Santander bate recorde de lucro e demissões de funcionários no primeiro trimestre de 2017
O Santander lucrou R$ 2,280 bilhões, atingindo o maior patamar histórico com crescimento de 37,3%, em relação ao mesmo período de 2016 e de 14,7% em relação ao 4º trimestre de 2016. Em contrapartida, o banco espanhol encerrou o 1º trimestre de 2017 com 46.897 empregados, uma queda de 3.245 postos de trabalho em relação ao mesmo período no ano passado, sendo 357 a menos no trimestre. Foram fechadas 9 agências e 10 PAB’s em doze meses. A carteira de clientes segue crescendo: 1,983 milhão a mais de clientes em um ano, totalizando 35,909 milhões em março de 2017.
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Mario Raia, secretário de Relações Internacionais da Contraf-CUT e funcionário do Santander, destaca que a unidade brasileira passa a ser a mais lucrativa do banco estrangeiro e representou 26% do lucro global da Instituição, € 1,867 bilhão. “O Brasil ultrapassou países como Inglaterra e a própria Espanha. Mesmo assim, continua com a política de demissões e de desvalorização do trabalhador.”
O número de clientes digitais alcançou 6,9 milhões (+1,8 milhão em doze meses), e o de transações digitais já representam 76% do total das transações do banco, um aumento de 5,4 p.p. em doze meses.
Para o diretor do Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região, Aparecido Augusto Marcelo, os números demonstram que o Santander está na contramão da história, não tem compromisso com o desenvolvimento do país, muito menos com os brasileiros. "Enquanto os banqueiros lucram bilhões, os bancários amargam o arrocho salarial e a demissão em massa. Há tempos lutamos contra a política de desligamentos imotivados praticada pelo banco. Essa prática só tem aumentado consideravelmente a sobrecarga e o índice de doenças ocupacionais. Não há respeito com seus funcionários", denuncia Marcelo.
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