19/11/2015
Presença de negros cresce no mercado de trabalho, mas renda segue menor
Pesquisa da Fundação Seade e do Dieese, divulgada hoje (17), mostra alguns indicadores positivos quanto à presença dos negros no mercado de trabalho da região metropolitana de São Paulo, mas também aponta desigualdades cuja superação ainda deve demorar. "Apenas com longos períodos de crescimento econômico em conjunto com ações de políticas afirmativas é possível diminuir as desigualdades no mercado de trabalho e melhorar as oportunidades de inserção para a população negra", afirmam as entidades, que divulgaram estudo relativo ao Dia da Consciência Negra, celebrado na próxima sexta-feira (20).
Entre as melhorias registradas de 2013 para 2014, Dieese e Seade destacam o crescimento da participação dos negros entre os ocupados, de 35,2% para 37,9% do total. Esse aumentou ocorreu tanto para homens (1,7 ponto percentual) como para mulheres (1 ponto). Dos quase 38% de ocupados negros no ano passado, 20,5% eram homens e 17,4%, mulheres.
A distância entre taxas de desemprego diminuiu, embora continuem sendo mais elevadas para os negros. Neste caso, a taxa ficou estável em 12%, enquanto para os não negros subiu de 9,4% para 10,1%, reduzindo a diferença de 2,6 para 1,9 ponto percentual. Dieese e Seade lembram que essa diferença chegava a 7,2 pontos em 2002 (a taxa de desemprego entre os negros chegava a 23,6% e a dos não negros, a 16,4%).
Do ponto de vista da garantia de benefícios trabalhistas e previdenciários, 62,9% dos não negros ocupados estavam inseridos em ocupações regulamentadas – assalariados no setor privado com carteira assinada e no setor público). Entre os negros, essa participação era um pouco menor, de 61,7%. Mas apenas entre assalariados no setor privado com carteira, a proporção entre os trabalhadores negros (55,2%) era um pouco maior que entre os trabalhadores não negros (54,2%).
Já no serviço doméstico, caracterizado por menor regulamentação e rendimento, estavam 9% dos negros ocupados e 5% dos não negros. Entre os autônomos, 16,4% e 14,8%, respectivamente.
O rendimento mostra de forma mais clara as diferenças no mercado de trabalho. O rendimento/hora dos negros representava, em 2014, 63,7% do recebido pelos não negros: R$ 8,79, ante R$ 13,8%. Em relação a 2013, enquanto o valor entre negros praticamente não variou (0,3%), entre não negros houve crescimento de 2,9%.
A desigualdade é ainda maior no setor de serviços: a proporção passou de 62,9%, em 2013, para 59,1% no ano passado. Na indústria, os negros recebiam 70,1% dos ganhos dos não negros e no comércio, 70,2%. No setor público, a proporção era de 66,2% e entre os autônomos, de 71%. No serviço doméstico, com maior participação de negros e rendimentos menores, a proporção cai para 1,5%.
Entre as melhorias registradas de 2013 para 2014, Dieese e Seade destacam o crescimento da participação dos negros entre os ocupados, de 35,2% para 37,9% do total. Esse aumentou ocorreu tanto para homens (1,7 ponto percentual) como para mulheres (1 ponto). Dos quase 38% de ocupados negros no ano passado, 20,5% eram homens e 17,4%, mulheres.
A distância entre taxas de desemprego diminuiu, embora continuem sendo mais elevadas para os negros. Neste caso, a taxa ficou estável em 12%, enquanto para os não negros subiu de 9,4% para 10,1%, reduzindo a diferença de 2,6 para 1,9 ponto percentual. Dieese e Seade lembram que essa diferença chegava a 7,2 pontos em 2002 (a taxa de desemprego entre os negros chegava a 23,6% e a dos não negros, a 16,4%).
Do ponto de vista da garantia de benefícios trabalhistas e previdenciários, 62,9% dos não negros ocupados estavam inseridos em ocupações regulamentadas – assalariados no setor privado com carteira assinada e no setor público). Entre os negros, essa participação era um pouco menor, de 61,7%. Mas apenas entre assalariados no setor privado com carteira, a proporção entre os trabalhadores negros (55,2%) era um pouco maior que entre os trabalhadores não negros (54,2%).
Já no serviço doméstico, caracterizado por menor regulamentação e rendimento, estavam 9% dos negros ocupados e 5% dos não negros. Entre os autônomos, 16,4% e 14,8%, respectivamente.
O rendimento mostra de forma mais clara as diferenças no mercado de trabalho. O rendimento/hora dos negros representava, em 2014, 63,7% do recebido pelos não negros: R$ 8,79, ante R$ 13,8%. Em relação a 2013, enquanto o valor entre negros praticamente não variou (0,3%), entre não negros houve crescimento de 2,9%.
A desigualdade é ainda maior no setor de serviços: a proporção passou de 62,9%, em 2013, para 59,1% no ano passado. Na indústria, os negros recebiam 70,1% dos ganhos dos não negros e no comércio, 70,2%. No setor público, a proporção era de 66,2% e entre os autônomos, de 71%. No serviço doméstico, com maior participação de negros e rendimentos menores, a proporção cai para 1,5%.
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