COE do HSBC se reúne para organização do Encontro Nacional dos Trabalhadores
A Comissão de Organização dos Empregados (COE) do HSBC se reúne, nesta quarta-feira (11), para organizar o Encontro Nacional dos Trabalhadores do Banco, que acontece nos dias 7 e 8 de junho, em São Paulo.
Cristiane Zacarias, coordenadora nacional da COE HSBC, informou que a defesa do emprego também estará na pauta. “Embora muitos tenham a venda do HSBC ao Bradesco como um fato consumado, os integrantes da COE HSBC resistem há mais de um ano na defesa dos mais de 20000 empregos no país. O HSBC sai do país deixando um sentimento de frustração, pois foi um jogo em que só ele ganhou.”
Cristiane lembrou ainda que o Bradesco teve a oportunidade de, ao menos, demonstrar interesse por seus trabalhadores, mas apenas conseguiu plantar a desesperança – principalmente – com as demissões que vem praticando nas últimas semanas. “Apesar das nossas tentativas de conversa, o silêncio impera no banco. Vamos continuar lutando, recorremos da decisão do CADE, argumentando que os trabalhadores devem ser considerados nessa negociação. Iremos ao MPT, faremos a resistência no campo Jurídico, político e sindical, a luta não vai parar.”
Outro assunto em debate, será a conjuntura nacional. Roberto von de Osten, presidente da Contraf-CUT, garantiu que a luta em defesa dos direitos é muito importante e não vai parar. “O que vem aí é um plano de governo muito severo. No qual, quem vai pagar a conta, a exemplo da década de 1990 – quando os que pretendem voltar estavam no governo –, será os trabalhadores. Por isso, nós vamos continuar resistindo, vamos continuar na rua, apresentando nosso projeto, mostrando que os beneficiados com o projeto deles é uma pequena maioria rica, e o projeto que eles tentam derrotar é o projeto dos trabalhadores brasileiros.”
CPI do HSBC
A CPI do HSBC, que investiga contas não declaradas de brasileiros na Suíça, tem reunião marcada para esta quinta-feira (12), às 14h30, quando o relator Ricardo Ferraço (PSDB-ES) deverá apresentar seu relatório final. Originalmente ocorreria nesta terça 10, mas foi adiada.
O senador está concluindo o texto com as informações enviadas em janeiro deste ano pela Justiça da França. Na ocasião, os franceses liberaram dados do escândalo conhecido como Swissleaks. Com isso, a comissão teve acesso a toda a documentação referente aos correntistas da filial do banco em Genebra.
O Ministério da Justiça e a Procuradoria-Geral da República já possuíam cópias da documentação, mas não podiam compartilhá-la com a CPI sem o consentimento das autoridades europeias. Quando teve acesso ao conteúdo, Ferraço chegou a dizer que a comissão renasceria.
O banco é acusado de ter facilitado a evasão de divisas para clientes de diversas nacionalidades entre 2005 e 2007. Estima-se que U$7 bilhões tenham deixado o Brasil sem a devida prestação de contas no período. O esquema foi denunciado por um ex-funcionário do HSBC, o analista de sistemas Hervé Falciani.
Formada por 11 titulares e sete suplentes, a CPI foi criada em março do ano passado e já foi prorrogada duas vezes. O presidente é o senador Paulo Rocha (PT-PA); o vice, Randolfe Rodrigues (Rede-AP).
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