco. Justificando baixa performance e falta de perfil, gestores estão deixando bancários à disposição de outras áreas, impondo que o próprio trabalhador encontre uma vaga em prazos que variam de 30 até 60 dias no máximo. Caso não encontrem, são demitidos.
O Itaú, ancorado na reforma trabalhista de Temer, tem aprofundado sua política de cortes de postos de trabalho. Um absurdo para um banco que, apenas no 1º trimestre lucrou R$ 6,4 bilhões, crescimento de 3,9% em relação ao mesmo período do ano passado. Para piorar a situação, muitas vezes o próprio bancário à disposição tem de treinar o trabalhador que vai substituí-lo na sua área de origem. Tal medida é extramamente contraditória, pois se um trabalhador não possui perfil para trabalhar em uma determinada área, como pode ser o responsável pelo treinamento de quem vai ingressar na mesma?
Quem tem domínio das vagas existentes no banco é o RH, que por sua vez tem um consultor em cada área, mas quando o trabalhador à disposição o procura, ele diz que não pode fazer nada para ajudá-lo. Os bancários estão entregues a própria sorte pelo banco. Além disso, muitas vezes o bancário não tem o perfil ou o treinamento adequado para as vagas divulgadas no portal. Para piorar, por ter sido colocado à disposição, gestores de outra área possuem uma grande resistência em aceitá-lo.
Para o diretor do Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região, Carlos Alberto Moretto, a postura adotada pelo banco é extremamente prejudicial ao trabalhador. Ao ser exposto a esse tipo de situação, com ameaças reais de demissão, o bancário é pressionado a encontrar uma vaga e, com isso, pode desenvolver traumas emocionais irreparáveis. É uma total falta de respeito com aqueles que tanto se dedicam ao banco."
Os trabalhadores que mais sofrem com essa política são os PCDs. Para evitar demitir um PCD, e ter de contratar outro para substituí-lo, o banco o coloca à disposição. É mais interessante para o Itaú fazer isso do que demitir o trabalhador, e o mesmo entrar com uma ação e conseguir ser reintegrado.
Moretto destaca a importância desses trabalhadores colocados à disposição informarem a sua situação ao Sindicato.
“A medida demonstra na prática que o Centro de Requalificação e Realocação Profissional, previsto na CCT, está inoperante no Itaú. Os bancários submetidos à essa situação, que estejam enfrentando pressões semelhantes ou qualquer outro tipo de desrespeito, devem procurar o Sindicato, para que os dirigentes avaliem cada caso e a entidade possa atuar junto aos representantes do banco buscando soluções”, alerta.
Para denunciar ao Sindicato, o bancário deve entrar em contato pelo telefone (17) 3522-24709, por meio do WhatsApp (17 99259-1987) ou através da plataforma Denuncie, no site da entidade.
O Itaú, ancorado na reforma trabalhista de Temer, tem aprofundado sua política de cortes de postos de trabalho. Um absurdo para um banco que, apenas no 1º trimestre lucrou R$ 6,4 bilhões, crescimento de 3,9% em relação ao mesmo período do ano passado. Para piorar a situação, muitas vezes o próprio bancário à disposição tem de treinar o trabalhador que vai substituí-lo na sua área de origem. Tal medida é extramamente contraditória, pois se um trabalhador não possui perfil para trabalhar em uma determinada área, como pode ser o responsável pelo treinamento de quem vai ingressar na mesma?
Quem tem domínio das vagas existentes no banco é o RH, que por sua vez tem um consultor em cada área, mas quando o trabalhador à disposição o procura, ele diz que não pode fazer nada para ajudá-lo. Os bancários estão entregues a própria sorte pelo banco. Além disso, muitas vezes o bancário não tem o perfil ou o treinamento adequado para as vagas divulgadas no portal. Para piorar, por ter sido colocado à disposição, gestores de outra área possuem uma grande resistência em aceitá-lo.
Para o diretor do Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região, Carlos Alberto Moretto, a postura adotada pelo banco é extremamente prejudicial ao trabalhador. Ao ser exposto a esse tipo de situação, com ameaças reais de demissão, o bancário é pressionado a encontrar uma vaga e, com isso, pode desenvolver traumas emocionais irreparáveis. É uma total falta de respeito com aqueles que tanto se dedicam ao banco."
Os trabalhadores que mais sofrem com essa política são os PCDs. Para evitar demitir um PCD, e ter de contratar outro para substituí-lo, o banco o coloca à disposição. É mais interessante para o Itaú fazer isso do que demitir o trabalhador, e o mesmo entrar com uma ação e conseguir ser reintegrado.
Moretto destaca a importância desses trabalhadores colocados à disposição informarem a sua situação ao Sindicato.
“A medida demonstra na prática que o Centro de Requalificação e Realocação Profissional, previsto na CCT, está inoperante no Itaú. Os bancários submetidos à essa situação, que estejam enfrentando pressões semelhantes ou qualquer outro tipo de desrespeito, devem procurar o Sindicato, para que os dirigentes avaliem cada caso e a entidade possa atuar junto aos representantes do banco buscando soluções”, alerta.
Para denunciar ao Sindicato, o bancário deve entrar em contato pelo telefone (17) 3522-24709, por meio do WhatsApp (17 99259-1987) ou através da plataforma Denuncie, no site da entidade.
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