Desrespeito: Mais um “presente de Natal” do banco espanhol para seus trabalhadores
? “Hoje tem festa no gueto, pode vir pode chegar. Misturando o mundo inteiro vamos ver no que é que dá!” ?
Santander deu um show com a Ivete Sangalo para o funcionários como festa de final de ano. Adivinha quem vai pagar a conta? Leia até o final que você vai descobrir.
Os trabalhadores do Santander, que são usuários da Cabesp, receberam na sexta-feira, dia 15, um “presente de Natal”, que mais parece um presente de grego quando foram conferir suas contas correntes.
Historicamente, o pagamento dos salários no mês de dezembro é antecipado cinco dias, mas não foi o que aconteceu desta vez.
Os trabalhadores foram surpreendidos pela falta do pagamento e, o que é pior, com o débito da coparticipação da Cabesp, que tinha sido informada pelo Santander que a folha seria antecipada para o dia 15.
Nenhum comunicado de que o pagamento seria no dia 20 chegou aos bancários, consequentemente, todos aguardavam o pagamento no dia 15, como sempre foi feito no mês de Dezembro
“Essa postura do Santander demonstra que sua única preocupação é acumular lucros a custa dos trabalhadores, usando durante esses cinco dias o dinheiro da folha de pagamento para ganhar com juros no mercado financeiro, enquanto seus funcionários passam sufoco”, comenta o presidente da Afubesp, Camilo Fernandes.
“É por esse motivo também que pretende mudar a data de pagamento dos bancários do dia 20 para o dia 30, a partir de março de 2018. Também vai alterar o pagamento do décimo terceiro salário – a primeira parcela será em maio (e não mais em março) e a segunda em dezembro (não mais em novembro como sempre foi). Santander só pensa na sua lucratividade, os trabalhadores que se virem”, completa Fernandes.
A Afubesp entrou em contato tanto com a direção do Santander, como com a da Cabesp. A Presidente da Caixa Beneficente informou que o estorno do valor seria efetuado ainda na sexta-feira (15).
O que virá - O Santander já avisou que em 2018 quer que os funcionários aumentem o lucro de R$ 10 bilhões para R$ 12 bilhões, ou seja, um aumento de 20%. Tudo isso leva a crer que mais maldades já estão no calendário do banco espanhol, que certamente virão por meio de metas abusivas e assédio.
Para Aparecido Augusto Marcelo, diretor do Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região, a maldade aumenta a exploração e os que resistem sofrem com a sobrecarga de trabalho e muitos adoecem. E alerta que lucro com demissão é a tônica do banco espanhol.
"O Brasil responde por 26% do lucro do conglomerado, e é justamente aqui que o banco demite, enquanto que em outros países, com lucratividade menor, não há demissões. E em geral são dispensados os trabalhadores com mais tempo de casa, perto do período pré-aposentadoria e os trabalhadores adoecidos, ou seja, os que mais precisam do emprego . O Sindicato está atento ao pacote de maldades que o Santander vem tentando impor e tomará todas as providências jurídicas e políticas para mudar a situação de desrespeito do banco em relação aos seus funcionários", conclui Marcelo.
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