18/11/2016
Caixa mantém liderança em ranking de reclamações de clientes
A Caixa Econômica Federal continua na liderança em reclamações de clientes no ranking elaborado pelo Banco Central. O banco público recebeu 1.418 queixas consideradas procedentes.
“A Caixa insiste na precarização do atendimento por meio da eliminação postos de trabalho. O resultado é a permanência do banco no topo de reclamações do Banco Central”, critica Dionísio Reis, diretor do Sindicato e coordenador da Comissão Executiva dos Empregados (CEE). “É a velha fórmula de sucatear para forçar a opinião pública a acreditar que o banco é ineficaz e, dessa forma, preparar o caminho para a privatização.”
Entre junho de 2015 e junho de 2016, a Caixa teve redução de 2,4% no número de empregados por agência. Em outra direção, o banco tinha um bancário para cada 770 clientes em junho do ano passado. Passou a ter um empregado para cada 828 clientes 12 meses depois, elevação de 7,5%. Entre setembro do ano passado e deste ano, foram fechados 2,6 mil postos, sendo 631 apenas no terceiro trimestre de 2016.
Em outubro, a Justiça do Trabalho obrigou a Caixa a nomear 2 mil concursados aprovados. A decisão da 6ª Vara do Trabalho de Brasília considerou que o banco descumpriu a cláusula 50 do acordo coletivo 2014/2015, assinado com o movimento sindical, que determinava as contratações.
A ampliação do número de postos de trabalho é uma luta histórica dos empregados da Caixa e que vinha obtendo êxito durante os governos democráticos e populares. O banco passou de 55 mil bancários em 2003 para 101 mil em 2014.
Completam o pódio
Entre as instituições de mais de quatro milhões de clientes, o Bradesco ficou em segundo lugar, com índice de 14,59 e um total de 1.362 reclamações procedentes. Em terceiro lugar, ficou o Santander, com índice em 12,96 e 476 queixas.
Para fazer o ranking, as queixas são divididas pelo número de clientes da instituição financeira que originou a demanda e multiplicadas por 1 milhão. Assim, é gerado o índice, que representa o número de reclamações de cada instituição financeira para cada grupo de 1 milhão de clientes.
A Caixa, que tem mais de 82,4 milhões de clientes, ficou com um índice de 17,20. Na divulgação anterior do ranking bimestral, a Caixa também ficou em primeiro lugar, com índice de 16,69.
Pela metodologia do ranking, as instituições financeiras são divididas em dois grupos: as que têm mais de quatro milhões de clientes e as que têm menos de quatro milhões de clientes.
Principais reclamações
A maior queixa dos clientes bancários, em setembro e outubro, foi a oferta ou prestação de informação a respeito de produtos e serviços de forma inadequada, com 709 casos. Em seguida ficaram as reclamações relacionadas a irregularidades sobre integridade, confiabilidade, segurança, sigilo ou legitimidade das operações e serviços (685). No total, o BC recebeu 5.556 reclamações.
Fonte: Seeb SP
“A Caixa insiste na precarização do atendimento por meio da eliminação postos de trabalho. O resultado é a permanência do banco no topo de reclamações do Banco Central”, critica Dionísio Reis, diretor do Sindicato e coordenador da Comissão Executiva dos Empregados (CEE). “É a velha fórmula de sucatear para forçar a opinião pública a acreditar que o banco é ineficaz e, dessa forma, preparar o caminho para a privatização.”
Entre junho de 2015 e junho de 2016, a Caixa teve redução de 2,4% no número de empregados por agência. Em outra direção, o banco tinha um bancário para cada 770 clientes em junho do ano passado. Passou a ter um empregado para cada 828 clientes 12 meses depois, elevação de 7,5%. Entre setembro do ano passado e deste ano, foram fechados 2,6 mil postos, sendo 631 apenas no terceiro trimestre de 2016.
Em outubro, a Justiça do Trabalho obrigou a Caixa a nomear 2 mil concursados aprovados. A decisão da 6ª Vara do Trabalho de Brasília considerou que o banco descumpriu a cláusula 50 do acordo coletivo 2014/2015, assinado com o movimento sindical, que determinava as contratações.
A ampliação do número de postos de trabalho é uma luta histórica dos empregados da Caixa e que vinha obtendo êxito durante os governos democráticos e populares. O banco passou de 55 mil bancários em 2003 para 101 mil em 2014.
Completam o pódio
Entre as instituições de mais de quatro milhões de clientes, o Bradesco ficou em segundo lugar, com índice de 14,59 e um total de 1.362 reclamações procedentes. Em terceiro lugar, ficou o Santander, com índice em 12,96 e 476 queixas.
Para fazer o ranking, as queixas são divididas pelo número de clientes da instituição financeira que originou a demanda e multiplicadas por 1 milhão. Assim, é gerado o índice, que representa o número de reclamações de cada instituição financeira para cada grupo de 1 milhão de clientes.
A Caixa, que tem mais de 82,4 milhões de clientes, ficou com um índice de 17,20. Na divulgação anterior do ranking bimestral, a Caixa também ficou em primeiro lugar, com índice de 16,69.
Pela metodologia do ranking, as instituições financeiras são divididas em dois grupos: as que têm mais de quatro milhões de clientes e as que têm menos de quatro milhões de clientes.
Principais reclamações
A maior queixa dos clientes bancários, em setembro e outubro, foi a oferta ou prestação de informação a respeito de produtos e serviços de forma inadequada, com 709 casos. Em seguida ficaram as reclamações relacionadas a irregularidades sobre integridade, confiabilidade, segurança, sigilo ou legitimidade das operações e serviços (685). No total, o BC recebeu 5.556 reclamações.
SINDICALIZE-SE
MAIS NOTÍCIAS
- MPT reafirma direito de entidades sindicais à manifestação política durante processo eleitoral
- Contraf-CUT e Sindicato repudiam articulação para entregar participação do Banco do Brasil a banco dos EUA
- "Tesouraço" de Flávio eliminaria até 2,2 milhões de empregos e impactaria PIB negativamente em 1,55%, diz Dieese
- Sem Sindicato, salário médio dos bancários seria R$ 5 mil menor
- Bancos pressionam bancários por certificação C-Pro R até o fim de outubro
- Em virtude do 2º turno das eleições, Clube estará fechado no domingo (25)
- Proposta de reforma da Previdência ameaça aposentadorias e direitos dos bancários
- Grave! Banesprev exclui participantes da governança e entrega cargos de eleitos a indicados do Santander
- Governo Bolsonaro iniciou reestruturação na Caixa com ataques aos empregados e piora nas condições de trabalho
- Live dos Eleitos debate gestão e perspectivas para o futuro da Cassi nesta quinta-feira (22)
- Fenae alerta participantes da Funcef sobre riscos de contribuições em atraso
- Daniella Marques: do discurso de valorização das mulheres às propostas que preocupam os trabalhadores
- Reforma Administrativa: planos do candidato Flávio Bolsonaro ameaçam bancários de bancos públicos
- CCT 2026/2028 garante indenização extra e apoio à recolocação após fechamento de agências
- Seu voto não termina na urna: como o resultado do segundo turno afeta sua vida, trabalhador?