25/02/2016
Sem limites, Itaú obriga bancários a trabalhar no escuro em São Paulo
Os abusos cometidos nas agências digitais do Itaú parecem não ter fim. As denúncias de assédio moral, cobrança abusiva de metas e exposição de ranking são antigas, mas desta vez o banco passou dos limites.
Em 15 de fevereiro, funcionários da agência digital na Rua Vergueiro foram obrigados a trabalhar sem luz nos corredores, amparados apenas com a iluminação dos computadores. E, pior, os dispensados mais cedo por conta da falta de energia foram cobrados a compensar as horas não trabalhadas, iniciando a jornada mais cedo.
O Sindicato repassou o caso para a instituição financeira e, após negociação, foi garantido que as horas serão abonadas. Caso, entretanto, algum funcionário se sinta prejudicado, deve denunciar.
Em 15 de fevereiro, funcionários da agência digital na Rua Vergueiro foram obrigados a trabalhar sem luz nos corredores, amparados apenas com a iluminação dos computadores. E, pior, os dispensados mais cedo por conta da falta de energia foram cobrados a compensar as horas não trabalhadas, iniciando a jornada mais cedo.
O Sindicato repassou o caso para a instituição financeira e, após negociação, foi garantido que as horas serão abonadas. Caso, entretanto, algum funcionário se sinta prejudicado, deve denunciar.
Para o dirigente sindical e bancário do Itaú Sérgio Francisco, a situação beira ao ridículo. Segundo ele, o Sindicato cobra há meses que o Itaú instale Cipa (Comissão Interna de Prevenção de Acidentes) em agências digitais, como a da Rua Vergueiro.
“Se houvessem Cipas nesses locais, elas poderiam verificar as condições de trabalho e se está acontecendo algum tipo de abuso, como o relatado por funcionários”, explica.
Sérgio Francisco diz ainda que as denúncias sobre agências digitais não se restringem ao prédio da Rua Vergueiro. “Essas agências são fábricas de doentes. Os funcionários alegam ter de trabalhar com dois monitores, um com o sistema do banco e outro para responder a mídias, tudo com prazo estipulado. E isso sem tirar o headset, desrespeitando normas trabalhistas. O Sindicato não vai tolerar mais esses abusos”, completa o dirigente.
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