20/03/2018
Contra o desmonte: lutar e resistir por mais empregados e mais Caixa para o Brasil!

Os ataques incessantes à Caixa promovidos pelo governo Temer visam cada vez mais reduzir o papel social do banco, deixando os empregados em péssimas condições de trabalho e, consequentemente, precarizando o atendimento à população. Com os planos de demissão voluntária, muitos trabalhadores saíram das agências, que já careciam de recursos humanos, e não houve reposição.
"A direção da Caixa, por meio de inúmeros PDVs, tem provocado o desmonte do banco público. A alta defasagem no quadro de funcionários promove a precarização do atendimento, a sobrecarga de trabalho devido à extensa demanda, contribuindo para o adoecimento dos trabalhadores", critica o dirigente do Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região e empregado da Caixa, Antônio Júlio Gonçalves Neto.
Tony lembra que no ano passado foi a luta dos bancários, com apoio da população e junto ao Sindicato, que promoveu uma série de atividades em defesa da Caixa e do caráter público do banco, como, por exemplo, a audiência pública realizada na Câmara Municipal de Catanduva.
A gestão temerária pretende acabar com o papel social da Caixa, diminuindo o número de empregados, o crédito a quem mais precisa, aumentando as tarifas, ameaçando descentralizar o FGTS e promovendo um desmonte com verticalização, que arroxa o salário dos empregados, diminuindo os custos e abrindo caminho para a privatização. Trata-se de um desmonte da Caixa enquanto banco fundamental para o desenvolvimento e fomento de políticas públicas fundamentais para o país, como o Minha Casa Minha Vida, que teve drástica redução na concessão de créditos para as camadas da sociedade que mais precisam.
É importante ressaltar também que a cláusula 50 do Acordo Coletivo de Trabalho 2014/2015, que determinava a contratação de mais 2 mil empregados (na ocasião, o banco tinha mais de 101 mil), ainda não foi cumprida. A direção do banco diz o contrário, mas uma Ação Civil Pública da Contraf-CUT que está para ser julgada nos próximos dias contesta essas informações.
"É de fundamental importânca que a Caixa efetue novas e urgentes contratações como fomentadora de políticas públicas que promovem o desenvolvimento do país e de toda a sua população, sobretudo das camadas que mais precisam de apoio e incentivo à educação, habitação, saneamento básico. Precisamos de mais empregados pra Caixa, e mais Caixa para o país, já!", finaliza.
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