Reestruturação: Caixa passa a tesoura em mais uma função
Agora o ataque foi para a função de tesoureiros. O sentimento que a direção da Caixa gera em seus empregados é de insegurança. O processo de mudança não ficou claro entre os empregados e a direção da Caixa provocou confusão quando afirmou, em mesa de negociação, que a restruturação estava suspensa.
Contudo, aos poucos, as mudanças previstas no planejamento da empresa foram colocadas em prática, o que reforçou o sentimento de insegurança.
Assim, tesoureiros passaram a ser subordinados aos gestores da rede, com o agravante de serem submetidos a um período de ‘experiência’ de 60 dias.
Neste prazo os tesoureiros terão estabilidade e caso sejam descomissionados a unidade não poderá designar outro empregado, em caráter efetivo, para a função gratificada. Na prática é a extinção da função e a implementação do ‘tesoureiro minuto’.
Desmonte das Girets
Há informações de que com o avanço da reestruturação pouco sobrarão das Girets: das sete gerências existentes em São Paulo restarão apenas duas. Muitos empregados sem função já foram transferidos para a CI TDI, que será a área responsável pela verificação de conformidades, e os empregados com função realocados na rede.
Será que os empregados sem função terão a contrapartida da remuneração pelas responsabilidades que estão assumindo?
“Nos preocupa que o desmonte das áreas Girets e Rerets estejam sendo feitas desta forma e sem nenhuma garantia de que os direitos dos empregados serão preservados. A tônica da direção tem sido sem diálogo e sem transparência”, diz a diretora da Apcef/SP Ivanilde de Miranda.
De acordo com informações apuradas pela Apcef/SP este processo será concluído ainda durante este mês.
Campanha Nacional
É importante a participação dos empregados na greve deste ano, já que os rumos da reestruturação é um dos pontos da pauta específica de negociação com a direção da Caixa e a postura da direção tem sido negar todas as reivindicações.
“Os empregados devem entrar na luta com consciência. É preciso ter plena compreensão de que a linguagem que a direção da Caixa assimila é quando cruzamos os braços”, diz o diretor da Apcef/SP Leonardo dos Santos Quadros.
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