Se é público, é para todos: defender o BB é defender o Brasil
O Comitê Nacional em Defesa das Empresas Públicas repudia a reestruturação anunciada pelo Banco do Brasil, que vai fechar 402 agências, transformar outras 379 em PAs, extinguir 31 superintendências regionais, aposentar 18 mil bancários e cortar nove mil cargos. Esse caminho, que tem como meta a privatização, pode ser o mesmo a ser adotado para a Caixa Federal e demais empresas públicas.
“O BB é hoje o maior investidor em crédito agrícola, entre outros programas de desenvolvimento social, e a mudança certamente vai afetar os pequenos agricultores, empregados e clientes do banco, com impacto para toda a sociedade”, afirmou Rita Serrano, coordenadora do comitê. Ela adianta ainda que ações de resistência a essas medidas serão organizadas pelo movimento sindical com o apoio do comitê.
A campanha em defesa de serviços e empresas públicas, entre as quais o Banco do Brasil, foi lançada em junho deste ano no Rio de Janeiro, e já se espalhou por mais de 14 estados e regiões brasileiras, além da Argentina. A campanha nasceu na luta contra o PLS 555, projeto que pretendia transformar todas as empresas públicas em sociedades anônimas.
Após uma grande mobilização nacional dos movimentos sindical, social e associativo, foi possível obter avanços no texto do projeto, que acabou se tornando o Estatuto das Estatais ou Lei de Responsabilidade das Estatais. No entanto, as empresas e os serviços públicos estão sob ameaça direta e constante nesse governo, exigindo organização dos trabalhadores para reagir a esse retrocesso.
MAIS NOTÍCIAS
- 28 de agosto marca trajetória de luta e conquistas dos bancários
- Banco do Brasil apresenta avanços em negociação, mas funcionalismo cobra propostas financeiras
- Comando Nacional derrota propostas de arrocho salarial
- Caixa promete apresentar nova proposta para o Saúde Caixa nesta sexta-feira (28)
- Caixa lucra R$ 7,4 bilhões no semestre e movimento sindical cobra valorização dos empregados
- Sindicato celebra bancários com sorteio de prêmios e reforça mobilização na Campanha Nacional
- Campanha Nacional: Sem aumento real não dá, Fenaban!
- Caixa não apresenta nova proposta para o Saúde Caixa
- Banqueiros propõem reajuste de 62% da inflação, um dos piores de 2026. Comando rejeitou na mesa
- Negociação com a Caixa: Saúde Caixa, carreira, condições de trabalho e contratações estão no centro da Campanha; veja resumo até aqui
- Sete mesas, muitas cobranças e poucas respostas: relembre a negociação com o BB
- Negociação do Banco do Brasil segue sem avanço nas principais reivindicações
- Fenaban não apresenta índice de reajuste e negociação continua nesta terça-feira (25)
- Despesas do Saúde Caixa chegaram a R$ 4,39 bilhões em 2025
- Saúde Caixa e Cassi assinam acordo para compartilhar redes credenciadas