Empregados e entidades vão protestar contra desrespeito e falta de transparência
Em duas ações que serão realizadas nos próximos dias, o movimento nacional dos empregados da Caixa Econômica Federal vai protestar contra o desrespeito à categoria, o descumprimento de cláusulas dos últimos Acordos Coletivos de Trabalho (ACT) e a falta de transparência por parte da direção do banco. As atividades se darão por orientação da Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa).
Em 25 de fevereiro, a mobilização ocorrerá nas redes sociais, com sugestão de ampla participação dos trabalhadores e com o uso das hashtags #CaixaRespeiteoEmpregado #CaixaCumpraosAcordos e #CaixaSejaTransparente. Nos posts, também é importante citar o perfil da Caixa no Twitter (@Caixa) e no Facebook. Já no Dia Nacional de Luta, em 2 de março, federações e sindicatos deverão realizar ações em suas bases. Uma das orientações é retardar a abertura das agências, como forma de envolver a sociedade no debate.
“Não resta outro caminho senão se mobilizar. O posicionamento da Caixa representa um total desrespeito aos empregados e é contrária à importância do banco para o país. É fundamental que a categoria participe das ações e exija uma nova postura da direção da empresa. Na atual gestão, infelizmente, acabou o diálogo com a categoria e as entidades representativas, que foi retomado há alguns anos”, diz Fabiana Matheus, coordenadora da CEE/Caixa.
Clima de apreensão e terror
Na última reunião da mesa permanente, no dia 28 de janeiro, representantes do banco demonstraram a disposição da Caixa de descumprir as cláusulas previstas nos dois últimos ACTs. São os casos da falta de contratação, da destinação do superávit do Saúde Caixa e do retorno do Adiantamento Assistencial Odontológico. Já quanto à transparência, um exemplo é a falta de clareza sobre o processo de reestruturação das GIRETs.
“Isso tem gerado um clima de apreensão e terror nas unidades de todo o país. O empregado termina a semana, na sexta-feira, sem saber se haverá alguma mudança na segunda-feira. Esse não é um problema de hoje, mas que tem se agravado. Sempre que solicitamos informações, recebemos respostas evasivas sobre estudos em andamento”, afirma Fabiana Matheus.
Mais orientações sobre a mobilização nas redes sociais, em 25 de fevereiro, e o Dia Nacional de Luta, em 2 de março, serão divulgadas na próxima semana.
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