Verticalização: sobrecarga, precarização do atendimento e do papel social da instituição
A direção da Caixa, sob ordens do governo Temer, tem imposto ao banco público um verdadeiro desmonte. A tal reestruturação prejudica bancários, população e a própria instituição. E uma das faces desse processo é a verticalização nas agências, que mudou o modelo de segmentação dos clientes Pessoa Física.
“A verticalização prejudica todos. Ao direcionar empregados do atendimento para prospecção de clientes e vendas de produtos para nichos que não são atingidos pela Caixa, a direção, nesse momento de desmonte dos bancos públicos, troca o certo pelo duvidoso. Reduz a inserção em segmentos que a Caixa domina e, em contrariedade com o seu papel social de banco público, imitando estratégias de instituições privadas, precariza o serviço à população; sobrecarrega bancários que já sofrem com a falta crônica de trabalhadores e ameaça com o descomissionamento, acarretado pelo corte de funções nas agências”, critica o coordenador da Comissão Executiva dos Empregados da Caixa (CEE/Caixa), Dionísio Reis.
“Essa medida tem o objetivo de desmontar a função social da Caixa, que é justamente seu diferencial por atender a nichos específicos que os bancos privados não atendem, além de promover o desenvolvimento social do país, outro campo que não interessa aos demais bancos. Os empregados estão atentos e, no 33º Conecef, foi aprovada resolução de não à verticalização ”, acrescenta.
O dirigente enfatiza ainda que o movimento sindical, em negociações com o banco, tem demonstrado sua total contrariedade com a verticalização nas agências, cobrando da Caixa esclarecimentos sobre as mudanças.
Antônio Júlio Gonçalves Neto, diretor do Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região e funcionário da Caixa, alerta para o risco de desmonte do banco público e demais estatais pretendido pelo governo Temer com o projeto de 'reforma' trabalhista. "O que tem acontecido com a Caixa é um exemplo de como será a vida dos trabalhadores se essa contrarreforma for aprovada: proteção menor ao emprego, sobrecarga e precarização das condições de trabalho. Somente com muita mobilização e luta vamos barrar esse verdadeiro crime contra o país”, ressalta Tony.
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