03/04/2017

Em reunião, movimento sindical vai cobrar da Caixa Federal alteração no cálculo da PLR

Em reunião, movimento sindical vai cobrar da Caixa Federal alteração no cálculo da PLR

Movimento sindical vai cobrar da Caixa, em reunião no dia 7 de abril, que o pagamento da PLR dos bancários leve em conta o lucro recorrente, e não o contábil, como foi feito pelo banco.

A PLR inexpressiva creditada na quinta feira 30 causou indignação e revolta entre os empregados. Assim, a comissão executiva dos empregados (CEE/Caixa) marcou reunião com a direção do banco para a sexta-feira 7. Os representantes dos trabalhadores querem esclarecimentos sobre o cálculo utilizado.

Entenda – Sem considerar o mau momento da economia, em 2016 o banco projetou um lucro de R$ 6,7 bilhões. Com base nessa projeção, pagou aos empregados a primeira parcela da PLR, em 20 de outubro do ano passado.  Entretanto, o lucro líquido contábil apresentado no dia 28 foi de R$ 4,1 bilhões, expressiva queda de 41,8% em 12 meses.

A Caixa, no entanto, divulga dois tipos de lucro: o lucro líquido contábil e o lucro líquido recorrente. Esse último desconsidera fatores extraordinários que não têm relação direta com as operações do banco como desvalorização contábil de ativos, créditos tributários e PDDs extraordinárias como as que ocorreram em 2016 em função de grupos econômicos específicos. Esses fatores extraordinários reduziram o resultado da Caixa em R$ 830 milhões no ano passado.

O que mudaria – Diante desse cenário, o movimento sindical está reivindicando que a Caixa utilize como referencia para o pagamento da PLR o lucro líquido recorrente de R$ 4,967 bilhões e não o lucro líquido contábil de R$ 4,137 bilhões.

Utilizando o lucro líquido recorrente, tanto a PLR adicional quanto a PLR Social teriam aumento de cerca de 20%, e a regra básica também teria seu valor elevado.

Caixa 100% pública e forte – Diante dos rumores de fechamento de agências, a comissão executiva também cobrará informações a respeito das unidades que a direção declara que irá fechar, além da contratação de mais empregados.

“A direção da caixa está implantando uma gestão equivocada e mesquinha que busca a rentabilidade de um banco privado por meio da diminuição dos direitos dos empregados e das políticas sociais”, critica o coordenador CEE/Caixa, Dionísio Reis. “A Caixa é o único banco 100% público do país e deve manter e ampliar essa função. Quando a Caixa cresce, crescem o Brasil, o emprego, a renda e a PLR dos trabalhadores.”  

Também será mais uma vez reivindicada a implementação urgente das alterações discutidas no RH 184, além da retomada do processo seletivo interno para os cargos de auxiliar, assistente e supervisor, suspenso no dia 9; e explicações sobre a mudança do instrumento de assédio moral do banco que agora encontra-se sob a responsabilidade da corregedoria do banco. 

Fonte: Seeb SP com edição de Seeb Catanduva

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