Funcef inicia cobranças extras para o equacionamento do deficit referente a 2015
Na quarta-feira (20), os participantes do REG/Replan Saldado começaram a pagar o equacionamento do deficit referente a 2015. Ao todo, os trabalhadores dividirão com a Caixa a conta de R$ 6 bilhões, que será paga em cerca de 17 anos.
Os ativos terão desconto de 7,86% sobre o benefício saldado e, somando os 2,78% referentes a 2014, serão 10,64%. Já os assistidos terão que pagar a nova contribuição extraordinária, acrescida da taxa de administração de 0,9%, o que resulta em 8,76%. No total, os assistidos pagarão 11,54%.
“A Funcef reconhece nos relatórios que terá de investir mais na renda variável para compensar o deficit em meio a uma conjuntura econômica difícil, reconhece que precisa tratar o contencioso, mas não diz claramente o que fará para reverter a situação. Esperamos mais sensibilidade para com os participantes”, afirma a diretora de Saúde e Previdência da Fenae, Fabiana Matheus.
Equacionamento do Não Saldado está previsto para outubro
O equacionamento do Não Saldado está previsto para começar em outubro, mas segue indefinido devido ao Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado entre a Funcef e a Secretaria Nacional de Previdência Complementar (Previc). O órgão fiscalizador questiona a paridade no equacionamento do Reg/Replan, o que na prática significa impor aos participantes uma parcela maior da conta do equacionamento em relação à Caixa.
Mesmo ciente do perigo que representa esse precedente e da desvantagem para os trabalhadores, toda a diretoria da Funcef (eleitos e indicados) assinou o TAC, publicado em 5 de junho. "Não permitiremos que se abra esse precedente. Não há o que discutir sobre a manutenção da paridade no equacionamento" afirma Fabiana.
Impacto do contencioso
Considerando o resultado anual de 2015, o passivo trabalhista da Caixa, conhecido como contencioso, equivale a 25% do deficit a equacionar no Saldado. Na prática, ¼ do valor da contribuição extraordinária que começa a ser descontada hoje vem das ações judiciais que a Caixa não paga.
Mesmo pagando, deficit continua crescendo
A regulamentação faculta aos fundos de pensão a possibilidade de equacionar somente parte do deficit, ou seja, aquela parcela que é aferida além da chamada linha de solvência (limite de equilíbrio entre ativos e passivos). Nesse caso, o restante do deficit permanece no plano. Essa opção foi adotada pela Funcef nos dois planos de equacionamento.
O Balanço Anual de 2016 mostra que o deficit não equacionado de 2015 se acumulou e gerou desequilíbrio de R$ 721 milhões no Saldado, valor equivalente a 13% dos R$ 5,4 bilhões que deverão ser equacionados a partir de 2018.
“Devemos concentrar nossos esforços em discutir essa metodologia que vem sendo adotada pela Funcef e que já demonstrou ser incapaz de sanar o deficit”, afirma a diretora da Fenae.
MAIS NOTÍCIAS
- Banco Central reduz Selic em apenas 0,25 e mantém juros em nível que contribui à perda de renda da população
- Itaú fecha agências, sobrecarrega unidades abertas e bancários vivem suplício
- Agências bancárias estarão fechadas no feriado do Dia Internacional do Trabalhador
- Alô, associado! Venha curtir o feriado de 1º de Maio no Clube dos Bancários
- Por que a economia cresce, mas o dinheiro não sobra?
- Bancários e bancárias: Responder à Consulta Nacional é fundamental para definir rumos da Campanha Nacional 2026
- Cabesp anuncia reajuste nos planos Família, PAP e PAFE, que valem a partir de 1º de maio
- Movimento sindical cobra resposta da Caixa sobre melhorias em mecanismos de proteção a vítimas de violência
- 28 de abril marca luta pela saúde no trabalho e memória das vítimas de acidentes e doenças ocupacionais
- Juros cobrados pelos bancos colaboram para o aumento do endividamento das famílias
- Em reunião com banco, COE Itaú cobra cumprimento do acordo coletivo e debate mudanças organizacionais no GERA
- Chapa 2 – Previ para os Associados, apoiada pelo Sindicato, vence eleição e assume mandato 2026/2030 na Previ
- Fim da escala 6x1 será a principal bandeira dos sindicatos neste 1º de Maio
- Santander propõe acordo que retira direitos e Sindicato orienta bancários a não assinar
- Contraf-CUT lança cartilha sobre riscos psicossociais e reforça debate sobre saúde mental no trabalho bancário